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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Álbuns completos para ouvir!

Volta e meia é possível encontrar álbuns/CDs completos pra ouvir pelo YouTube. A playlist abaixo é a Lista Perpétua de Indicações aqui do blog para substituir a aba "Rádio" devido à morte do Grooveshark. Como o Youtube vem recentemente cismando em apagar ou restringir conteúdo por países, é possível que nossa lista esteja sempre sendo modificada, mas é legal ter pra um momento em que se quer explorar e ouvir algo novo sem depender do aleatório do Spotify... Enjoy:



Just keep listening! \m/

sábado, 3 de maio de 2014

[2007] Paramore MTV Unplugged

Tem quem ame, tem quem deteste.

Eu particularmente ouvi muito os 3 primeiros álbuns do Paramore (e ainda ouço). A voz da Hayley Williams (e o cabelo! *-*) tem um "je ne sais quoi" e as letras são realmente interessantes (se você souber inglês ou se der ao trabalho de procurar a tradução).

A MTV tem uma tradição de fazer shows acústicos, volta e meia, e esse show do Paramore pra mim foi um achado. Então, aproveitem a playlist!


Just keep rocking! \m/

sábado, 5 de abril de 2014

[1990] Faith No More - Live at the Brixton Academy

Abril chegou, e pra começar muito bem, um dos melhores shows disponíveis no youtube: Faith No More ao vivo na Brixton Academy, em Londres!

Just keep rocking! \m/

segunda-feira, 17 de março de 2014

Punk Goes!

Como na pastagem anterior falamos de canções cagadas sendo salvas (ou não) pelo metal, resolvi divulgar uma coleção de álbuns que me chamou a atenção desde seu lançamento. Trata-se da coleção "Punk Goes".


É verdade que, em alguns casos, as próprias bandas já haviam lançado covers bizarros em suas discografias por humor ou como estratégia de vendas; já em outros, eram convidadas a participar do projeto com regravações que reconstruíssem a canção numa espécie de "e se isso tivesse sido um hit hardcore/punk, como a música seria?"

O conceito chama atenção porque nem todas as canções originais eram ruins. Algumas coisas interessantes como Depeche Mode, REM e The Cure tiveram suas canções reconstruídas. O repertório também inclui grande variedade: a coleção inclui covers punks de clássicos do metal, rap, pop, classic rock, one hit wonders anos 80, anos 90 e até versões acústicas de canções que você com certeza já ouviu... Mas não DESSE jeito.

Vale (muuuuito) à pena conferir.

Just keep rocking motherfucker!

Fonte: Wikipédia

domingo, 9 de março de 2014

[1999] Metallica S&M

2014 mal começou e me deu a excelente ideia de postar alguns dos shows mais legais que estão no youtube, nacionais e internacionais, para divulgar coisas que realmente vale à pena ouvir. Mas, com a preguiça das férias e a porcaria do carnaval, estou pelo menos 2 meses atrasado. Pra compensar só mesmo com um show duplo. 

Com vocês: Metallica e a Orquestra de São Francisco! Show duplo e completo. Aproveitem!


Just keep rocking! \m/

domingo, 30 de junho de 2013

William's Shakespeare Hamlet

Pra quem se lembra da postagem do disco Venus Doom, do HIM, que canta a história da "Divina Comédia - O Inferno de Dante", aqui vai mais uma dica de um álbum + ou - antigo, porém espetacular em qualidade. Trata-se do William's Shakespeare Hamlet, uma coletânea de Bandas Nacionais que cantam em inglês (Me diz Jesus, por quê?! Por quê?! afff...) cantando a história do clássico de William Sheakespeare. Clique na capa para ouvir:


Para quem quiser saber detalhes da produção do álbum, há uma excelente matéria no ProjetoX Podcast, a quem eu devo os sinceros parabéns pela tradução das canções disponível no YouTube, onde dá pra ouvir o álbum inteiro com as letras traduzidas (apesar de alguns errinhos grosseiros, dá pra pegar a ideia).

