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terça-feira, 17 de junho de 2014

Demon Hunter

Demon Hunter é uma banda que acompanho desde o primeiro álbum de 2002 e devo dizer que muita coisa mudou nesses mais de 10 anos pra cá...


A começar pelo vocal de Ryan Clark: claro que seu "drive" continua sendo um som bastante "ameaçador", mas o vocal cantado dos coros ou pontes das canções, um tanto "grave" para os padrões do metalcore (onde temos um número de vocais tenores quase tão grande quanto o metal melódico) tem baixado cada vez mais de tom. No álbum "Storm The Gates of Hell", de 2007, as canções "Fading Away" e "Lead Us Home" me fizeram pensar que Ryan clarck fosse tenor. Acabei mudando de opinião e classificando o cantor como barítono a partir das performances ao vivo e do material novo da banda, como no clipe abaixo da canção "I Will Fail You".


Outro ponto interessante é o grande número de baladas numa banda de heavy metal: "My Throat is An Open Grave", "My Heartstrings Come Undone", "The Tide Began To Rise", "Carry Me Down", "Driving Nails", "Dead Flowers" e a atual "I Will Fail You". Quem checasse a discografia apenas pela minha indicação poderia pensar que sai uma por álbum, mas não é bem assim, porque há canções com apenas trechos de vocais agressivos, aumentando o número de canções "não pesadas" por álbum. Todavia, minha favorita, entre as baladas, acabou sendo "Tomorrow Never Comes", canção que eu só percebi que estava no álbum "True Defiance" muito tempo depois de eu ter deixado a banda de escanteio. Costumo passar por alguns casos de "encanto póstumo" com algumas bandas.

Em algumas entrevistas, Clark já deixou claro que ouve de tudo e não é bitolado no metal (um grande diferencial). Sem falar nas letras que tratam da vida humana e da fé numa perspectiva ora teológica, ora existencialista. Não é o tipo de banda sem cérebro que você pode se dar ao luxo de não saber o que está dizendo.

A performance ao vivo da banda não deixa pra menos, mas tem um energia totalmente diferente dos acústicos: nos shows, o vocal de Clark pende pro grave, nos acústicos ele não agrava a voz ao ponto que se ouve nas pontes de "I Will Fail You" ou "I am a Stone", por exemplo. De qualquer forma, uma grande banda, um vocal que foge aos padrões do gênero, se é que se pode dizer, a essa altura do campeonato, que ainda se trata de uma banda de Metalcore ou Death Melódico. 


Pra mim, Demon Hunter se tornou algo mais...

Discografia e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

sábado, 3 de maio de 2014

[2007] Paramore MTV Unplugged

Tem quem ame, tem quem deteste.

Eu particularmente ouvi muito os 3 primeiros álbuns do Paramore (e ainda ouço). A voz da Hayley Williams (e o cabelo! *-*) tem um "je ne sais quoi" e as letras são realmente interessantes (se você souber inglês ou se der ao trabalho de procurar a tradução).

A MTV tem uma tradição de fazer shows acústicos, volta e meia, e esse show do Paramore pra mim foi um achado. Então, aproveitem a playlist!


Just keep rocking! \m/

[2011] Chevelle - KROQ Almost Acoustic Christmas

Chevelle é uma banda de Chicago que me acompanha desde a adolescência, mas confesso que o álbum ao vivo "Live From The Norva" não foi uma de suas melhores performances.

Qual não foi minha surpresa ao assistir a evolução do desempenho ao vivo da banda ao encontrar o KROQ Almost Acoustic Christmas de 2011! Aproveitem!


Just keep rocking! \m/

sábado, 5 de abril de 2014

[1990] Faith No More - Live at the Brixton Academy

Abril chegou, e pra começar muito bem, um dos melhores shows disponíveis no youtube: Faith No More ao vivo na Brixton Academy, em Londres!

Just keep rocking! \m/

segunda-feira, 17 de março de 2014

Punk Goes!

Como na pastagem anterior falamos de canções cagadas sendo salvas (ou não) pelo metal, resolvi divulgar uma coleção de álbuns que me chamou a atenção desde seu lançamento. Trata-se da coleção "Punk Goes".


É verdade que, em alguns casos, as próprias bandas já haviam lançado covers bizarros em suas discografias por humor ou como estratégia de vendas; já em outros, eram convidadas a participar do projeto com regravações que reconstruíssem a canção numa espécie de "e se isso tivesse sido um hit hardcore/punk, como a música seria?"

