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terça-feira, 17 de junho de 2014

Demon Hunter

Demon Hunter é uma banda que acompanho desde o primeiro álbum de 2002 e devo dizer que muita coisa mudou nesses mais de 10 anos pra cá...


A começar pelo vocal de Ryan Clark: claro que seu "drive" continua sendo um som bastante "ameaçador", mas o vocal cantado dos coros ou pontes das canções, um tanto "grave" para os padrões do metalcore (onde temos um número de vocais tenores quase tão grande quanto o metal melódico) tem baixado cada vez mais de tom. No álbum "Storm The Gates of Hell", de 2007, as canções "Fading Away" e "Lead Us Home" me fizeram pensar que Ryan clarck fosse tenor. Acabei mudando de opinião e classificando o cantor como barítono a partir das performances ao vivo e do material novo da banda, como no clipe abaixo da canção "I Will Fail You".


Outro ponto interessante é o grande número de baladas numa banda de heavy metal: "My Throat is An Open Grave", "My Heartstrings Come Undone", "The Tide Began To Rise", "Carry Me Down", "Driving Nails", "Dead Flowers" e a atual "I Will Fail You". Quem checasse a discografia apenas pela minha indicação poderia pensar que sai uma por álbum, mas não é bem assim, porque há canções com apenas trechos de vocais agressivos, aumentando o número de canções "não pesadas" por álbum. Todavia, minha favorita, entre as baladas, acabou sendo "Tomorrow Never Comes", canção que eu só percebi que estava no álbum "True Defiance" muito tempo depois de eu ter deixado a banda de escanteio. Costumo passar por alguns casos de "encanto póstumo" com algumas bandas.

Em algumas entrevistas, Clark já deixou claro que ouve de tudo e não é bitolado no metal (um grande diferencial). Sem falar nas letras que tratam da vida humana e da fé numa perspectiva ora teológica, ora existencialista. Não é o tipo de banda sem cérebro que você pode se dar ao luxo de não saber o que está dizendo.

A performance ao vivo da banda não deixa pra menos, mas tem um energia totalmente diferente dos acústicos: nos shows, o vocal de Clark pende pro grave, nos acústicos ele não agrava a voz ao ponto que se ouve nas pontes de "I Will Fail You" ou "I am a Stone", por exemplo. De qualquer forma, uma grande banda, um vocal que foge aos padrões do gênero, se é que se pode dizer, a essa altura do campeonato, que ainda se trata de uma banda de Metalcore ou Death Melódico. 


Pra mim, Demon Hunter se tornou algo mais...

Discografia e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

sábado, 3 de maio de 2014

[2007] Paramore MTV Unplugged

Tem quem ame, tem quem deteste.

Eu particularmente ouvi muito os 3 primeiros álbuns do Paramore (e ainda ouço). A voz da Hayley Williams (e o cabelo! *-*) tem um "je ne sais quoi" e as letras são realmente interessantes (se você souber inglês ou se der ao trabalho de procurar a tradução).

A MTV tem uma tradição de fazer shows acústicos, volta e meia, e esse show do Paramore pra mim foi um achado. Então, aproveitem a playlist!


Just keep rocking! \m/

[2011] Chevelle - KROQ Almost Acoustic Christmas

Chevelle é uma banda de Chicago que me acompanha desde a adolescência, mas confesso que o álbum ao vivo "Live From The Norva" não foi uma de suas melhores performances.

Qual não foi minha surpresa ao assistir a evolução do desempenho ao vivo da banda ao encontrar o KROQ Almost Acoustic Christmas de 2011! Aproveitem!


Just keep rocking! \m/

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Misfits x Grave Robber

Em clima de horror rock desde a saga do Inferno de Dante, chegou a hora de um duelo de bandas no billytoindie!

De um lado com uma discografia de 8 álbuns de estúdio, com 3 formações em épocas distintas e vocalistas diferentes, os caras que inventaram a base do que seria o rock de horror e seus derivados (death rock, horror punk, horror hardcore): The Misfits.

No outro canto, com 3 álbuns de estúdio gravados, uma contraparte que pleiteia o trono no Misfits: Grave Robber.