Tracklist:

01 - Delpht: From Hades To Earth
02 - Santarem: Sweet Flavour of Justification
03 - The Happiness of The Queen (Voice Vignette)
04 - Hammer of The Gods: Visions of The Beyond
05 - Villainy (Flute Vignette)
06 - Krusader: The King's Return
07 - Nervochaos: The Truth Appears
08 - The Play (Guitar Vignette)
09 - Vers' Over: A Letter To Ophelia
10 - Sagga: Dagger of Words
11 - Imago Mortis: Pravers In The Wind
12 - Symbols: Stormy Nights
13 - Hands of Fury (Keyboard Vignette)
14 - Hangar: Hidden By Shadows
15 - Fates Prophecy: Trap
16 - Eterna: Good By My Dear Ophelia
17 - Tuatha de Danann: The Last Words
18 - To Be... (todos participam dessa faixa que é, na minha opinião, a melhor do álbum)


Para mais informações:



Just STOP locking good albuns! \m/


sábado, 22 de junho de 2013

Deep Eynde (Shadowland)

Vamos falar (mais) de horror punk!
Basicamente esse estilo que combina sons funestos, histórias de horror ou ficção, visual de halloween e batida punk foi criado no final da década de 70 pelo The Misfits tendo se ramificado e influenciado bandas como AFI, HIM, Grave Robber, Lordi, My Chemical Romance, Atreyu, Avenged Sevenfold, Demon Hunter e muitos outros.

A dica de horror punk de hoje vai para um pouco mais longe dos clássicos em direção ao underground com o Deep Eynde!


No álbum de 2004 "Shadowland" temos um horror punk no melhor sentieo, com destaque para "Suicide Drive", "Space Invaders" e "Mr. Guilty" (essa última dá a impressão de ter saído da trilha sooora!da Família Adams).

Vale a pena conferir!

Just keep rocking! \m/


Misfits (Project 1950)

Misfits - Project 1950


Recentemente, fiz uma postagem inaugural no blog sobre "batalha de bandas" com o Misfits e o Grave Robber.

O caso é que eu descobri, há poucos dias, um álbum do Misfits que eu não conhecia chamado "Project 1950". Algum de vocês consegue imaginar do que se trata?

Quem apostou em Misfits tocando versões de clássicos do rock-a-billy anos 50 em horror punk acertou em cheio!

Deixo a playlist abaixo para vosso deleite, é simplesmente sensacional!



Destaque para todas as faixas, com menção honrosa a um dos maiores clássicos do rock-a-billy de todos os tempos: "Great Balls of Fire" do ainda vivo (mas não por muito tempo! Wuar Wuar Wuar! *risada maligna*) Jerry Lewis.

Detalhe: Quem está no vocal é o único membro da formação original do Misfits, o baixista da banda, Jerry Only.


Enjoy:


Just keep scaring me! \m/ 

sábado, 30 de março de 2013

Metal em Português (2020 Reissue)


Já pensou se tivesse um site que reunisse várias bandas apenas de Metal NACIONAL, com as bandas organizadas por estilo e estado? Agora imagine que todas as bandas listadas cantassem em português.

Como não sei se isso existe e DETESTO INSTAGRAM, vocês vão ter que se virar com a playlist aí embaixo mesmo:




A maioria das bandas de metal nacional que eu conheço cismam em cantar em inglês para "atingir mercado no exterior" e isso faz algum sentido... mas, se é pra atingir o estrangeiro ,cantar em português não seria um diferencial na sonoridade que atrairia ainda mais os ouvidos pouco acostumados com os fonemas do nosso idioma? Quer dizer, isso funciona com música internacional aqui! Quantas bandas estrangeiras você conhece que resolveram cantar em português pra atingir o mercado brasileiro?

Agora que o Sertanejo e o Funk dominaram nosso país, você já sabe a quem culpar...

Just suffer well! \m/

domingo, 3 de março de 2013

Mashups

Você sabe o que é um "mash up"? 

"O termo Mashup veio da música, mais especificamente da eletrônica e significa misturar. Na música eles são visíveis em mixagens feitas por DJs que a partir de uma música e sua melodia, obtém-se outra a partir de suas batidas."
Fonte: Techmundo

Separei alguns exemplos que valem muito à pena pra ver e ouvir.
Quem gostar, curte aí!