O conceito chama atenção porque nem todas as canções originais eram ruins. Algumas coisas interessantes como Depeche Mode, REM e The Cure tiveram suas canções reconstruídas. O repertório também inclui grande variedade: a coleção inclui covers punks de clássicos do metal, rap, pop, classic rock, one hit wonders anos 80, anos 90 e até versões acústicas de canções que você com certeza já ouviu... Mas não DESSE jeito.

Vale (muuuuito) à pena conferir.

Just keep rocking motherfucker!

Fonte: Wikipédia

domingo, 9 de março de 2014

[1999] Metallica S&M

2014 mal começou e me deu a excelente ideia de postar alguns dos shows mais legais que estão no youtube, nacionais e internacionais, para divulgar coisas que realmente vale à pena ouvir. Mas, com a preguiça das férias e a porcaria do carnaval, estou pelo menos 2 meses atrasado. Pra compensar só mesmo com um show duplo. 

Com vocês: Metallica e a Orquestra de São Francisco! Show duplo e completo. Aproveitem!


Just keep rocking! \m/

domingo, 22 de setembro de 2013

A.F.I. (A Fire Inside)



AFI ou "A Fire Inside" é uma banda de horror punk/alternativo de Ukiah-Califórnia formada em 1991 que chama atenção pela força poética das letras. É uma das bandas que me dou ao luxo de levar quase toda discografia no celular.

A discografia como um todo tem fases distintas e há quem nomeie o estilo da banda com um termo próprio: Gothic Punk (ou punk gótico pra nós tupiniquins).
Podemos classificar o trabalho do AFI em 3 fases: a fase horror punk, a fase punk gótico e a fase rock alternativo, todas com características sonoras bem interessantes (apesar do vocal tenor de Davey Havok ter uma sonoridade irregular ao vivo, não chega a ser um ponto negativo).

  1. Na fase horror punk temos os álbuns, "Answer That And Stay Fashionable" de 1995, "Very Proud of Ya" de 1996, "Shut Your Mouth and Open Your Eyes" de 1997, "A Firestone Inside EP" de 1998 e "All Hollows EP" de 1999 sendo este último o meu favorito, principalmente por causa de "The Boy Who Destroyed The World" que tem riffs sensacionais e com uma proximidade muito grande ao som do Misfits. De fato, essa primeira fase é de punk de horror.
  2. Na fase punk gótico temos 4 álbuns notórios: "Black Sails In Sunset" de 1999, "The Art ode Drowning" de 2000, o emblemático, forte e sombrio álbum "Sing The Sorrow" de 2003, o auto intitulado "AFI" de 2004 com alguns singles épicos da banda em uma harmonia pesada intermediária entre o punk e o gótico. Tudo dessa fase é bem impressionante.
  3. Na fase rock alternativo temos os álbuns "Decemberunderground" de 2006 (apesar de Decemberunderground ainda trazer traços da fase punk gótica, por exemplo, na faixa "Miss Murder" (carro-chefe desse álbum e uma das melhores melodias já compostas pela banda), há experimentalismos no rock alternativo como em "37Mm" e até música eletrônica como no caso de "Love Like Winter") e o álbum "Crash Love" de 2009, talvez o álbum menos pesado e mais pop da banda, mas ainda assim com canções muito interessantes como "Medicate". Ainda não ouvi o álbum "Burials" lançado esse ano, mas a qualidade do AFI nunca mudou nas letras, embora tenham alterado o estilo das canções ao longo do tempo.
 

A banda tem um sucesso relativo e, inclusive, tem várias canções em edições diversas do Guitar Hero, "Medicate" e "Miss Murder", mas há um diferencial muito grande em AFI em relação a outras bandas: a poesia das letras. Não dá pra ficar só em palavras, é preciso ouvir. E pra quem não sabe inglês, aqui vai uma com tradução:



Discografia  e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/


sábado, 31 de agosto de 2013

Deliverance


Caros compadres, estou simplesmente embasbacado com a performance desses caras. A banda se chama Deliverance e trata-se de uma banda americana de metal cristão das antigas. chegaram a ter esse mesmo vídeo lançado na MTV em 1989 tendo um rápido lampejo no mainstream.


A banda passou por vários hiatos: um em 1996, um monte de vai-e-volta entre 2000-2010 e agora em 2013 estão preparando seu último trabalho oficial.

