"Não me perguntem nada ainda sobre esses caras. Achei TOTALMENTE POR ACIDENTE quando liguei meu gerador de improbabilidade aqui de casa. Banda de Screamo nacional, canta em português, o som é bom, a letra é boa, e o clipe ainda por cima é engraçado!
Posto qualquer coisa sobre eles mais tarde, mas vale a apresentação! Com vocês: Elldorado!"
Dessa vez no entanto, eu consegui trazer algumas informações sobre a banda:
Após a descoberta
do site Metal Em Português, pensei em trazer algumas bandas brasileiras que
CANTAM EM PORTUGUÊS e lá mesmo encontrei o vídeo do Elldorado acima.
Como alguns de
vocês devem ter notado, o diálogo do dono do bar com o faxineiro e a resposta do
faxineiro fica ainda mais hilariante quando você nota o que o faxineiro faz
quando a "banda" começa a tocar! XD
Enfim, Elldorado
é uma banda cristã de Screamo de SP (e aí eu me pergunto, o que diabos eles
estavam pensando em fazer um clipe num bar da Heineken? Talvez só pra aumentar
o efeito cômico do vídeo... Ou não... Sei lá, mas a letra é boa!).
Por enquanto a
banda tem apenas 1 álbum gravado, mas deu uma boa demonstração de potência
sonora na minha humilde opinião. Ah, e não estranhe se tiver que ouvir uma
segunda vez até perceber que eles estão cantando em português (screamo em
português pra mim é novidade), da segunda vez em diante vc começa a entender as
palavras!
Após a descoberta
do site Metal Em Português (In Memorian), pensei em trazer algumas bandas brasileiras que
CANTAM EM PORTUGUÊS.
Uma
particularmente interessante que eu descobri é uma banda de São Paulo chamada
Huaska. A proposta da
banda é muito interessante: mesclar o metal com música brasileira. O
interessante é que a parcela da música brasileira escolhida foi justamente o
samba e a bossa nova!
Eu sei que até o
Sepultura já usou elementos de música brasileira e já gravou bossa nova, mas
NÃO É ESSE O CASO AQUI! A proposta do Huaska é uma FUSÃO entre samba, bossa
nova e metal! Isso é um passo além do que qualquer banda brasileira já fez!
Vamos por partes: A mistura é uma
característica que aparece timidamente em Mimosa Hostilis, o 1.º trabalho da banda
(que mais parece um álbum do Deftones em português) na faixa "Voyeur"
- um excelente cd aliás. Os dois trabalhos seguintes da banda são
intermediários em que a banda experimentava formas de unir metal + letras em
português + mpb (pra sermos sinceros nem sempre deu certo nesses álbuns). Mesmo
eu não considerando o "É Chá de Erva Doce" um álbum com vocais bem
trabalhados a canção "Minha Alma Fede" é soturna e boa de ouvir,
"Sua Beleza Me Faz Mal" tem uma letra até interessante, apesar de não
ser a melhor interpretação do vocalista Rafael Moromizato; já "Bossa
Nenhuma" é musicalmente muito mais
bem trabalhado em instrumental e nos vocais, e é justamente nesse álbum que a
mistura entre samba, metal e bossa nova se torna constante e consistente, mas
peca em algumas letras como e.li.sa (puro tapa buraco do álbum), todavia, foi
justamente uma canção desse álbum que me fez gostar e procurar mais trabalhos
da banda: O Machete - canção emblemática baseada no conto homônimo de Machado
de Assis, uma canção tensa com o uso de um machete contra um violoncelo
embalada com distorções de guitarra num clipe que lembra muito uma das minhas
bandas favoritas: Deftones. O som ficou incrível e o vocal está perfeito. Pra
quem não conhece o conto de Machado de Assis a letra parece confusa, mas ao
lê-lo você descobre exatamente do que a letra está falando e, confesso que me
surpreendi. Recomendo MUITO!
No novo álbum
"Samba de Preto" as coisas chegam a um nível de profissionalismo
invejável, as letras amadureceram tanto nesse álbum quanto o som havia evoluído
do 2.º para o 3.º álbum da banda harmonizando palavra e melodia. O novo álbum
conta com a participação pra lá de especial de Eumir Deodato (que já produziu
nomes como Bjork e Tom Jobim) e Elza Soares! Confira entrevista:
Obs.: A
introdução de "O Mar" chega a lembrar o estilo de uma outra banda
excelente: Apocalyptica; a banda fez uma regravação de Tom Jobim em versão rock
na faixa "Chega de Saudade"; "Foi-se" e "Samba de
Preto" são canções de luto com peso e letras intensas. São
esses apenas alguns destaques. Vou deixar vocês se surpreenderem com o resto
sozinhos. Aqui vai um pouco do trabalho do Huaska pra vocês apreciarem, e
acreditem: SAMBA DE PRETO é muito bom!