Fuçando um pouco na internet encontrei verdadeira "PÉROLAS" que, como já diria professor Girafales, são usadas para fazer colares de PÉROLAS! 

Brincadeiras à parte, quando você pega elementos de duas músicas, o vocal de uma e mescla com o instrumental de outra, ou mesmo quando se fundem duas músicas (por completo ou num trecho) o resultado pode ser um desastre... ou um novo hit da internet!

Just keep rocking! \m/

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Gallows




Todo mundo tem uma noção do que seja algo "punk": roupas rasgadas, cabelo moicano, piercings, tatuagens e um som cru característico em que músicas de 3 acordes são executadas rapidamente, com muito barulho de bateria. Pelo menos era assim.

O punk teve uma de suas cenas mais importantes na Inglaterra da década de 1970, mas ao chegar nós EUA na década de 80 passou a ser mais rápido e agressivo, passando a ser denominado hardcore, um som característico um tanto mais percursivo e complexo. Bandas de hardcore como, por exemplo, Living Sacrifice tem muito a ver até com a cena metal. Então surge algo chamado crossover: uma fusão entre o heavy metal e o hardcore.
 
O nome "punk" não poderia ser mais apropriado, geralmente apresentando uma proposta social anarquista (mal interpretada, diga-se de passagem. Quem quiser saber o que realmente é anarquista tem que ler Errico Malatesta), a palavra "punk" significa "encrenqueiro". E os "encrenqueiros" do Gallows não poderiam ter surgido de um país mais apropriado: trata-se de uma banda britânica, assim como os pioneiros do punk: Sex Pistols, apesar que o Pistols tinha um caráter mais bem humorado nas letras.

Nas idas de 2000 o hardcore e o punk se tornaram um tanto manjados, algo comercial até, por meio de bandas internacionais como Blink 182, Green Day e nacionais como CPM 22, Detonautas e outros. Acho que foi por isso que tive uma surpresa extrema ao descobrir Gallows!

O som tem uma alma punk característica no vocal rasgado e gritado de Frank Carter, como num protesto de rua, mas com muita influência de metal sendo praticamente uma versão alternativa ou simplificada do heavy metal sem perder o cuidado com a atmosfera do som nem com os solos de guitarra. As mudanças de tempo nas canções, o cuidado com a distorção mostram que a proposta da banda é totalmente nova: soa mais limpo do que o hardcore comum e que o crossover, mas sem perder nada em peso, o que por si torna o estilo de Gallows algo como um new punk com super força e laser saindo dos olhos!

Só tem um pequeno probleminha: quem entende um pouquinho de inglês vai ter a impressão que Frank Carter tem "síndrome de tourete" já que a palavra "fuck" e derivados costuma aparecer MUITO e até fora de contexto nas letras (excetuando, obviamente, a história de John Casanova, cantada em "Orchestra Of Wolves", por razões óbvias pra quem conhece a história desse sujeito). Enfim, ossos do ofício no punk talvez... O triste é que, apesar do som ser vibrante, as letras quase sempre falam dos horrores da guerra, pobreza, sofrimento e descaso com o humano. Mesmo sendo uma banda punk, as canções destoam das letras. O som do Gallows é o tipo de coisa que você ouve num dia feliz ou pra recuperar o ânimo, os temas geralmente não batem com a melodia, como se um dissesse o oposto do outro, exceto talvez em "Staring At The Rude Bois", um cover do The Rutz' que o Gallows interpreta com participação especial do rapper Lethal Bizzle.

A discografia essencial da banda é pequena, já que entraram em atividade no ano de 2005 ainda tendo rendido 3 álbuns e 2 EPs, com direito a alguns singles onde consta até um cover do Ironmaiden que saiu melhor que a encomenda e que, particulamente, gosto mais que o original: Wrathchild. Desses, o último álbum e o último EP já não contavam com Frank Carter nos vocais, que saiu da banda por diferenças de opinião sobre qual direção o som deveria trilhar.

