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domingo, 30 de junho de 2013

MURP (Aaralyn & Izzy)

Normalmente você não vê crianças muito envolvidas com metal, mas a pequena Aaralyn (de 6 anos de idade) surpreendeu a todos no America's Got Talent com uma performance inusitada e uma potência vocal EXTREMA!

Arch Enemy que se cuide daqui a alguns anos!


Ela e o baterista, seu irmão Izzy (9 anos de idade), tem uma banda chamada MURP com uma série de vídeos divertidíssimos no youtube no canal wargasm123 em que interpretam covers de canções famosas e muitas outras de composição própria (crianças compondo metal?! Eita! O.o). Virei fã! Good work dad! :-)

Pra quem entende um pouco de inglês, aqui vai a sensacional "Lullaby Crash"!

OOOOOver the mountains, under theeeee seeeeeea, up in the skyyyyyyyy! XD


Just "Remember children are a gift of love sent from the Lord."  \m/
Referência a Tourniquet em Skeezix Dillema


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Oh, Sleeper (When I am God)

Pentagrama quebrado


OBS.: Pessoal essa é uma matéria de outro dos meus blogs e está disponível no ProibidoPensar1.



Sempre que o Proibido Pensar menciona alguma banda, nosso enfoque são as letras. Ao contrário do que muita gente pensa, a letra é a parte mais importante da estrutura de uma música porque é por ela que se transmite uma mensagem.

Como já disse inteligentemente Lacey Sturm (antes, Lacey Mosley) certa feita sobre música: "We really apreciatte when you really pay attencion and care about the message, this is the most importante part of music" (Nós realmente apreciamos quando prestam atenção a se importam com a mensagem porque é a parte mais importante da música).

Se há ritmo e letra e não melodia, não é música, é discurso. Se tem melodia e ritmo mas não letra, não é música, é melodia (ou como eu gosto de chamar "barulho planejado"). Apenas quando se tem esses 3 elementos (ritmo, melodia e LETRA) se pode chamar algo de música.


A indicação de hoje é a banda Oh, Sleeper.

Poucas vezes ouvi letras tão poderosas e de poesia tão densa quanto as de Oh, Sleeper. Ainda que a banda não fosse cristã, suas letras de certo seriam!

Em meio a um metalcore ruidoso e intenso há fortes críticas sobre o enfraquecimento do cristianismo e modismos que tornaram casas de oração em clubes de final de semana além de atacar a degradação moral que tem se tornado padrão e estilo de vida aceito de uns tempos pra cá. É desnecessário descrever. Ouçam:





"Vícios e víboras"

Encharcado de nítido escarlate* e
Os olhos de ovelha fixados em mim distinguem até os meus ossos.
Apesar de seus lábios gotejarem
Intenções me mantém querendo cada vez mais...

Erguendo-se contra todos os muros que construímos para cair
Todas as paredes que construímos em vão para chamá-Lo para perto são apenas lã para esconder lobos.
E debaixo dessas extremidades Suas últimas palavras sobre esse assunto foram dispostas de modo firme!
...Mas não me despi dessa pele como Você disse.
Quando o "pedreiro abandona a argamassa" ele se torna inútil*
E quando os tijolos começam a cair serei eu a rastejar nessa estrada escura.

Vícios são como víboras, falam em sussurros
Em meu calcanhar de carne querem afundar seus dentes
Assim como uma víbora eu continuei quando você disse para parar.

Isso me fez ver que quando meu ego é deus a igreja emudece
Escorregando pela sombra de uma igreja em naufrágio
A surpresa não é nenhuma desculpa para as armadilhas que você deixa pra trás como advertência.

Então, eis o aviso: você cai para aprender.
E para as garotas: vocês valem mais do que cantadas baratas.
Dão valor a seu corpo em termos de "beleza"
Mas são seus pulsos que valem mais*

Me escute, as coisas não são o que parecem ser!
Embora você pense estar sendo alimentada com honestidade
Eu devo avisar que é tudo apenas um golpe para persuadi-la a atender minhas "necessidades urgentes"*.

Por que continuamos nos segurando? Por que continuo me prendendo ao que me mantém vil?
Perca o peso da derrota. É hora de pôr os pés no chão.

Vícios são como víboras falando em sussurros.
Em meu calcanhar de carne querem afundar seus dentes.
Assim como uma víbora eu continuei quando você disse para parar.

Uma vez que todos os álibis da ignorância se esvaem...
Eis minha luxúria, a pornografia e a prostituição.
Leve de mim minha luxúria e o amor mundano.
Grande Conselheiro*, tome o que restou.
Grande Conselheiro, leve o que sobrou de mim.


*Referência ao sangue de Cristo
*Referência à maçonaria
*Alusão ao suicídio
*Eufemismo para sexo
*Metáfora para Deus



#A canção acima é do álbum "When I am God", de 2007.



Fontes: 






Just keep rocking \m/



domingo, 14 de abril de 2013

Elldorado

Ok pessoal, da última vez eu disse:


"Não me perguntem nada ainda sobre esses caras. Achei TOTALMENTE POR ACIDENTE quando liguei meu gerador de improbabilidade aqui de casa. Banda de Screamo nacional, canta em português, o som é bom, a letra é boa, e o clipe ainda por cima é engraçado!
Posto qualquer coisa sobre eles mais tarde, mas vale a apresentação! Com vocês: Elldorado!"