Mais uma vez
temos uma banda underground no Billy to Indie!
É fato que nem
tudo que é bom é conhecido. E é fato que, mesmo entre os trolls temos muita
coisa interessante sendo produzida. Sim, vamos falar de uma banda de Death
Metal - a 2.ª aqui no blog - mas não qualquer banda de Death Metal.
Você já percebeu
que, normalmente, quem é fã de Metal Progressivo não curte Death Metal e quem
curte Death Metal não curte Metal Progressivo? O que acontece então se uma
banda une os 2 estilos?
Sabbatariam é uma
dessas bandas que, infelizmente, talvez nunca toque numa 89 FM, mas é uma das
mais tradicionais do underground nacional, chegando até a atingir o exterior ao gravar um split (um álbum com músicas de 2 bandas) com a banda suíça de Metal Extremo DEMONICIDUTH. O som é cantado em inglês, e é comparável apenas talvez ao Job For A Cowboy em peso, com o diferencial de muitas mudanças na cadência de tempo e até com o uso de vocais femininos em alguns
momentos, como em Extreme Reborn e no cover de "Died in The Battle" (cover de
outra banda underground: Sentido Oposto, tão underground que não achei NADA sobre deles na internet além de referências feitas por outras bandas, como no caso, o Sabbatariam).
Além da
experiência de um som intenso e criativo, os vocais rasgados do thrash e os
guturais roucos tem uma intensidade incomum (não sei se por característica
vocal dos vocalistas que passaram pela banda ou pelo método de regulagem do
som). As letras são um capítulo à parte: por ser uma banda cristã as letras
apresentam temas bíblicos, então não se preocupe com as canções em inglês
porque eles não estão xingando vocês nem te mandando pra aquele lugar! :- )
Detalhe: A banda
tem uma série de covers de clássicos de algumas das bandas mais tradicionais do
underground cristão como Tourniquet, Trouble, Stryper, Impellitterri, Bride, etc, 3 deles aqui para download. "From Dust To Dust" também foi disponibilizado online pela própria banda (basta clicar no nome do álbum pra baixar). Aproveitem!
Discografia:
Sword of God (Demo - 2002)
Split Dogs of Antichrist - The Valley of the Shadow (Demoniciduth / Sabbatariam) [2005]
Já pensou se tivesse um site que reunisse várias bandas apenas de Metal NACIONAL, com as bandas organizadas por estilo e estado? Agora imagine que todas as bandas listadas cantassem em português.
Como não sei se isso existe e DETESTO INSTAGRAM, vocês vão ter que se virar com a playlist aí embaixo mesmo:
A maioria das bandas de metal nacional que eu conheço cismam em cantar em inglês para "atingir mercado no exterior" e isso faz algum sentido... mas, se é pra atingir o estrangeiro ,cantar em português não seria um diferencial na sonoridade que atrairia ainda mais os ouvidos pouco acostumados com os fonemas do nosso idioma? Quer dizer, isso funciona com música internacional aqui! Quantas bandas estrangeiras você conhece que resolveram cantar em português pra atingir o mercado brasileiro?
Agora que o Sertanejo e o Funk dominaram nosso país, você já sabe a quem culpar...
Eu sei o que
vocês devem estar pensando: "depois de todas aquelas bandas estranhas por
que diabos o cara resolve falar de Capital Inicial"? Tem dois motivos
principais:
1 - É Nacional
2 - Tem coisa boa
por aí
Na ativa desde
1986, o som do Capital passou por algumas transformações nos primeiros anos e
desde então adquiriu uma forma de pop rock bem estável.
Boa parte das
letras do Capital Inicial tiveram um ou mais dedos de Renato Russo, finado
vocalista do Legião Urbana. Nas palavras do próprio Dinho Ouro Preto no CD/DVD
Ao Vivo da Banda para o Multishow, em 2008:
"Há muito
tempo atrás numa terra distante, havia uma banda chamada 'Aborto
Elétrico'" (...)
O "Aborto
Elétrico" tinha integrantes que mais tarde se dispersariam em duas bandas:
Legião Urbana e o próprio Capital Inicial. Parte das composições passaria a
cada um dos lados nesse "divórcio musical", além de algumas canções
terem interpretações comuns às duas bandas (como a clássica "Que País é
Esse?").
O caso é que é
muito comum ouvir, especialmente dos fãs do Legião, que (apesar da história
comum), o Capital Inicial é inferior ao que o Legião foi, se não musicalmente,
letristicamente. Esse é o ponto em que é preciso citar pelo menos 2 trabalhos
do Capital Inicial, sem os dedos de Renato Russo, que realmente valem à pena
pelas LETRAS: O álbum "Gig Ante" de 2004 e o atual "Das
Kapital" de 2010.