E por falar em som, quando comparamos, por exemplo, o primeiro álbum, "Orchestra Of Wolves", de 2006, com o segundo "Grey Britain" de 2009, a direção do som do Gallows muda ao passar a incorporar elementos eruditos (WTF?!) no som com muita prudência. De fato, mesmo no "Orchestra Of Wolves" já havia uma música punk com piano e vocais limpos ao fim: "Rolling with the Punches", dando a direção para o próximo trabalho da banda. Grey Britain uniu punk e erudito numa harmonia perfeita, apesar do antagonismo, tornando Gallows algo totalmente novo uma segunda vez. Destaques para "Queensberry Rules", "Crucifucks", "The Vulture (Acts I & II)" e "Misery". 

Gosto bastante da interpretação intensa de Frank Carter e preferia que tivesse permanecido na banda. Não me senti à vontade para acompanhar a banda desde então. Mas pra quem tiver curioso, fica a dica.


Discografia (com Frank Carter):

Álbuns de Estúdio:
2006 - Orchestra Of Wolves
2009 - Grey Britain

EPs:
2007 - November Coming Fire

Fonte: Wikipédia


Just keep rocking \m/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

36 Crazyfists


Alguém aqui conhecê alguma banda de Metal do Alaska? ...Eu sim! XD

36 Crazyfists tem uma sonoridade muito próxima das boas bandas de Nu Metal/Rock Alternativo. Uma pegada que fica entre o Chevelle e o Mudvayne.

Meu primeiro contato com a banda foi o álbum de 2004 chamado "A Snow Capped Romance" que já começa chamando atenção pela capa: um coração congelado (alguém aqui lembra de "ursinhos carinhosos"? Kkk), tudo a ver com o som deles.


Quem poderia imaginar que desse pra aprender a tocar num frio desgraçado daqueles?!

Para quem não sabe, o vocalista do 36 Crazyfists participa do álbum "Summer of Darkness" da banda de Metalcore Demon Hunter na faixa "Beauty Through the Eyes of A Predator".

Vale à pena conferir!

Just keep rocking! \m/ 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Alex Band (The Calling)

Alex Band na fase do The Calling

Alex Band é o ex-vocalista da banda americana The Calling. Os caras estouraram no fim dos anos 2000 com uma canção de nome "Wherever You Will Go" e são o que gosto de chamar despojadamente de "alguns hit wonder". A marca registrada em seu trabalho era justamente a voz firme de barítono de Alex (um diferencial já que a maioria dos cantores no mainstream são tenores) e o fato de usarem poucos acordes em melodias simples e populares.

A banda durou apenas 2 álbuns de estúdio: "Camino Palmero" de 2001 e "Two", lançado em 2004 e apesar de ser uma banda de pop rock, compuseram algumas pérolas esquecidas pelo mainstream como "Somebody Out There" - uma canção sobre o sofrimento humano e como lidamos com ele, sendo que a canção começa com o que parece ser a descrição de um abuso, uma letra densa e melodia sombria, além de canções como "Unstoppable" e "The Truth" (me corrija quem interpretou diferente, mas me parece ser sobre forças invisíveis tentando controlar as vidas humanas, uma visão bem próxima do conceito de "Grande Conflito" usado por autores cristãos como Ellen G. White) e "Lost", bem diferentes da levada comum da banda, apesar de ainda se notar os traços de simplicidade comuns ao The Calling.




O caso é que, com o fim da banda, seu ex-vocal Alex Band entra em carreira solo que conta com 2 EPs e um disco solo chamado "We've All Been There" lançado em 2010.
O que torna os novos trabalhos de Alex Band interessantes é sem dúvida o amadurecimento de suas letras. Assim como no caso do brasileiro Jay Vaquer, o que falta em experimentalismo musical sobra em qualidade letrística:

  • "Please" se aborda o aspecto religioso da vida humana e qual seria seu significado; 
  • "Fame" é uma canção que fala do quanto o estrelismo corrompe o caráter; 
  • "What Is Love" é uma interrogação sincera sobre que droga está acontecendo com as pessoas que têm se tornado cada vez mais frias e insensíveis, sem amor uns pelos outros; 
  • "Cruel One" é a resposta para essa pergunta vinda de um cara que passou por 2 divórcios, mesmo tendo ficado ao lado da 2.ª mulher enquanto ela passava pelo câncer (o amor é descrito como a força mais cruel de todas... não está tão longe da verdade).