Dessa vez no entanto, eu consegui trazer algumas informações sobre a banda:


Após a descoberta do site Metal Em Português, pensei em trazer algumas bandas brasileiras que CANTAM EM PORTUGUÊS e lá mesmo encontrei o vídeo do Elldorado acima.
Como alguns de vocês devem ter notado, o diálogo do dono do bar com o faxineiro e a resposta do faxineiro fica ainda mais hilariante quando você nota o que o faxineiro faz quando a "banda" começa a tocar! XD
Enfim, Elldorado é uma banda cristã de Screamo de SP (e aí eu me pergunto, o que diabos eles estavam pensando em fazer um clipe num bar da Heineken? Talvez só pra aumentar o efeito cômico do vídeo... Ou não... Sei lá, mas a letra é boa!).
Por enquanto a banda tem apenas 1 álbum gravado, mas deu uma boa demonstração de potência sonora na minha humilde opinião. Ah, e não estranhe se tiver que ouvir uma segunda vez até perceber que eles estão cantando em português (screamo em português pra mim é novidade), da segunda vez em diante vc começa a entender as palavras! 

Just keep rocking! \m/

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Gallows




Todo mundo tem uma noção do que seja algo "punk": roupas rasgadas, cabelo moicano, piercings, tatuagens e um som cru característico em que músicas de 3 acordes são executadas rapidamente, com muito barulho de bateria. Pelo menos era assim.

O punk teve uma de suas cenas mais importantes na Inglaterra da década de 1970, mas ao chegar nós EUA na década de 80 passou a ser mais rápido e agressivo, passando a ser denominado hardcore, um som característico um tanto mais percursivo e complexo. Bandas de hardcore como, por exemplo, Living Sacrifice tem muito a ver até com a cena metal. Então surge algo chamado crossover: uma fusão entre o heavy metal e o hardcore.
 
O nome "punk" não poderia ser mais apropriado, geralmente apresentando uma proposta social anarquista (mal interpretada, diga-se de passagem. Quem quiser saber o que realmente é anarquista tem que ler Errico Malatesta), a palavra "punk" significa "encrenqueiro". E os "encrenqueiros" do Gallows não poderiam ter surgido de um país mais apropriado: trata-se de uma banda britânica, assim como os pioneiros do punk: Sex Pistols, apesar que o Pistols tinha um caráter mais bem humorado nas letras.

Nas idas de 2000 o hardcore e o punk se tornaram um tanto manjados, algo comercial até, por meio de bandas internacionais como Blink 182, Green Day e nacionais como CPM 22, Detonautas e outros. Acho que foi por isso que tive uma surpresa extrema ao descobrir Gallows!

O som tem uma alma punk característica no vocal rasgado e gritado de Frank Carter, como num protesto de rua, mas com muita influência de metal sendo praticamente uma versão alternativa ou simplificada do heavy metal sem perder o cuidado com a atmosfera do som nem com os solos de guitarra. As mudanças de tempo nas canções, o cuidado com a distorção mostram que a proposta da banda é totalmente nova: soa mais limpo do que o hardcore comum e que o crossover, mas sem perder nada em peso, o que por si torna o estilo de Gallows algo como um new punk com super força e laser saindo dos olhos!

Só tem um pequeno probleminha: quem entende um pouquinho de inglês vai ter a impressão que Frank Carter tem "síndrome de tourete" já que a palavra "fuck" e derivados costuma aparecer MUITO e até fora de contexto nas letras (excetuando, obviamente, a história de John Casanova, cantada em "Orchestra Of Wolves", por razões óbvias pra quem conhece a história desse sujeito). Enfim, ossos do ofício no punk talvez... O triste é que, apesar do som ser vibrante, as letras quase sempre falam dos horrores da guerra, pobreza, sofrimento e descaso com o humano. Mesmo sendo uma banda punk, as canções destoam das letras. O som do Gallows é o tipo de coisa que você ouve num dia feliz ou pra recuperar o ânimo, os temas geralmente não batem com a melodia, como se um dissesse o oposto do outro, exceto talvez em "Staring At The Rude Bois", um cover do The Rutz' que o Gallows interpreta com participação especial do rapper Lethal Bizzle.

A discografia essencial da banda é pequena, já que entraram em atividade no ano de 2005 ainda tendo rendido 3 álbuns e 2 EPs, com direito a alguns singles onde consta até um cover do Ironmaiden que saiu melhor que a encomenda e que, particulamente, gosto mais que o original: Wrathchild. Desses, o último álbum e o último EP já não contavam com Frank Carter nos vocais, que saiu da banda por diferenças de opinião sobre qual direção o som deveria trilhar.

E por falar em som, quando comparamos, por exemplo, o primeiro álbum, "Orchestra Of Wolves", de 2006, com o segundo "Grey Britain" de 2009, a direção do som do Gallows muda ao passar a incorporar elementos eruditos (WTF?!) no som com muita prudência. De fato, mesmo no "Orchestra Of Wolves" já havia uma música punk com piano e vocais limpos ao fim: "Rolling with the Punches", dando a direção para o próximo trabalho da banda. Grey Britain uniu punk e erudito numa harmonia perfeita, apesar do antagonismo, tornando Gallows algo totalmente novo uma segunda vez. Destaques para "Queensberry Rules", "Crucifucks", "The Vulture (Acts I & II)" e "Misery". 

Gosto bastante da interpretação intensa de Frank Carter e preferia que tivesse permanecido na banda. Não me senti à vontade para acompanhar a banda desde então. Mas pra quem tiver curioso, fica a dica.


Discografia (com Frank Carter):

Álbuns de Estúdio:
2006 - Orchestra Of Wolves
2009 - Grey Britain

EPs:
2007 - November Coming Fire

Fonte: Wikipédia


Just keep rocking \m/

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