Duas bandas com características similares: base de punk rock, letras contando contos de terror com espiritualismo e ficção científica e um baita visual de halloween. De fato, tanto em matéria de voz quanto a pegada, são muito similares. Dá pra confundir as bandas se você não conhecer o repertório, mas com duas diferenças fundamentais:

a) Misfits, por ser horror punk mais clássico, no geral tem uma batida mais lenta e chega a ser menos pesado, em comparação, que o Grave Robber, embora (confesso) seja um pouco difícil perceber.

b) Grave Robber é uma banda de horror punk cristã (Sim, isso existe e é bem original! São metáforas de horror dentro dos conceitos teológicos cristãos. Não que o Misfits também não o fizesse, afinal o conceito de diabo, por exemplo, é um conceito cristão. Porém, o Grave Robber aborda essa temática a partir da ótica cristã. Outras bandas, como Demon Hunter, também seguem o conceito, como na letra de "Storm The Gates of Hell").

Dois trabalhos das bandas são épicos nessa batalha:
a) O clássico "American Psycho" do Misfits, lançado em 1997 com Michael Graves nos vocais, representando a melhor fase da banda (que, por intrigas infantis dos membros, acabou não contando com a participação de Graves justamente quando fizeram a primeira turnê que passou pelo Brasil). As letras eram basicamente contos de terror com direito a homenagens a filmografia de Vicent Price (Abominable Dr. Phibes) alusões a literatura a exemplo de George Orwells: Guerra dos Mundos (em Mars Attacks) ou ao Frankestein de Mary Shelley até nos apelidos dos integrantes da banda (o guitarrista era conhecido como Doyle Wolfgang von Frankenstein), além de canções sobre ataques zumbis (Day of The Dead) e muito mais! Halloween total com selo de aprovação de Jack Pumpkin Head.

b) Um álbum igualmente notório competindo de igual pra igual com "American Psycho" é o "Be Afraid" do Grave Robber. Falando de exorcismo (The Exorcist), caça às bruxas (Burn Witch, Burn!), psicopatia (Skeletons), contra o aborto (aliás, numa das melhores canções do álbum: "Screams of The Voiceless"), esquizofrenia (Schizofiend), zumbis (I, Zombie), com direito a jargões médicos como o que dá título à canção "Rigor Mortis" (termo em latim comum em necrópsia já que se trata do enrijecimento do corpo cadavérico poucas horas após a morte, usado em perícia criminal como referência para dar a hora estimada da morte em estilo CSI). 

Como o cristianismo é um religião bastante gótica (diga-se de passagem: tem coisa mais gótica que um Deus que morre torturado no lugar da criação pra evitar sua destruição e volta dos mortos com juras de vingança contra as forças do mal? Aliás, tem muito disso na canção Golgotha), há conceitos bizarros como "morrer para o pecado" e "nascer de novo" representado em ritos como o batismo representando mudança de vida, comportamento, visão de mundo, etc, que implicam em deixar Deus matar o mau dentro de você a cada dia... Tudo isso muito em evidência e falado de forma bem humorada, por exemplo, na canção I Wanna Kill You Over and Over Again", além de uma abordagem pra lá de halloween do juízo final em "Bloodbath" ("banho de sangue" como dupla alusão: morte de Cristo e sua vingança final).


É uma batalha de pesos pesados... Cá entre nós, eu apostaria em EMPATE POR DUPLO NOCAUTE!

Discografia de Misfits:

 *Static Age (1978)
 *12 Hits From Hell (1980)
 *Walk Among Us (1982)
 *Earth A.D./Wolfs Blood (1983)
 *American Psycho (1997)
 *Famous Monsters (1999)
 *Project 1950 (2003)
 *The Devil's Rain (2011)

Discografia de Grave Robber:

*Exhumed (2011)
*Inner Sanctum (2009) 
*Be Afraid (2008)


Fontes:


Just keep horrorocking! \m/ 


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Charon (Songs For The Sinners)


Um dos países mais conhecidos pela cultura musical vinculada ao heavy metal, principalmente ao Metal Gótico, é a Finlândia. E é justamente da Finlândia que surge Charon, no ano de 1992. A história musical do Charon é curiosa porque seu primeiro trabalho foi como uma banda de Death Metal. A mudança de direção para o Metal Gótico foi pra lá de audaciosa! 

Apesar de eu ter um apego muito forte por outros trabalhos do Charon como o álbum Downhearted de 2002 com 2 das canções mais poderosas da banda (na minha opinião): Bitterjoy e Erase Me; o destaque de hoje é justo o álbum de despedida da banda, com um nome emblemático que chama a atenção de imediato: Songs For The Sinners (ou "Canções para Pecadores"), de 2005. 