Melodicamente falando, duas canções de seu último EP merecem destaque, talvez não unicamente, mas principalmente, pelo desempenho vocal de Alex: "It Doesn't Get Better Than This" e "Take Me Back". Nem só de "Wherever You Will Go" viveu The Calling...
Ah, todas as músicas citadas estão na playlist acima. Confira abaixo um trechinho de "Take Me Back". Enjoy!




Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

Ashton Nyte


Não dá pra falar de Ashton Nyte sem mencionar sua carreira no The Awakening, banda gótica e cristã da África do Sul com um vocal grave pra danar (sim, você acabou de ler isso). 

Apesar do extremo peso e sombriedade gótica nas canções, os trabalhos solo do cantor são diferentes do The Awakening.

Por exemplo: The Slender Nudes, de 2000, flerta com o eletrônico, mas fortemente influenciado por David Bowie.

*Dirt Sense, de 2002 é mais minimalista e difícil de se enquadrar em qualquer estilo existente, lembrando a sonoridade de "Cover" e "The Other Garden" do The Awakening, mas com canções que dariam a direção do álbum seguinte com uma marcação típica do trip-hop na faixa "Automation" e em "New Messiah Of The Week" (uma das letras mais incríveis que já ouvi dentro do tema do próprio título).

*Sinister Swing, de 2003 é alguma coisa entre o jazz e o trip-hop mas com forte influência gótica. As canções soam bastante "escuras".

*Headspace (2005) - Mudando totalmente de rumo, o álbum é puro rock and roll/noise rock. Outra vez, uma das canções dava a direção que seria seguida no álbum seguinte: "Like Jimmy Dean", um claro caso de flerte do cantor com western music. 

*The Valley (2009 South Africa, 2010 USA) - Último álbum lançado, tem uma sobriedade típica de um álbum que seria a trilha sonora perfeita de um filme de faroeste protagonizado pelo vilão. Mas é apenas pela densidade do som da voz de Ashton (de qualquer modo continuo achando o falsete dele horrível, por exemplo, na canção que dá nome ao álbum). "Medicine", uma das canções do álbum tem uma letra cristã da melhor qualidade. 

Fica abaixo uma playlist com as minhas canções preferidas do Ashton Nyte em carreira solo e algumas apresentações ao vivo do the Awakening de bônus:


Extremamente criativo, com excelentes letras. Se eu fosse você esperaria mais lançamentos estranhos desse senhor saído de Johannesburg. 


Just keep rocking! \m/

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Panic At The Disco


Lembram que eu mencionei certa feita que nem toda banda que atualmente está ruim necessariamente era ruim no começo, mas pode ter feito coisas interessantes no passado? Pois bem, agora imagine que uma dessas bandas resolva retornar às origens? Boa notícia não?

Esse é o caso do Panic At The Disco. A banda estreou em 2005 com o incrível álbum "A Fever You Can't Sweat Out" mesclando uma dezena de elementos inexplicáveis pra uma banda que começou a carreira fazendo cover do finado Blink 182 (pra lá de previsível musicalmente). Panic incorporava instrumentos de música erudita barroca, indie, elementos circenses, música eletrônica (dance, pra ser mais exato) e dark cabaret. Sendo que a primeira parte do álbum era totalmente dance/eletrônica enquanto que a segunda parte era totalmente vintage. Pra lá de original!

Outro aspecto pra lá de original eram as letras como Camisado que conta a luta do pai de Brendon Urie contra o alcoolismo, "Lying Is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off" e "But It's Better If You Do": duas canções retiradas diretamente do roteiro do filme "Closer: Perto Demais" (recomendo o filme), "I Constantly Thank God For Esteban", canção que trata diretamente de como o culto religioso em muitas tem se tornado uma espécie de "show" onde a mensagem da fé em si tem pouca importância, além de "I Write Sins Not Tragedies" com um emblemático clipe que faz qualquer homem pensar duas vezes antes de casar com uma mina com histórico de infidelidade. Os clipes feitos pela banda para promover as canções do primeiro disco eram outro capítulo à parte, extremamente teatralizados.