Apesar de serem classificados por críticos como "clones do Metallica" eu não notei tantas similaridades como são supostas, o som é mais elétrico que o do Metallica e menos "sujo" nas distorções e o vocal lembra um pouco o de  Bruce Dickinson, mas pára por aí. o som é cru se comparado com as bandas de metal tanto dos anos 80 como da atualidade, mas tem um "je ne sais quoi" e pra mim, se tem o "je ne sais quoi" é porque é BOM!


Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Flyleaf


Flyleaf é uma banda de metal alternativo de Belton no Texas (EUA) que me cativou desde que fomos "apresentados". A potência dos drives (vocal gritado) da vocalista Lacey Mosley (na época, atualmente adotou o nome de casada: Lacey Sturm) chamava (e ainda chama) muita atenção. 

Mais do que apenas uma banda, Flyleaf é o reflexo da mudança de vida de Lacey, que me motivou a colocar aqui sua história... porque me comove. Não dá pra explicar, mas você reconhece nos olhos uma pessoa que deu uma guinada de 180 graus na vida. No caso de Lacey, isso salvou sua vida, como vocês podem ver no vídeo abaixo onde ela mesma conta um pouco de sua história:


As composições do Flyleaf tinham participação pesada de Lacey: letras como "Justice and Mercy" é perfeita e de uma teologia impecável como se vê em poucas bandas cristãs, a crueza poética de letras como "Cassie" (sobre o massacre de Columbine), músicas como "Treasure" ou "Circles" envolvem pela forte emotividade, além de canções sobre sua própria história pessoal como "Much Like Falling" (sobre o dia em que planejava se suicidar e que terminou por lhe dar uma nova vida) ou "Dear My Closest Friend" sobre a morte de seu primo de 3 anos espancado pelo padrasto.



Nenhuma composição artística por mais elaborada que seja tira o poder e o mérito da verdade de quem viveu o que canta. O mais bonito de tudo isso é que, apesar de ter saído da banda pra cuidar do pequeno Jack e ter uma vida pacata junto com seu marido (sério, achei isso lindo!) é como Lacey conseguiu transmitir sua despedida da banda no lindo clipe de "New Horizons", o último álbum de que participou. Vou deixar na expectativa. Procurem no YouTube.

Claro que Lacey não era a banda, os caras tocam muito e são bem criativos (a primeira vez que vi alguém tocar guitarra com um arco de violino foi numa apresentação do Flyleaf que vi no youtube), e Kristen May, a nova vocalista, é bastante competente, mas Lacey era a alma da banda. Continuo acompanhando o Flyleaf... mas timidamente. Engraçado como a história de pessoas que você nunca conheceu podem ter um peso muito grande em sua vida. Confesso que devo alguns bons momentos a Lacey e ao Flyleaf e a história de como a banda nasceu. Histórias assim fazem você ter mais fé. E pra alguns isso é tudo que resta.

Álbuns de estúdio
2005: Flyleaf
2009: Memento Mori
2012: New Horizons

EPs
2002: Broken Wings: Special Edition
2003: Passerby
2003: Broken Wings
2004: Flyleaf
2006: Music as a Weapon
2007: Much Like Falling
2010: Remember to Live
2013: Who We Are

Just keep believing! \m/ 

domingo, 30 de junho de 2013

MURP (Aaralyn & Izzy)

Normalmente você não vê crianças muito envolvidas com metal, mas a pequena Aaralyn (de 6 anos de idade) surpreendeu a todos no America's Got Talent com uma performance inusitada e uma potência vocal EXTREMA!

Arch Enemy que se cuide daqui a alguns anos!


Ela e o baterista, seu irmão Izzy (9 anos de idade), tem uma banda chamada MURP com uma série de vídeos divertidíssimos no youtube no canal wargasm123 em que interpretam covers de canções famosas e muitas outras de composição própria (crianças compondo metal?! Eita! O.o). Virei fã! Good work dad! :-)

Pra quem entende um pouco de inglês, aqui vai a sensacional "Lullaby Crash"!

OOOOOver the mountains, under theeeee seeeeeea, up in the skyyyyyyyy! XD


Just "Remember children are a gift of love sent from the Lord."  \m/
Referência a Tourniquet em Skeezix Dillema


sábado, 22 de junho de 2013

Deep Eynde (Shadowland)

Vamos falar (mais) de horror punk!
Basicamente esse estilo que combina sons funestos, histórias de horror ou ficção, visual de halloween e batida punk foi criado no final da década de 70 pelo The Misfits tendo se ramificado e influenciado bandas como AFI, HIM, Grave Robber, Lordi, My Chemical Romance, Atreyu, Avenged Sevenfold, Demon Hunter e muitos outros.

