Não raras vezes tive surpresas com performances inusitas de violonistas no youtube, desde africanos tocando de formas impensáveis até verdadeiros homens-banda, como Andy Mckee, o jovem prodígio Sungha Jung, ou mesmo Miyavi que tem o hábito de tocar slap, que é uma técnica de baixistas experientes, no violão. Pra economizar postagens, tá tudo em hyperlink, mas o prodígio de hoje é o mestre do violão Jon Gomm com a performance de Passion Flower, em que, sozinho, simula distorção de guitarra, muda a afinação das cordas enquanto toca, faz a percussão e canta ao mesmo tempo uma canção que é de composição própria dele mesmo! Yngwie Malmsteen que me perdoe, mas pra mim o conjunto da obra de Jon Gomm superou todos os anteriores. Just keep Chucking Norris!
Provavelmente uma das indicações mais bizarras que já passou por esse blog: Confraria da Costa (ou, como eu gosto de chamar, CONFEITARIA da Costa, sempre com as melhores massas salgadas, doces, aceitamos encomendas pelo 0800-Pirata Alma Negra) - uma banda nacional que canta em português (e hoje em dia isso não é pleonasmo) canções de pirata com uma pitada de rock, apareceu na minha vida por indicação de uma amiga (oi de novo Herz! XD) e eu achei muito legal!
Ok, admito, essa matéria é reblogagem pura e descarada! Mas devo confessar que odiei que, no finado site tozco.com, tenham escrito isso ANTES DE MIM!
Tenho a exata mesma opinião dos caras a respeito do Brothers Of Brazil. Já mencionei a mistura bizarra do Huaska entre Samba e Metal, mas Punk com Bossa e/ou Rock-a-Billy com Samba é uma mistura tão bizarra (e com ótimo resultado) quanto no caso do Huaska.
Ponto pro tozco.com que publicou a matéria original (velha), mas eu curti relembrar a banda (ouvindo agora):
também conhecidos como Supla e João Suplicy: "The Brothers of Brazil"
Eu já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha escutado as músicas da dupla e nem visto os dois se apresentando. Rolou um amostra grátis ontem no Programa do Jô e sabe o que mais? Eu gostei! Bastante até! Mas eu sou suspeita pra falar pois já gostava do Supla na época de pérolas como "Menina de família safadinha", "Encoleirado" e "Você só pensa na fama", que aliás nem sei se chama assim mesmo pois faz teeeempo. Achei meio caída aquela época de "Green Hair" (Japa girl), mas desta vez a combinação aparentemente estranha do aparentemente certinho João Suplicy com o punk-glam-showman-esdrúxulo-besourosuco Supla (afinal eles têm os mesmos genes, não é?) teve um equilíbrio surpreendente! As músicas são bacanas, conservam a ironia e a linguagem do Supla só que bem mais elegantes. Acho que o terno anos 50 e o penteado que João envergava no Programa do Jô deixou-o com a cara do Tom Jobim, que compunha com muita elegância. Inspiração ou sessão espírita? Supla, como todos devem ter notado, tem parentesco próximo com Beetlejuice. Muito próximo!
Mas e quanto às músicas? Então, entrei no site deles para ouvir mais dos irmãos, pois só assisti "Samba around the clock" e "Brothers of Brazil" (que gruda na cabeça, mas de um jeito bom) no programa. Adorei! Mesmo "Remind You" que parece não ter nada a ver com o resto me lembra o Supla oldschool. Inrotulável mas algo como Joey Ramone com Beatles com pitadas meio bregas geniais. Vale muito a pena ouvir todas! Eu não vou ficar aqui tentando definir o som não porque eu não sou crítica de música e depois o povo vai me tacar pedra, mas a boa é conferir os dois ao vivo. Eu vou!
Calma! Não estamos
sendo perseguidos pela polícia especial britânica por divulgar música via
grooveshark! Interpol é uma banda... e nem mesmo é uma banda européia (embora dê
essa impressão)!
Os caras
começaram a tocar em 1997 em Nova Iorque (a cidade dos Tartarugas Ninja e do
amigo da vizinhança, o Homem-Aranha! Zoei! XD).
Trata-se de uma
banda de Indie Rock/Dark Wave no melhor sentido. É realmente uma mescla do
Indie Rock com Dark Wave, lembrando, pelo vocal peculiar, em alguns momentos o She Wants Revenge (ou seria o
contrário?) ou mesmo o Joy Division. Todavia o som do
Interpol é mais elaborado nas guitarras e no baixo principalmente, fugindo aos
riffs corriqueiros. No meu caso, passei a ouvir a banda por causa do estilo
único de Carlos Dengler no baixo (lamentavelmente, Carlos deixou a banda em
2010). O estilo de compôr da banda é outro caso à parte: as canções são feitas em conjunto, não havendo um compositor principal (algo interessante que pode indicar a
continuidade da qualidade das composições mesmo com a saída de um membro importante), além das
letras serem intencionalmente passíveis de múltiplas interpretações por conta
das frequentes sinédoques.