O caso é que, depois de arrebanhar fãs mundo a fora, num acesso de criatividade (ou de falta dela, nunca saberemos) a banda mudou totalmente a fórmula e lançou o dolorosamente pop "Pretty Odd" em 2008, o que acerretou a perda do "!" no nome da banda, que passou de "Panic! At The Disco" para "Panic At The Disco". O novo trabalho foi uma decepção pra quem esperava algo na mesma linha do 1.ª álbum. A banda havia se tornado mais uma entre tantas bandas de pop suave sem nenhum diferencial criativo além de uma ou outra letras bonitinhas. Se você ouviu esse álbum e teve a impressão que era de música infantil, foi exatamente essa a impressão que tive ao ouvir "Pretty Odd".

Porém, ainda havia esperança de redenção, contando agora apenas com 2 de seus membros fundadores, o Panic se arrependeu de seus pecados e lançou "Vices & Virtues" em 2011. Fui ouvir mais por curiosidade que por esperança de que tivessem feito algo bom e que surpresa ao notar que, embora não fosse como o 1.ª álbum, havia algo de retorno às raízes! O som novamente empregada elementos alternativos mesclados do Indie, do lado eletrônico do Dark Wave e alguma sonoridade barroca dentro do contexto do pop contemporâneo como se tivessem harmonizado os dois primeiros trabalhos numa síntese bem coerente nesse 3.º álbum. Fiquei satisfeito ao ouvir e pensei: por que não criar uma linha do tempo no Billy To Indie que permitisse aos curiosos, decepcionados ou entusiastas do Panic comparar os 3 trabalhos? E assim, aqui estamos nós! Confiram:


Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

Black Lab


Black Lab. Taí uma banda estranha. Pra início de conversa, nem era uma banda, mas uma dupla que virou um trio, que virou um quarteto. Chequem o site oficial e a Wikipédia.

Meu primeiro contato com a banda foi através da sombria canção "This Night" num episódio da série Dr. House. Acabei arrumando o álbum "Passion Leaves a Trace" de 2007.

Sinceramente, como fã de She Wants Revenge e Interpol, achei que Black Lab fosse uma banda de Dark Wave. Todavia, essa canção destoa da maior parte dos trabalhos da banda nesse álbum.

Mesmo com essa pequenina decepção (eu realmente gosto muito de Dark Wave), consegui descobrir coisas interessantes como "Gone" (a letra faz você pensar sobre o que diabos realmente tem na mente de homens cafajestes), Pictures of People (uma crítica à cultura de massa, TV e estereótipos), além de Sun and Moon (com uma levada e alguns jogos de falsete entre oitavas que é bem gostosa de ouvir), tem até uma "pesadinha" chamada Broken Heart.



Uma boa experiência pra quem gosta de Soft Rock. Ah, o resto do álbum é a cara dos trabalhos do Keane, então quem curte Keane com certeza vai gostar.

Fica a dica.

Just keep rocking! \m/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

My Chemical Romance



Vamos falar de My Chemical Romance?! O.o
Sim! Vamos! Que que tem?

Acontece que bandas nem sempre começam uma bosta. Eu poderia articular em defesa do 3 Cheers For Sweet Revenge, mas esse álbum vendeu muito bem e teve boas críticas, mesmo sendo rotulado como "emo".

Vamos primeiro a algumas informações sociológicas: bandas não formam tribos urbanas, fãs formam ao tentar incorporar ideologias que acham convenientes a um tipo de roupa e atitude que copiam de uma banda que gostam. Por isso você vê bandas como o finado UnderOath que não queria ser taxado como "banda de crente", o Sisters of Mercy que nunca se identificou como gótico e, finalmente o My Chemical Romance, que sempre negou ser essa coisa que chamam de "emo".

O álbum que eu escolhi para comentar é justamente o primeiro da carreira dos caras. Há algo especial no primeiro álbum de uma banda: o esforço para criar uma identidade, o experimentalismo, a força do som, o amadorismo, e a saudade que vem ao olhar pro passado e perceber o que os caras queriam/podiam ter sido, o que nem sempre as gravadoras permitem, ou mesmo brigas entre os integrantes buscando tocar algo dentro de um "consenso da banda" (é camaradas, isso existe, a culpa nem sempre é das gravadoras, só quem já tentou tocar em banda sabe... durma com essa hoje).