A dica de horror punk de hoje vai para um pouco mais longe dos clássicos em direção ao underground com o Deep Eynde!


No álbum de 2004 "Shadowland" temos um horror punk no melhor sentieo, com destaque para "Suicide Drive", "Space Invaders" e "Mr. Guilty" (essa última dá a impressão de ter saído da trilha sooora!da Família Adams).

Vale a pena conferir!

Just keep rocking! \m/


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Misfits x Grave Robber

Em clima de horror rock desde a saga do Inferno de Dante, chegou a hora de um duelo de bandas no billytoindie!

De um lado com uma discografia de 8 álbuns de estúdio, com 3 formações em épocas distintas e vocalistas diferentes, os caras que inventaram a base do que seria o rock de horror e seus derivados (death rock, horror punk, horror hardcore): The Misfits.

No outro canto, com 3 álbuns de estúdio gravados, uma contraparte que pleiteia o trono no Misfits: Grave Robber.

Duas bandas com características similares: base de punk rock, letras contando contos de terror com espiritualismo e ficção científica e um baita visual de halloween. De fato, tanto em matéria de voz quanto a pegada, são muito similares. Dá pra confundir as bandas se você não conhecer o repertório, mas com duas diferenças fundamentais:

a) Misfits, por ser horror punk mais clássico, no geral tem uma batida mais lenta e chega a ser menos pesado, em comparação, que o Grave Robber, embora (confesso) seja um pouco difícil perceber.

b) Grave Robber é uma banda de horror punk cristã (Sim, isso existe e é bem original! São metáforas de horror dentro dos conceitos teológicos cristãos. Não que o Misfits também não o fizesse, afinal o conceito de diabo, por exemplo, é um conceito cristão. Porém, o Grave Robber aborda essa temática a partir da ótica cristã. Outras bandas, como Demon Hunter, também seguem o conceito, como na letra de "Storm The Gates of Hell").

Dois trabalhos das bandas são épicos nessa batalha:
a) O clássico "American Psycho" do Misfits, lançado em 1997 com Michael Graves nos vocais, representando a melhor fase da banda (que, por intrigas infantis dos membros, acabou não contando com a participação de Graves justamente quando fizeram a primeira turnê que passou pelo Brasil). As letras eram basicamente contos de terror com direito a homenagens a filmografia de Vicent Price (Abominable Dr. Phibes) alusões a literatura a exemplo de George Orwells: Guerra dos Mundos (em Mars Attacks) ou ao Frankestein de Mary Shelley até nos apelidos dos integrantes da banda (o guitarrista era conhecido como Doyle Wolfgang von Frankenstein), além de canções sobre ataques zumbis (Day of The Dead) e muito mais! Halloween total com selo de aprovação de Jack Pumpkin Head.

b) Um álbum igualmente notório competindo de igual pra igual com "American Psycho" é o "Be Afraid" do Grave Robber. Falando de exorcismo (The Exorcist), caça às bruxas (Burn Witch, Burn!), psicopatia (Skeletons), contra o aborto (aliás, numa das melhores canções do álbum: "Screams of The Voiceless"), esquizofrenia (Schizofiend), zumbis (I, Zombie), com direito a jargões médicos como o que dá título à canção "Rigor Mortis" (termo em latim comum em necrópsia já que se trata do enrijecimento do corpo cadavérico poucas horas após a morte, usado em perícia criminal como referência para dar a hora estimada da morte em estilo CSI). 

Como o cristianismo é um religião bastante gótica (diga-se de passagem: tem coisa mais gótica que um Deus que morre torturado no lugar da criação pra evitar sua destruição e volta dos mortos com juras de vingança contra as forças do mal? Aliás, tem muito disso na canção Golgotha), há conceitos bizarros como "morrer para o pecado" e "nascer de novo" representado em ritos como o batismo representando mudança de vida, comportamento, visão de mundo, etc, que implicam em deixar Deus matar o mau dentro de você a cada dia... Tudo isso muito em evidência e falado de forma bem humorada, por exemplo, na canção I Wanna Kill You Over and Over Again", além de uma abordagem pra lá de halloween do juízo final em "Bloodbath" ("banho de sangue" como dupla alusão: morte de Cristo e sua vingança final).


É uma batalha de pesos pesados... Cá entre nós, eu apostaria em EMPATE POR DUPLO NOCAUTE!