Com uma sonoridade forte e um vocal barítono com graves poderosos, Songs For The Sinners fala de amor, morte e sobre as cicatrizes que a vida deixa em nós com uma linguagem poética que lembra um conflito armado (como nas faixas Bullet, Colder e Rain).

Por se tratar de uma banda de metal gótico, vale informar que Charon é a versão em inglês de "Caronte", o barqueiro que carregava as almas dos mortos ao Hades (mundo dos mortos na mitologia grega), mas o mesmo termo também significa "ira divina" em hebraico. Se o historiador Diodorus Siculus estiver certo ambos os termos, hebraico e grego, tem origem egípcia e compartilham um significado: "ira". Em 2011 a banda encerrou as atividades fazendo seu último show em sua cidade natal Oulu. 

Discografia: 
Sorrowburn (1998) 
Tearstained (2000) 
Downhearted (2001) 
The Dying Daylights (2003) 
Songs for the Sinners (2005) 

Singles: 
"Little Angel" (2001) 
"In Trust of No One" (2003) 
"Religious/Delicious" (2003) 
"Ride on Tears" (2005) 
"Colder" (2005) 

Compilações: A-Sides, B-Sides & Suicides (2010) 

Vídeos: "November's Eve",  "Little Angel", "Colder", "Ride on Tears".   

Fontes: 

 Just keep rocking! \m/

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Gallows




Todo mundo tem uma noção do que seja algo "punk": roupas rasgadas, cabelo moicano, piercings, tatuagens e um som cru característico em que músicas de 3 acordes são executadas rapidamente, com muito barulho de bateria. Pelo menos era assim.

O punk teve uma de suas cenas mais importantes na Inglaterra da década de 1970, mas ao chegar nós EUA na década de 80 passou a ser mais rápido e agressivo, passando a ser denominado hardcore, um som característico um tanto mais percursivo e complexo. Bandas de hardcore como, por exemplo, Living Sacrifice tem muito a ver até com a cena metal. Então surge algo chamado crossover: uma fusão entre o heavy metal e o hardcore.
 
O nome "punk" não poderia ser mais apropriado, geralmente apresentando uma proposta social anarquista (mal interpretada, diga-se de passagem. Quem quiser saber o que realmente é anarquista tem que ler Errico Malatesta), a palavra "punk" significa "encrenqueiro". E os "encrenqueiros" do Gallows não poderiam ter surgido de um país mais apropriado: trata-se de uma banda britânica, assim como os pioneiros do punk: Sex Pistols, apesar que o Pistols tinha um caráter mais bem humorado nas letras.

Nas idas de 2000 o hardcore e o punk se tornaram um tanto manjados, algo comercial até, por meio de bandas internacionais como Blink 182, Green Day e nacionais como CPM 22, Detonautas e outros. Acho que foi por isso que tive uma surpresa extrema ao descobrir Gallows!

O som tem uma alma punk característica no vocal rasgado e gritado de Frank Carter, como num protesto de rua, mas com muita influência de metal sendo praticamente uma versão alternativa ou simplificada do heavy metal sem perder o cuidado com a atmosfera do som nem com os solos de guitarra. As mudanças de tempo nas canções, o cuidado com a distorção mostram que a proposta da banda é totalmente nova: soa mais limpo do que o hardcore comum e que o crossover, mas sem perder nada em peso, o que por si torna o estilo de Gallows algo como um new punk com super força e laser saindo dos olhos!

Só tem um pequeno probleminha: quem entende um pouquinho de inglês vai ter a impressão que Frank Carter tem "síndrome de tourete" já que a palavra "fuck" e derivados costuma aparecer MUITO e até fora de contexto nas letras (excetuando, obviamente, a história de John Casanova, cantada em "Orchestra Of Wolves", por razões óbvias pra quem conhece a história desse sujeito). Enfim, ossos do ofício no punk talvez... O triste é que, apesar do som ser vibrante, as letras quase sempre falam dos horrores da guerra, pobreza, sofrimento e descaso com o humano. Mesmo sendo uma banda punk, as canções destoam das letras. O som do Gallows é o tipo de coisa que você ouve num dia feliz ou pra recuperar o ânimo, os temas geralmente não batem com a melodia, como se um dissesse o oposto do outro, exceto talvez em "Staring At The Rude Bois", um cover do The Rutz' que o Gallows interpreta com participação especial do rapper Lethal Bizzle.