O primeiro álbum do My Chemical Romance é tudo, menos emo. Há sim uma influência da "pegada" Hardcore, mas também tem muito (sim) METAL no cd, distorção, velocidade e noise!

Não há diferença estilística real entre o primeiro álbum do My Chemical Romance e os 2 primeiros álbuns da banda de Metalcore/Death Melódico Still Remains. De fato, cheguei a confundir "Honey, This Mirror isn't Big Enough" com Still Remains numa playlist antes da voz do Gerard Way sair! "Our Lady Of Sorrows" é porradaria pura, "Drowning Lessons" é contagiante, apesar do resto do cd ser mais leve ainda há muito flerte com riffs típicos de Metal mesmo... Nessa mesma época a banda lançou um cover hilário de Mariah Carey da música "All I Want For Christmas Is You", e a atitude nessa interpretação lembra a irreverência do Sex Pistols pois a canção é interpretada como se a banda estivesse tendo um ataque cardíaco coletivo ao tentar tocar a canção e correr a "Maratona de São Silvestre" ao mesmo tempo (sério, é uma das coisas mais hilárias que ouvi desde Graforréia Xilarmônica!) além de um cover em conjunto com o The Used interpretando "Under Pressure" (que no original era David Bowie e Queen). O álbum é tão espontâneo e amador (no bom sentido da palavra) que parece um show ao vivo de banda de garagem. Rockeiro desde pequeno que sou, chamar algo assim de ruim seria pecado. Se fosse pra nomear o estilo eu nomearia como "Punk Metal"... qualitativamente essa formação do My Chemical tocava melhor que os caras do Protest The Hero (que eu também conheci o trabalho desde antes do Kezia quando a banda apenas sonhava aprender a tocar hardcore).

Concordo que depois de "The Black Parede" o My Chemical Romance ficou cada vez mais pop e o som se tornou comum demais sabe lá Deus porque motivos, o que é uma pena, mas não dá pra dizer que eles não começaram direito, porque isso seria artisticamente desonesto e mentiroso.

"I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love" é um dos meus cds pra salvar do incêndio.


Just keep rocking! \m/ 

Chevelle

Qual sua banda favorita?




Essa é uma pergunta bem comum e, se a pessoa com quem vc estiver falando tiver um mínimo de educação, serve até de quebra-gelo. Mas o que fazer se vc não tem uma banda favorita?

É o meu caso. Cheguei num ponto da vida em que não dá mais pra responder essa pergunta. Por quê? Porque eu conheço bandas demais! Ultimamente divido as bandas em: bandas que eu ouço muito, bandas que ouço pouco, bandas que já ouvi melhores, bandas que no geral não gosto (afinal, elas podem ser boas ou não) e bandas que eu não conheço.



Mas Chevelle, essa marcou época (não o carro da Chevrolet, a banda). Já foi a minha favorita e mesmo eu ouvindo menos, ainda ouço bastante. Motivo? Bem, eles sabem fazer belas canções melancólicas sem ser piegas ou falar de amor, conseguem fazer canções pesadas sem ser trolls, conseguem ser sombrios sem ter nada de góticos, pop sem ter nada de californianos, e de quebra tem letras interessantes como "Emotional Drought" que é uma crítica ao sistema escolar, "Panic Prone" que é sobre  a parábola do filho pródigo, "Family System" que tem um significado especial se você souber um pouco de psicologia, "Skeptic" fala sobre ceticismo, e mesmo eu acreditando piamente que os melhores trabalhos do Chevelle são os primeiros álbuns (Point #1, Wonder What's Next e This Type of Thinking) não consigo desgostar dos novos álbuns porque não perdeu a qualidade lírica ou musical, apesar de estarem faz tempo numa direção que não era a que um fã que acompanha a banda desde o começo esperaria.

É por isso que, mesmo achando que eles poderiam estar mais interessantes, ainda ouço e recomendo Chevelle.