Discografia de Misfits:

 *Static Age (1978)
 *12 Hits From Hell (1980)
 *Walk Among Us (1982)
 *Earth A.D./Wolfs Blood (1983)
 *American Psycho (1997)
 *Famous Monsters (1999)
 *Project 1950 (2003)
 *The Devil's Rain (2011)

Discografia de Grave Robber:

*Exhumed (2011)
*Inner Sanctum (2009) 
*Be Afraid (2008)


Fontes:


Just keep horrorocking! \m/ 


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Echo Hollow


 

Diferenças musicais, ideológicas, casamento, família, estudos, novas oportunidades de trabalho, brigas, cansaço, enfim... Há dezenas de motivos pra uma banda se separar. Esse é um trecho da história de uma dessas bandas.

Echo Hollow começou como um projeto dos ex-integrantes do gigante do metal cristão Tourniquet: Guy Ritter e Gary Lenaire, mas só durou 2 álbuns:

  1. Diet of Worms (1998)
  2. Superficial Intelligence (2004)



O caso é que a banda encerra-se no mesmo tempo em que uma coisa inusitada acontece: depois de 15 anos atuando no meio cristão, não apenas em bandas como Tourniquet e Echo Hollow mas em projetos de caridade, de direitos dos animais e estudos teológicos, o GUITARRISTA Gary Lenaire (participante também de vocais agressivos estilo drive - aqueles berros engraçados - em algumas canções antigas do Tourniquet) simplesmente se cansou de ser julgado por suas roupas e cabelo comprido e, ao invés de procurar apoio numa congregação cristã menos déspota na questão da aparência (ou simplesmente cortar a droga do cabelo... Afinal, quem viver muito vai perder cabelo quer queira quer não...) achou por bem virar ateu e ainda botar a culpa na... bíblia?!

Francamente Lenaire, me poupe!

Guy Ritter desfez a banda quando a situação de diferenças ideológicas se tornou insustentável.

Irônico pensar que o 1.º trabalho da banda foi justamente em homenagem à revolta de Lutero contra a fé de aparências sem respaldo bíblico da igreja católica medieval e a revolução ideológica que ele iniciou em direção à bíblia...

Enfim, o som é bom, as letras são boas e Lenaire não é problema meu. (1Ts 5:21 e Ec 3:17)


"Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao seu ventre; e com palavras suaves e lisonjas enganam os corações dos inocentes." (Romanos 16:17-18).

Fontes:

Just keep believing! \m/

Day of Fire


Day of Fire é uma banda de Rock americana bastante minimalista. No geral as melodias são simples e fáceis de tocar, interessante pra quem está começando um instrumento. Mas não confunda simplicidade com má qualidade!

Tendo lançado o primeiro álbum em 2004, a banda tem um trabalho muito bem elaborado nas letras e no som. A banda está atualmente em hiato, mas o último álbum contou com participação do vencedor do American Idol, Chris Daughtry.

O vocalista Josh Brown, ex Full Devil Jacket, já havia feito turnê com Nickelback e Creed, quando Josh sofreu uma overdose de heroína (clichê)... Ao invés de morrer como um grande e patético imbecil, Josh conheceu a fé cristã, formou o Day Of Fire, começou a cantar sobre sua fé e está vivo até hoje. Me corrijam se eu estiver errado, mas ele me parece bem melhor agora (até musicalmente) do que quando era um rockeiro drogado idiota.





Discografia:

2004 - Day of Fire
2006 - Cut & Move
2010 - Losing All





Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Oh, Sleeper (When I am God)

Pentagrama quebrado


OBS.: Pessoal essa é uma matéria de outro dos meus blogs e está disponível no ProibidoPensar1.



Sempre que o Proibido Pensar menciona alguma banda, nosso enfoque são as letras. Ao contrário do que muita gente pensa, a letra é a parte mais importante da estrutura de uma música porque é por ela que se transmite uma mensagem.

Como já disse inteligentemente Lacey Sturm (antes, Lacey Mosley) certa feita sobre música: "We really apreciatte when you really pay attencion and care about the message, this is the most importante part of music" (Nós realmente apreciamos quando prestam atenção a se importam com a mensagem porque é a parte mais importante da música).

Se há ritmo e letra e não melodia, não é música, é discurso. Se tem melodia e ritmo mas não letra, não é música, é melodia (ou como eu gosto de chamar "barulho planejado"). Apenas quando se tem esses 3 elementos (ritmo, melodia e LETRA) se pode chamar algo de música.


A indicação de hoje é a banda Oh, Sleeper.