A discografia essencial da banda é pequena, já que entraram em atividade no ano de 2005 ainda tendo rendido 3 álbuns e 2 EPs, com direito a alguns singles onde consta até um cover do Ironmaiden que saiu melhor que a encomenda e que, particulamente, gosto mais que o original: Wrathchild. Desses, o último álbum e o último EP já não contavam com Frank Carter nos vocais, que saiu da banda por diferenças de opinião sobre qual direção o som deveria trilhar.

E por falar em som, quando comparamos, por exemplo, o primeiro álbum, "Orchestra Of Wolves", de 2006, com o segundo "Grey Britain" de 2009, a direção do som do Gallows muda ao passar a incorporar elementos eruditos (WTF?!) no som com muita prudência. De fato, mesmo no "Orchestra Of Wolves" já havia uma música punk com piano e vocais limpos ao fim: "Rolling with the Punches", dando a direção para o próximo trabalho da banda. Grey Britain uniu punk e erudito numa harmonia perfeita, apesar do antagonismo, tornando Gallows algo totalmente novo uma segunda vez. Destaques para "Queensberry Rules", "Crucifucks", "The Vulture (Acts I & II)" e "Misery". 

Gosto bastante da interpretação intensa de Frank Carter e preferia que tivesse permanecido na banda. Não me senti à vontade para acompanhar a banda desde então. Mas pra quem tiver curioso, fica a dica.


Discografia (com Frank Carter):

Álbuns de Estúdio:
2006 - Orchestra Of Wolves
2009 - Grey Britain

EPs:
2007 - November Coming Fire

Fonte: Wikipédia


Just keep rocking \m/

domingo, 10 de fevereiro de 2013

She Wants Revenge


Tá aí uma dupla/banda sensacional que descobri num filme. Aliás, um filme excelente: Número 23. Pra quem quiser saber a resenha da história basta clicar no nome do filme.

Muito similar ao Interpol nos vocais, mas ao mesmo tempo mais cru em sua sonoridade instrumental.

O som é fortemente influenciado por grupos e artistas dos anos 1980 como Prince, Bauhaus, Erik B and Rakim, Joy Division, New Order, The Cure, Danse Society, The Psychedelic Furs, Depeche Mode, Suicide e The Sisters of Mercy.

Formada em Los Angeles, Califórnia, no ano de 2005, lançaram em 2006, cujos singles obtiveram razoável sucesso. O videoclipe de "Tear You Apart", dirigido pelo ator porto-riquenho Joaquin Phoenix, foi bastante exibido em canais musicais. A vocalista do grupo Garbage, Shirley Manson, aparece no videoclipe de "These Things". O segundo álbum da dupla, This Is Forever, foi lançado em 9 de outubro de 2007.

Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

Alex Band (The Calling)

Alex Band na fase do The Calling

Alex Band é o ex-vocalista da banda americana The Calling. Os caras estouraram no fim dos anos 2000 com uma canção de nome "Wherever You Will Go" e são o que gosto de chamar despojadamente de "alguns hit wonder". A marca registrada em seu trabalho era justamente a voz firme de barítono de Alex (um diferencial já que a maioria dos cantores no mainstream são tenores) e o fato de usarem poucos acordes em melodias simples e populares.

A banda durou apenas 2 álbuns de estúdio: "Camino Palmero" de 2001 e "Two", lançado em 2004 e apesar de ser uma banda de pop rock, compuseram algumas pérolas esquecidas pelo mainstream como "Somebody Out There" - uma canção sobre o sofrimento humano e como lidamos com ele, sendo que a canção começa com o que parece ser a descrição de um abuso, uma letra densa e melodia sombria, além de canções como "Unstoppable" e "The Truth" (me corrija quem interpretou diferente, mas me parece ser sobre forças invisíveis tentando controlar as vidas humanas, uma visão bem próxima do conceito de "Grande Conflito" usado por autores cristãos como Ellen G. White) e "Lost", bem diferentes da levada comum da banda, apesar de ainda se notar os traços de simplicidade comuns ao The Calling.