Just keep rocking! \m/ 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Inversion

 

Banda de Death Metal é tudo igual... Distorção crua, baixo, bateria, muita pancada e um vocal urrado definido como gutural que sai sempre igual fazendo a mesma droga de nota independente se você é a gracinha da Angela Gossow (vocal do Arch Enemy) ou o próprio cão dos infernos fazendo gargarejo, certo? Bom... Há controvérsias.

Pra começar, depois de um tempo ouvindo Death Metal a gente começa a perceber alguma melodia no meio daquele pandemônio. Quando se ouve bandas de Death diferentes a gente nota que existem variações vocais tão características quanto os próprios timbre cantados.

Como a diferença é sutil e você tem que ser muito troll ou ter ouvido absoluto (ou os dois) pra perceber a gente acaba ouvindo críticas ao estilo como as que citei.

O engraçado é que há sim bandas de death tradicionais (já que o chamado "Death Melódico" é um outro estilo) que soam diferente do geral e qualquer um pode perceber. Um dos (poucos) exemplos que foge à regra é o Inversion.

É provável que você nunca tenha ouvido falar deles, afinal, os caras resolveram tocar nos tempos de faculdade como hobby e não com aspirações a fama. A curta carreira rendeu 2 cds: o EP de estréia chamado "Tarsus Burning" de 1999 e um épico álbum de nome "The Nature of Depravity", lançado em 2001.

Os guturais são "macios" comparado às bandas de Death Metal comuns, a guitarra é impecável e 5 canções da banda chamam a atenção para seu experimentalismo dentro do Death Meta, você pode ouvir TODAS na playlist acima pelo YouTube:

1. Thieves - uma canção sobre o arrependimento de Dimas (um dos ladrões crucificados com Cristo) que é praticamente um death acústico cantado em dueto pelo vocalista (guturais) e pelo guitarrista do Inversion embalados por um acompanhamento de violão perfeito;

2. Defilement - Death Metal veloz ao melhor estilo "porrada" com muito destaque de baixo e bateria;

3. Independency - Um dueto com participação do vocalista da banda australiana de Doom Metal "Paramaecium" (resenha em breve) com direito a alguns floreios de piano ao fundo;

4. Stillborn Piety - Um Death com ares de música medievalista soturno com piano de fundo e uma finalização bastante estranha e original aos ouvidos;

5. Upheld - Mais experimentalismo! A canção se inicia com um solo de violão com uma bela introdução cantada, torna-se um Death Metal lento (sim, isso existe), denso e escuro para seguir com um intercurso mórbido, retomar o peso original e termina com a mesma melodia de início, dando um tom de melancolia ao final.


Não é que outras bandas de Death Metal não usem algum experimentalismo HOJE, mas no final dos anos 90 e início dos anos 2000, uma banda desse gênero se aventurar com flertes com piano, música medievalista, doom e acústicos, usando trechos cantados e um gutural que não soa "rasgado" era uma experiência única e muito do que hoje é chamado "Death Melódico" soa próximo demais do Metalcore, que caiu no gosto de muitos headbangers e, de certa forma, saturou o metal, deixando a sonoridade limitada a variações dentro do próprio estilo.

Em tempos de estilos iguais, Inversion era e continua sendo diferente, ora soando como um terremoto veloz, ora como um doom/death, e intercursos vocais cantados que, apesar de sombrios, não lembram nem os vocais graves do doom e do black metal nórdico nem os melodramáticos ataques vocais em tons altos presentes no Metalcore.

Inversion durou pouco, mas acabou virando cult. Pra quem deseja saber mais sobre a banda, segue AQUI um dos poucos links sobre a banda, que é justamente uma entrevista com os integrantes sobre sua música e letras, sempre densamente permeadas por questões filosóficas e teológicas. Bom pra ouvir e bom pra pensar: mais um ponto em que o Inversion fez diferente da maioria no Death Metal.

Pra quem quiser baixar/ouvir o álbum completo e as canções indicadas que não encontrei no youtube clique aqui. E recomendo que aproveitem enquanto uma pipa não cai sobre as sopas de todos nós...

Just keep rocking! \m/

Fontes: 
Tecnologia do Blogger.