Poucas vezes ouvi letras tão poderosas e de poesia tão densa quanto as de Oh, Sleeper. Ainda que a banda não fosse cristã, suas letras de certo seriam!

Em meio a um metalcore ruidoso e intenso há fortes críticas sobre o enfraquecimento do cristianismo e modismos que tornaram casas de oração em clubes de final de semana além de atacar a degradação moral que tem se tornado padrão e estilo de vida aceito de uns tempos pra cá. É desnecessário descrever. Ouçam:





"Vícios e víboras"

Encharcado de nítido escarlate* e
Os olhos de ovelha fixados em mim distinguem até os meus ossos.
Apesar de seus lábios gotejarem
Intenções me mantém querendo cada vez mais...

Erguendo-se contra todos os muros que construímos para cair
Todas as paredes que construímos em vão para chamá-Lo para perto são apenas lã para esconder lobos.
E debaixo dessas extremidades Suas últimas palavras sobre esse assunto foram dispostas de modo firme!
...Mas não me despi dessa pele como Você disse.
Quando o "pedreiro abandona a argamassa" ele se torna inútil*
E quando os tijolos começam a cair serei eu a rastejar nessa estrada escura.

Vícios são como víboras, falam em sussurros
Em meu calcanhar de carne querem afundar seus dentes
Assim como uma víbora eu continuei quando você disse para parar.

Isso me fez ver que quando meu ego é deus a igreja emudece
Escorregando pela sombra de uma igreja em naufrágio
A surpresa não é nenhuma desculpa para as armadilhas que você deixa pra trás como advertência.

Então, eis o aviso: você cai para aprender.
E para as garotas: vocês valem mais do que cantadas baratas.
Dão valor a seu corpo em termos de "beleza"
Mas são seus pulsos que valem mais*

Me escute, as coisas não são o que parecem ser!
Embora você pense estar sendo alimentada com honestidade
Eu devo avisar que é tudo apenas um golpe para persuadi-la a atender minhas "necessidades urgentes"*.

Por que continuamos nos segurando? Por que continuo me prendendo ao que me mantém vil?
Perca o peso da derrota. É hora de pôr os pés no chão.

Vícios são como víboras falando em sussurros.
Em meu calcanhar de carne querem afundar seus dentes.
Assim como uma víbora eu continuei quando você disse para parar.

Uma vez que todos os álibis da ignorância se esvaem...
Eis minha luxúria, a pornografia e a prostituição.
Leve de mim minha luxúria e o amor mundano.
Grande Conselheiro*, tome o que restou.
Grande Conselheiro, leve o que sobrou de mim.


*Referência ao sangue de Cristo
*Referência à maçonaria
*Alusão ao suicídio
*Eufemismo para sexo
*Metáfora para Deus



#A canção acima é do álbum "When I am God", de 2007.



Fontes: 






Just keep rocking \m/



sábado, 11 de maio de 2013

Tourniquet



Esta é uma das principais bandas de Thrash Metal cristão da história. Tourniquet está na ativa desde 1990. Formada na cidade de Los Angeles (EUA),  tem influências  muito incomuns para uma banda de Thrash Metal: música clássica! De certa forma, Tourniquet apresenta um estilo progressivo de fazer metal, não fosse o fato que o thrash é um gênero de metal extremo.

Musicalmente falando, se você assistir o documentário Headbanger's Journey é feito um paralelo entre a ESTRUTURA do metal e da música clássica. O fato é que, distorções à parte, o heavy metal de qualidade e a música clássica são muito similares e virtuosistas.

Nas palavras da wikipédia:

"A banda faz uma mistura de thrash metal, speed metal, metal progressivo, heavy metal, hard rock, hardcore, influênciados por compositores clássicos, como por exemplo, Beethoven e Bach, espiritualidade com perspectiva bíblica, recheadas por inspirações de jargões médicos, de Edgar Allan Poe e narrativas do velho testamento."

A banda passou por várias formações das quais o único membro permanente, principal compositor e, me permitam dizer, "alma da banda", é o BATERISTA sr. Ted Kirkpatrick. Em termos vocais, houve duas eras: a era speed/thrash com Guy Ritter (que se tornou vocalista do Echo Hollow, banda cristã de hard rock hoje inativa) e a era Luke Easter, que começou muito semelhante ao Anthrax na época que John Bush era o vocalista, mas se tornou algo além. O atual guitarrista, Aaron Guerra, é outro capítulo à parte: extremamente competente! 