O caso é que, com o fim da banda, seu ex-vocal Alex Band entra em carreira solo que conta com 2 EPs e um disco solo chamado "We've All Been There" lançado em 2010.
O que torna os novos trabalhos de Alex Band interessantes é sem dúvida o amadurecimento de suas letras. Assim como no caso do brasileiro Jay Vaquer, o que falta em experimentalismo musical sobra em qualidade letrística:

  • "Please" se aborda o aspecto religioso da vida humana e qual seria seu significado; 
  • "Fame" é uma canção que fala do quanto o estrelismo corrompe o caráter; 
  • "What Is Love" é uma interrogação sincera sobre que droga está acontecendo com as pessoas que têm se tornado cada vez mais frias e insensíveis, sem amor uns pelos outros; 
  • "Cruel One" é a resposta para essa pergunta vinda de um cara que passou por 2 divórcios, mesmo tendo ficado ao lado da 2.ª mulher enquanto ela passava pelo câncer (o amor é descrito como a força mais cruel de todas... não está tão longe da verdade).

Melodicamente falando, duas canções de seu último EP merecem destaque, talvez não unicamente, mas principalmente, pelo desempenho vocal de Alex: "It Doesn't Get Better Than This" e "Take Me Back". Nem só de "Wherever You Will Go" viveu The Calling...
Ah, todas as músicas citadas estão na playlist acima. Confira abaixo um trechinho de "Take Me Back". Enjoy!




Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Panic At The Disco


Lembram que eu mencionei certa feita que nem toda banda que atualmente está ruim necessariamente era ruim no começo, mas pode ter feito coisas interessantes no passado? Pois bem, agora imagine que uma dessas bandas resolva retornar às origens? Boa notícia não?

Esse é o caso do Panic At The Disco. A banda estreou em 2005 com o incrível álbum "A Fever You Can't Sweat Out" mesclando uma dezena de elementos inexplicáveis pra uma banda que começou a carreira fazendo cover do finado Blink 182 (pra lá de previsível musicalmente). Panic incorporava instrumentos de música erudita barroca, indie, elementos circenses, música eletrônica (dance, pra ser mais exato) e dark cabaret. Sendo que a primeira parte do álbum era totalmente dance/eletrônica enquanto que a segunda parte era totalmente vintage. Pra lá de original!

Outro aspecto pra lá de original eram as letras como Camisado que conta a luta do pai de Brendon Urie contra o alcoolismo, "Lying Is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off" e "But It's Better If You Do": duas canções retiradas diretamente do roteiro do filme "Closer: Perto Demais" (recomendo o filme), "I Constantly Thank God For Esteban", canção que trata diretamente de como o culto religioso em muitas tem se tornado uma espécie de "show" onde a mensagem da fé em si tem pouca importância, além de "I Write Sins Not Tragedies" com um emblemático clipe que faz qualquer homem pensar duas vezes antes de casar com uma mina com histórico de infidelidade. Os clipes feitos pela banda para promover as canções do primeiro disco eram outro capítulo à parte, extremamente teatralizados.

O caso é que, depois de arrebanhar fãs mundo a fora, num acesso de criatividade (ou de falta dela, nunca saberemos) a banda mudou totalmente a fórmula e lançou o dolorosamente pop "Pretty Odd" em 2008, o que acerretou a perda do "!" no nome da banda, que passou de "Panic! At The Disco" para "Panic At The Disco". O novo trabalho foi uma decepção pra quem esperava algo na mesma linha do 1.ª álbum. A banda havia se tornado mais uma entre tantas bandas de pop suave sem nenhum diferencial criativo além de uma ou outra letras bonitinhas. Se você ouviu esse álbum e teve a impressão que era de música infantil, foi exatamente essa a impressão que tive ao ouvir "Pretty Odd".

Porém, ainda havia esperança de redenção, contando agora apenas com 2 de seus membros fundadores, o Panic se arrependeu de seus pecados e lançou "Vices & Virtues" em 2011. Fui ouvir mais por curiosidade que por esperança de que tivessem feito algo bom e que surpresa ao notar que, embora não fosse como o 1.ª álbum, havia algo de retorno às raízes! O som novamente empregada elementos alternativos mesclados do Indie, do lado eletrônico do Dark Wave e alguma sonoridade barroca dentro do contexto do pop contemporâneo como se tivessem harmonizado os dois primeiros trabalhos numa síntese bem coerente nesse 3.º álbum. Fiquei satisfeito ao ouvir e pensei: por que não criar uma linha do tempo no Billy To Indie que permitisse aos curiosos, decepcionados ou entusiastas do Panic comparar os 3 trabalhos? E assim, aqui estamos nós! Confiram:


Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

Billy Idol

Billy Idol não envelhece!   