As composições
são da própria banda e letristicamente empregam um recurso muito similar ao que
o Engenheiros do Hawaii usavam nas suas canções: boas doses de filosofia, jogos
de palavras e referências a ditados populares e afins. De certa forma, algo
nesse sentido já havia aparecido no trabalho de 2002, "Rosas e Vinho
Tinto", mas acabou ofuscado pelo sucesso de "A Sua Maneira" (um
cover da música "De Música Ligera" da banda argentina Soda Estereo).
Em "Gig
Ante" temos destaque para "Instinto Selvagem" num grande
manifesto de "vamos chutar o pau da barraca", "Respirar
Você" com a melhor dica de todos os tempos pra esquecer uma dor de
cotovelo: "vou fingir que nunca te vi, vou viver sem ter onde ir, até
cansar de respirar você" (sério mesmo,funciona!), a sensacional "Não
Olhe Pra Trás" com sua jogada lógica e pitadas de filosofia faz você pensar
com frases como "se o que era errado ficou certo as coisas são como elas
são" e "inteligência ficou cega de tanta informação" só perde
(na minha opinião) pra "Insônia" (algo que eu já tive bastante) já
que essa canção específica não se parece em nada que o Capital te há feito até
hoje com um experimentalismo inusitado tanto na diferença instrumental quanto
vocal (mal dá pra reconhecer que seja o Capital Inicial nessa música).
Em "Das
Kapital", os jogos de lógica à
semelhança de "Não Olhe Pra Trás" continuam em "Vivendo e Aprendendo"
e "Como se Sente?" com frases que lembram muito as composições do
Engenheiros como "os dias são sempre iguais, o mesmo filme em todos os
canais" e "sempre presente o medo de falar na frente dos outros o que
ninguém quer escutar", além das tradicionais histórias de romance que toda
banda brazuca não abre mão como em "Depois da meia-noite" (passamos
muito tempo sentados na calçada falando e
não dizendo nada) e dilemas existenciais com uma pitada de romance em
"Melhor".
Depois dessa
matéria e de acompanhar um pouco mais do som e das letras do Capital Inicial eu
não posso afirmar nem que o som nem que as letras pioraram, de fato, o que me
parece é que a visibilidade da banda diminuiu. É comum que as pessoas que tanto falam do "auge" e da decadência do
rock nacional sejam as mesmas pessoas que não acompanham os trabalhos das boas
bandas ainda na ativa preferindo viver de passado. Apesar da era da internet o
público ainda é levado pelos ventos da mídia. As boas bandas nacionais
continuam boas, a mídia é que não liga muito pra elas.
"O termo Mashup veio da música, mais especificamente da eletrônica e significa misturar. Na música eles são visíveis em mixagens feitas por DJs que a partir de uma música e sua melodia, obtém-se outra a partir de suas batidas." Fonte: Techmundo
Separei alguns exemplos que valem muito à pena pra ver e ouvir.
Quem gostar, curte aí!
Fuçando um pouco na internet encontrei verdadeira "PÉROLAS" que, como já diria professor Girafales, são usadas para fazer colares de PÉROLAS! Brincadeiras à parte, quando você pega elementos de duas músicas, o vocal de uma e mescla com o instrumental de outra, ou mesmo quando se fundem duas músicas (por completo ou num trecho) o resultado pode ser um desastre... ou um novo hit da internet!
Que tal um pouco mais de underground pra aumentar sua culturinha? Volta e meia a gente descobre algo no underground que soa bem e que (quase sempre) você nunca teria oportunidade de ouvir no mainstream tv/rádio justamente por ser pouco comercial, apesar da qualidade. Normalmente as pessoas gostam de música ruim e eu desisti de tentar entender o motivo. Se esse não é o seu caso, conheça Amos.
Amos é um banda nacional com forte influência tanto do Heavy Metal tradicional quanto do universo gótico, mas o modo como incorporou essas duas tendências é um tanto novo. Solos de guitarra bem trabalhados, vocal grave, grooves, e tudo junto de uma vez só.
Aparentemente (e infelizmente, na minha opinião) a banda entrou em hiato depois de 2009 (maldito mainstream! Por que meu Deus? Por quê?!).
Detalhe: como o Amos não é uma banda fácil de achar na internet (e não tinha NADA deles no Grooveshark), postei as músicas deles que encontrei no youtube, mas vi que tem algumas coisas deles na Last FM também. Ah, a banda é cristã, e o nome Amos vem do nome do profeta Amós, autor do livro bíblico de mesmo nome.