Entre tantos álbuns INCRÍVEIS (é uma das minhas bandas favoritas) escolhi destacar dois dentre os que considero os melhores álbuns da história do metal:

*Pathogenic Ocular Dissonance, de1992. Trata-se de álbum thrash com influências bizarras de doom  e death metal, combinações  sombrias de vocais graves muito graves e agudos muito agudos. É incrível como havia versatilidade nos vocais de Guy nessa fase.  Destaque para as faixas "Spectrophobic Dementia", "Exoskeletons",  "Theodicy On Trial, "En Hakkore" e a épica "The Skeezix Dilemma".

*Microscopic View of a Telescopic Realm, de 2000. Esse é outro álbum histórico com muita influência clássica, uso de órgão, flautas, pancadaria hardcore, solos de bateria, assobios e até influências de canto gregoriano, uma miscelânia que teve um resultado maravilhoso com excelentes canções como "Besprinkled In Scarlet Horror" (clique e confira a letra),"Drinking From The Poisoned Well",  "The Tomb Of Gilgamesh", "Erratic Palpitations Of The Human Spirit" e a continuação da história iniciada em Skeezix Dilemma em "The Skeezix Dilemma, Part II: The Improbable Testimony Of Pipsewah", igualmente épico!

É nesse ponto que eu faço uma reflexão: chega a ser clichê o quanto algumas das bandas de rock e heavy metal mais conhecidas tem letras e clipes de mau gosto e insistem nisso! O desgosto com esse fato me motivou ainda mais a mostrar o diferencial não só do que o Tourniquet tocava e toca, mas do que eles ESCREVEM. Aqui abaixo reservei o espaço para o clipe legendado em português da canção "Ark of Suffering", um épico do álbum Stop The Bleeding:


Sobre as bandas de metal que acham que glorificar a violência,  sexo ou rituais esquisitos, deixo as palavras de Bill Watterson na pessoa de seus personagens mais marcantes Calvin e Haroldo:



Se você também cansou dessa merda, Tourniquet é pra você!

Discografia e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/




domingo, 24 de fevereiro de 2013

Megadeth


Por mais que eu queira não dá pra falar de Megadeth sem falar de Metallica. Muitas pessoas encaram o Metallica como a eterna "melhor banda do mundo". Eu até concordo que o Metallica foi uma das mais importantes na história do Heavy Metal, mas vamos encarar a realidade, o Megadeth é bem melhor, e eu pretendo dizer o porquê: Só pra começo de conversa, a melhor fase do Metallica foi a que o fundador do Megadeth, Dave Mustaine, era o guitarrista principal. Isso por si só já diz muito.

Ah, vc não sabia?! Dave Mustaine era guitarrista e compositor de boa parte do material do Metallica até a época do "Kill 'Em All" quando foi expulso por ser terrivelmente irresponsável. Apesar de guitarrista eficiente, à semelhança do Dr. House, Dave Mustaine era um grande "son of a bitch", chegou até a bater o furgão que a banda usava para as turnês porque estava chapado. Após ser expulso do Metallica, Mustaine decidiu, por puro desejo de vingança, montar uma banda mais rápida, mais pesada e melhor que o Metallica (e conseguiu), lançando o Megadeth com 2 épicos álbuns SEGUIDOS: "Killing Is My Business... And Business Is Good" e "Peace Sells... But Who's Buying?" em 1985, 1986. Entretanto, não vamos discutir a vida dos caras, mas a OBRA.


James Hetfield, guitarrista e vocalista do Metallica 
recebendo seu presente de dia dos pais

Metallica mudou pra agradar o mainstream, seu som hoje não se iguala em praticamente nada aos seus primeiros anos. Qualquer um que tenha ouvido qualquer coisa do Metallica depois de "Load", no ano de 1996, vai concordar. O Megadeth também já sofreu algumas mudanças, como na fase dos álbuns "Cryptic Writings" de 1997 e "Risk" em 1999, onde deixaram o thrash um pouco largado pra fazerem um som mais próximo do Hard Rock, mas eu não poderia culpá-los, acredito que qualquer pessoa depois de tocar ou ouvir um estilo só, por mais que goste do estilo, se CANSA às vezes. E, após desse "descanso" o Megadeth voltou com um excelente álbum "pós-férias": "The World Needs a Hero" de 2001. De lá pra cá, o som do Megadeth se tornou cada vez mais intenso e ao mesmo tempo obscuro, Mustaine adotava tons mais graves que caíram como uma luva pra voz característica (e que voz estranha do caramba, diga-se de passagem! Não é comum ouvir pessoas com um tipo de voz daquele). Outro fato interessante é o dá conversão de Mustaine (ex-vida loka) ao Cristianismo, que fica muito evidente em sua música de 2004 pra cá com o "The System Has Failed" em diante. Já era hora de Mustaine ter um pouco de juízo, não? As letras do Megadeth, e Megadeth=Dave Mustaine (vou explicar isso abaixo), já eram excelentes pela qualidade de questionamentos políticos, mas hoje temos ainda como dignas de nota as letras de "Washington Is Next", "Shadow of Death", "Truth Be Told" e "Blessed Are the Dead" abordando temas relacionados à fé cristã. Entretanto, devo um certo destaque particular ao trabalho musical do Megadeth numa (pasmem) canção de AMOR "The Hardest Part of Letting Go...Sealed With a Kiss". 