Engraçado a extinta MTV (extinta pra mim que tenho antena parabólica, aliás, não me faz falta) certa feita fez um Top Top com os 10 maiores fiascos da música e entre eles estava Billy Idol em uma posição qualquer por causa do fracasso comercial do álbum Cyberpunk. Mas, porém, entretanto, todavia, mais uma vez a MTV fez uma propaganda enganosa do trabalho de um cara realmente criativo por conta de um incidente isolado. Me dei ao trabalho de fuçar a discografia básica de Billy Idol e descobri que gostava desde pequeno de uma série de canções dele que não sabia quem tocava, entre elas temos "Eyes Without A Face", "Rebell Bell", "Sweet Sixteen" (é uma história bem triste, uma letra a se conferir), "White Wedding", "Flesh For Fantasy" e, é claro, "DANCING WITH MYSELF"!
 


 
Depois dessa descoberta creio que resta uma lição para todos nós: nunca confie na MTV! Mesmo com mais de 30 anos de carreira, este cinquentão ainda se esbarrou pelo hardcore (World Comin' Down), Americana/Western music (John Wayne) e até pelo Heavy Metal melódico (New Future Weapon). De fato, Billy Idol sempre foi um Punk com um pé no Hard Rock desde o início de carreira, o que torna seu som realmente bem interessante.
Ouçam por vocês mesmos e tirem suas conclusões na nossa pequena seleção do Billy Idol e alguns covers dignos de nota de bandas influenciadas por ele (não se preocupem, o Supla não entrou na lista! Kkk).


Just keep rocking! \m/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

My Chemical Romance



Vamos falar de My Chemical Romance?! O.o
Sim! Vamos! Que que tem?

Acontece que bandas nem sempre começam uma bosta. Eu poderia articular em defesa do 3 Cheers For Sweet Revenge, mas esse álbum vendeu muito bem e teve boas críticas, mesmo sendo rotulado como "emo".

Vamos primeiro a algumas informações sociológicas: bandas não formam tribos urbanas, fãs formam ao tentar incorporar ideologias que acham convenientes a um tipo de roupa e atitude que copiam de uma banda que gostam. Por isso você vê bandas como o finado UnderOath que não queria ser taxado como "banda de crente", o Sisters of Mercy que nunca se identificou como gótico e, finalmente o My Chemical Romance, que sempre negou ser essa coisa que chamam de "emo".

O álbum que eu escolhi para comentar é justamente o primeiro da carreira dos caras. Há algo especial no primeiro álbum de uma banda: o esforço para criar uma identidade, o experimentalismo, a força do som, o amadorismo, e a saudade que vem ao olhar pro passado e perceber o que os caras queriam/podiam ter sido, o que nem sempre as gravadoras permitem, ou mesmo brigas entre os integrantes buscando tocar algo dentro de um "consenso da banda" (é camaradas, isso existe, a culpa nem sempre é das gravadoras, só quem já tentou tocar em banda sabe... durma com essa hoje).

O primeiro álbum do My Chemical Romance é tudo, menos emo. Há sim uma influência da "pegada" Hardcore, mas também tem muito (sim) METAL no cd, distorção, velocidade e noise!

Não há diferença estilística real entre o primeiro álbum do My Chemical Romance e os 2 primeiros álbuns da banda de Metalcore/Death Melódico Still Remains. De fato, cheguei a confundir "Honey, This Mirror isn't Big Enough" com Still Remains numa playlist antes da voz do Gerard Way sair! "Our Lady Of Sorrows" é porradaria pura, "Drowning Lessons" é contagiante, apesar do resto do cd ser mais leve ainda há muito flerte com riffs típicos de Metal mesmo... Nessa mesma época a banda lançou um cover hilário de Mariah Carey da música "All I Want For Christmas Is You", e a atitude nessa interpretação lembra a irreverência do Sex Pistols pois a canção é interpretada como se a banda estivesse tendo um ataque cardíaco coletivo ao tentar tocar a canção e correr a "Maratona de São Silvestre" ao mesmo tempo (sério, é uma das coisas mais hilárias que ouvi desde Graforréia Xilarmônica!) além de um cover em conjunto com o The Used interpretando "Under Pressure" (que no original era David Bowie e Queen). O álbum é tão espontâneo e amador (no bom sentido da palavra) que parece um show ao vivo de banda de garagem. Rockeiro desde pequeno que sou, chamar algo assim de ruim seria pecado. Se fosse pra nomear o estilo eu nomearia como "Punk Metal"... qualitativamente essa formação do My Chemical tocava melhor que os caras do Protest The Hero (que eu também conheci o trabalho desde antes do Kezia quando a banda apenas sonhava aprender a tocar hardcore).