Os caras deram
tanto que falar que algumas de suas canções foram parar em diferentes versões
do Guitar Hero (como é o caso de "Obstacle 1", no GH World Tour e "Slow Hands" no GH
Warriors Of Rock).
Interpol é o tipo
de banda que foge do óbvio sem soar estranho aos ouvids.
Tá aí uma dupla/banda sensacional que descobri num filme. Aliás, um filme excelente: Número 23. Pra quem quiser saber a resenha da história basta clicar no nome do filme. Muito similar ao
Interpol nos vocais, mas ao mesmo tempo mais cru em sua sonoridade
instrumental.
O som é
fortemente influenciado por grupos e artistas dos anos 1980 como Prince,
Bauhaus, Erik B and Rakim, Joy Division, New Order, The Cure, Danse Society,
The Psychedelic Furs, Depeche Mode, Suicide e The Sisters of Mercy.
Formada em Los
Angeles, Califórnia, no ano de 2005, lançaram em 2006, cujos singles obtiveram
razoável sucesso. O videoclipe de "Tear You Apart", dirigido pelo
ator porto-riquenho Joaquin Phoenix, foi bastante exibido em canais musicais. A
vocalista do grupo Garbage, Shirley Manson, aparece no videoclipe de
"These Things". O segundo álbum da dupla, This Is Forever, foi
lançado em 9 de outubro de 2007.
Lembram que eu
mencionei certa feita que nem toda banda que atualmente está ruim
necessariamente era ruim no começo, mas pode ter feito coisas interessantes no
passado? Pois bem, agora
imagine que uma dessas bandas resolva retornar às origens? Boa notícia não?
Esse é o caso do
Panic At The Disco. A banda estreou em 2005 com o incrível álbum "A Fever
You Can't Sweat Out" mesclando uma dezena de elementos inexplicáveis pra
uma banda que começou a carreira fazendo cover do finado Blink 182 (pra lá de
previsível musicalmente). Panic incorporava instrumentos de música erudita
barroca, indie, elementos circenses, música eletrônica (dance, pra ser mais
exato) e dark cabaret. Sendo que a primeira parte do álbum era totalmente
dance/eletrônica enquanto que a segunda parte era totalmente vintage. Pra lá de
original!
Outro aspecto pra
lá de original eram as letras como Camisado que conta a luta do pai de Brendon
Urie contra o alcoolismo, "Lying Is the Most Fun a Girl Can Have Without
Taking Her Clothes Off" e "But It's Better If You Do": duas
canções retiradas diretamente do roteiro do filme "Closer: Perto
Demais" (recomendo o filme), "I Constantly Thank God For Esteban",
canção que trata diretamente de como o culto religioso em muitas tem se tornado
uma espécie de "show" onde a mensagem da fé em si tem pouca
importância, além de "I Write Sins Not Tragedies" com um emblemático
clipe que faz qualquer homem pensar duas vezes antes de casar com uma mina com
histórico de infidelidade. Os clipes feitos pela banda para promover as canções do primeiro disco eram outro capítulo à parte, extremamente teatralizados.
O caso é que,
depois de arrebanhar fãs mundo a fora, num acesso de criatividade (ou de falta
dela, nunca saberemos) a banda mudou totalmente a fórmula e lançou o
dolorosamente pop "Pretty Odd" em 2008, o que acerretou a perda do "!" no nome da banda, que passou de "Panic! At The Disco" para "Panic At The Disco". O novo trabalho foi uma decepção pra quem
esperava algo na mesma linha do 1.ª álbum. A banda havia se tornado mais uma
entre tantas bandas de pop suave sem nenhum diferencial criativo além de uma ou
outra letras bonitinhas. Se você ouviu esse álbum e teve a impressão que era de
música infantil, foi exatamente essa a impressão que tive ao ouvir
"Pretty Odd".
Porém, ainda
havia esperança de redenção, contando agora apenas com 2 de seus membros
fundadores, o Panic se arrependeu de seus pecados e lançou "Vices & Virtues"
em 2011. Fui ouvir mais por curiosidade que por esperança de que tivessem feito
algo bom e que surpresa ao notar que, embora não fosse como o 1.ª álbum, havia
algo de retorno às raízes! O som novamente empregada elementos alternativos
mesclados do Indie, do lado eletrônico do Dark Wave e alguma sonoridade barroca
dentro do contexto do pop contemporâneo como se tivessem harmonizado os dois
primeiros trabalhos numa síntese bem coerente nesse 3.º álbum. Fiquei
satisfeito ao ouvir e pensei: por que não criar uma linha do tempo no Billy To
Indie que permitisse aos curiosos, decepcionados ou entusiastas do Panic
comparar os 3 trabalhos? E assim, aqui estamos nós! Confiram:
Acontece que
bandas nem sempre começam uma bosta. Eu poderia
articular em defesa do 3 Cheers For Sweet Revenge, mas esse álbum vendeu muito
bem e teve boas críticas, mesmo sendo rotulado como "emo".