Um dos melhores álbuns do Megadeth, "Rust In Piece", de 1990, chegou a ser relançado na forma de show ao vivo em 2010, marcando um dos melhores desempenhos do Megadeth.

A banda teve diversas formações que sempre incluíam músicos profissionais, alguns com interesse de aprender a tocar da mesma forma inovadora (na época) de Mustaine. Entenderam agora porque eu disse que Megadeth=Dave Mustaine? O que nos leva a uma declaração que, apesar de não ser uma das declarações mais humildes do Guitarrista e vocalista do Megadeth (ao ser entrevistado no documentário sobre a história do Thrash Metal chamado "Get Thrashed"), é totalmente verdadeira:

"Isso soa arrogante, me desculpe, mas estou contando os fatos. Eu afetei 3 das 5 grandes bandas".

Dave Mustaine, falando sobre o "Big 5" (as cinco maiores bandas de Thrash Metal: Metallica, Megadeth, Anthrax, Slayer e uma quinta que, dependendo de pra quem você pergunta, pode ser Exodus, Testament, Pantera, etc) - Documentário "Get Thrashed" aos 22 minutos do documentário.


Fontes:



Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

36 Crazyfists


Alguém aqui conhecê alguma banda de Metal do Alaska? ...Eu sim! XD

36 Crazyfists tem uma sonoridade muito próxima das boas bandas de Nu Metal/Rock Alternativo. Uma pegada que fica entre o Chevelle e o Mudvayne.

Meu primeiro contato com a banda foi o álbum de 2004 chamado "A Snow Capped Romance" que já começa chamando atenção pela capa: um coração congelado (alguém aqui lembra de "ursinhos carinhosos"? Kkk), tudo a ver com o som deles.


Quem poderia imaginar que desse pra aprender a tocar num frio desgraçado daqueles?!

Para quem não sabe, o vocalista do 36 Crazyfists participa do álbum "Summer of Darkness" da banda de Metalcore Demon Hunter na faixa "Beauty Through the Eyes of A Predator".

Vale à pena conferir!

Just keep rocking! \m/ 

Interpol


Calma! Não estamos sendo perseguidos pela polícia especial britânica por divulgar música via grooveshark! Interpol é uma banda... e nem mesmo é uma banda européia (embora dê essa impressão)!

Os caras começaram a tocar em 1997 em Nova Iorque (a cidade dos Tartarugas Ninja e do amigo da vizinhança, o Homem-Aranha! Zoei! XD).

Trata-se de uma banda de Indie Rock/Dark Wave no melhor sentido. É realmente uma mescla do Indie Rock com Dark Wave, lembrando, pelo vocal peculiar, em alguns momentos o She Wants Revenge (ou seria o contrário?) ou mesmo o Joy Division. Todavia o som do Interpol é mais elaborado nas guitarras e no baixo principalmente, fugindo aos riffs corriqueiros. No meu caso, passei a ouvir a banda por causa do estilo único de Carlos Dengler no baixo (lamentavelmente, Carlos deixou a banda em 2010). 

O estilo de compôr da banda é outro caso à parte: as canções são feitas em conjunto, não havendo um compositor principal (algo interessante que pode indicar a continuidade da qualidade das composições mesmo com a saída de um membro importante), além das letras serem intencionalmente passíveis de múltiplas interpretações por conta das frequentes sinédoques.



Os caras deram tanto que falar que algumas de suas canções foram parar em diferentes versões do Guitar Hero (como é o caso de "Obstacle 1", no GH World Tour e "Slow Hands" no GH Warriors Of Rock).

Interpol é o tipo de banda que foge do óbvio sem soar estranho aos ouvids.

Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/ 

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