Concordo que depois de "The Black Parede" o My Chemical Romance ficou cada vez mais pop e o som se tornou comum demais sabe lá Deus porque motivos, o que é uma pena, mas não dá pra dizer que eles não começaram direito, porque isso seria artisticamente desonesto e mentiroso.

"I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love" é um dos meus cds pra salvar do incêndio.


Just keep rocking! \m/ 

Silverchair



Silverchair "do mal"

Silverchair começou no final dos anos 90 com o bom e velho grunge e, com o passar do tempo, adquiriu letras encorpadas, psicológicas e densas, com harmonias audaciosas e muitas vezes fortemente impactantes ou depressivas.

É do conhecimento geral de quem acompanhou a banda no auge (porque algumas de suas canções tocaram muito, como "Miss You Love" e "Ana's Song" que virou um hino contra a anorexia) que as letras soturnas acompanharam um período em que o vocalista Daniel Johns lutava contra uma anorexia nervosa e uma depressão que quase o levaram à morte... Superada essa parte complicada, a música da banda mudou (Johns era o principal compositor, além de guitarrista, pianista e vocalista da banda). Era de se esperar, afinal o artista é a obra e vice-versa. Mas o som perdeu aquela veracidade, aquela intensidade e, a meu ver, a genialidade dos anos escuros.

O mais engraçado (ou não) de tudo é que, após se recuperar da anorexia e da depresão a esposa de Daniel Johns, a também cantora Nathalie Imbruglia, o deixou e, quando você aguarda um retorno sombrio e cheio de ódio o Silverchair surge com o ultra-fofinho "Young Modern" e você ouve e pensa: "que p*&%a é essa?!" Onde está o Silverchair de "Freak Show" com letras como as de "Abuse Me", "Cemetery" ou a ira de "Learn To Hate" (a eterna melhor de todas pra mim), ou o Silverchair de "Neon Balroom" com épicos como "Emotional Sickness" e "Black Tangled Heart"?

Mas o caso talvez seja mais complicado do que parece... É como diz aquela letra do Marillion "We don't have to live in a world  Where we give bad names to beautiful things". As músicas do "Young Modern" são bonitas até, mas não agradaram muita gente, incluso eu. O que dá uma certa culpa ao pensar que provavelmente foram compostas na fase feliz do autor, a fase curada. Faz você pensar um pouco sobre as pessoas que somos e como muitas vezes somos mesquinhos com a arte das pessoas ou quando nossos ícones resolvem mudar por decisão ou acabam mudando de pouquinho na vida até perceber que não são mais quem eram antes. Como diria Humberto Gessinger: "Só a mudança é permanente". 

Silverchair "do bem"

Ao contrário da teoria da evolução, Silverchair tem um elo perdido... Ou achado: Diorama. Foi nesse álbum que a banda conseguiu fundir o que era antes ao que iria se tornar sem fazer feio! Melodias complexas, algumas pesadas com um que soturno como "One Way Mule", algo de quase doentio no som de "Too Much of Not Enough", uma balada fofinha em "Luv Your Life", flertes com o clássico (com piano e tudo) em "After All These Years" e "Across The Night", a depra batendo na sua porta em "My Favourite Thing" e por aí vai...

Enfim... Daniel Johns acabou fundando o The Dissociatives, outra banda na linha do "Young Modern" e está na ativa desde então, enquanto o silverchair parece ter se aposentado pra sempre. Seja feliz, Daniel!

Álbuns de estúdio:
1995 - Frogstomp
1997 - Freak Show
1999 - Neon Ballroom
2002 - Diorama
2007 - Young Modern

Álbuns ao vivo:
2003 - Live from Faraway Stables

Compilações:
2000 - The Best Of Vol.1
2000 - Rarities 1994 - 1999

EP:
1994 - Tomorrow EP

Fonte: Wikipédia

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