Vamos primeiro a
algumas informações sociológicas: bandas não formam tribos urbanas, fãs formam
ao tentar incorporar ideologias que acham convenientes a um tipo de roupa e
atitude que copiam de uma banda que gostam. Por isso você vê bandas como o
finado UnderOath que não queria ser taxado como "banda de crente", o
Sisters of Mercy que nunca se identificou como gótico e, finalmente o My Chemical
Romance, que sempre negou ser essa coisa que chamam de "emo".
O álbum que eu
escolhi para comentar é justamente o primeiro da carreira dos caras. Há algo especial no
primeiro álbum de uma banda: o esforço para criar uma identidade, o
experimentalismo, a força do som, o amadorismo, e a saudade que vem ao olhar pro
passado e perceber o que os caras queriam/podiam ter sido, o que nem sempre as
gravadoras permitem, ou mesmo brigas entre os integrantes buscando tocar algo
dentro de um "consenso da banda" (é camaradas, isso existe, a culpa nem sempre é
das gravadoras, só quem já tentou tocar em banda sabe... durma com essa hoje).
O primeiro álbum
do My Chemical Romance é tudo, menos emo. Há sim uma influência da
"pegada" Hardcore, mas também tem muito (sim) METAL no cd, distorção,
velocidade e noise!
Não há diferença
estilística real entre o primeiro álbum do My Chemical Romance e os 2 primeiros
álbuns da banda de Metalcore/Death Melódico Still Remains. De fato, cheguei a
confundir "Honey, This Mirror isn't Big Enough" com Still Remains
numa playlist antes da voz do Gerard Way sair! "Our Lady Of Sorrows"
é porradaria pura, "Drowning Lessons" é contagiante, apesar do resto
do cd ser mais leve ainda há muito flerte com riffs típicos de Metal mesmo...
Nessa mesma época a banda lançou um cover hilário de Mariah Carey da música
"All I Want For Christmas Is You", e a atitude nessa interpretação
lembra a irreverência do Sex Pistols pois a canção é interpretada como se a
banda estivesse tendo um ataque cardíaco coletivo ao tentar tocar a canção e
correr a "Maratona de São Silvestre" ao mesmo tempo (sério, é uma das
coisas mais hilárias que ouvi desde Graforréia Xilarmônica!) além de um cover em
conjunto com o The Used interpretando "Under Pressure" (que no
original era David Bowie e Queen). O álbum é tão espontâneo e amador (no bom
sentido da palavra) que parece um show ao vivo de banda de garagem. Rockeiro
desde pequeno que sou, chamar algo assim de ruim seria pecado. Se fosse pra
nomear o estilo eu nomearia como "Punk Metal"... qualitativamente essa formação do
My Chemical tocava melhor que os caras do Protest The Hero (que eu também
conheci o trabalho desde antes do Kezia quando a banda apenas sonhava aprender
a tocar hardcore).
Concordo que
depois de "The Black Parede" o My Chemical Romance ficou cada vez
mais pop e o som se tornou comum demais sabe lá Deus porque motivos, o que é uma pena, mas não
dá pra dizer que eles não começaram direito, porque isso seria artisticamente
desonesto e mentiroso.
"I Brought You My Bullets, You Brought Me Your
Love" é um dos meus cds pra salvar do incêndio.
Dinosaur Jr. foi uma das bandas que acabei
descobrindo enquanto jogava Rock Band. A canção era leve (I feel the pain) e
bastante melancólica, mas o solo ao final da música era muito bem trabalhado,
além de que, havia algo de curioso na voz do vocalista. Pesquisei rapidamente
na wikipédia (por mais que falem mal da "enciclopédia livre" as
informações disponíveis sobre bandas é bastante impressionante) e descobri o
seguinte:
"Dinosaur Jr. é considerado um rock alternativo banda, no entanto banda musical do estilo, em comparação com seus contemporâneos underground na década de 1980, diferente de várias maneiras. Isto incluiu a influência do rock clássico de banda a música, o uso de feedback, volume extremo e silencioso dinâmica forte, e 'Mascis droning vocals frontman. (...)
(...) Dinosaur Jr membros também combinava elementos de hardcore punk e noise rock em suas canções, que muitas vezes apresentava uma grande quantidade de feedback, distorção e volume extremo. Quando a fita master do que você está vivendo All Over Me chegou a SST, a do gerente de produção rótulo observado o nível em que a fita foi tão grande que estava distorcendo, no entanto, Mascis confirmou que era o jeito que ele queria que o álbum de som. Para acentuar a sua utilização de volume, a banda utilizada e popularizou o silêncio-loud mudança de dinâmica em muitas de suas canções, uma técnica que viria a ser popularizado por Pixies, Nirvana e rock alternativo em geral durante a década de 1990."
A guitarra é extremamente expressiva e combinada com o vocal de acabaram por criar uma das bandas de rock alternativo que se tornou uma das minhas favoritas desde minha descoberta ano passado.
Não é uma banda com estilo fácil de se definir, então é melhor que vocês ouça por si mesmos.
Para ver a discografia (grande pra danar!), dá um pulinho na Wikipédia.