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terça-feira, 17 de junho de 2014

Demon Hunter

Demon Hunter é uma banda que acompanho desde o primeiro álbum de 2002 e devo dizer que muita coisa mudou nesses mais de 10 anos pra cá...


A começar pelo vocal de Ryan Clark: claro que seu "drive" continua sendo um som bastante "ameaçador", mas o vocal cantado dos coros ou pontes das canções, um tanto "grave" para os padrões do metalcore (onde temos um número de vocais tenores quase tão grande quanto o metal melódico) tem baixado cada vez mais de tom. No álbum "Storm The Gates of Hell", de 2007, as canções "Fading Away" e "Lead Us Home" me fizeram pensar que Ryan clarck fosse tenor. Acabei mudando de opinião e classificando o cantor como barítono a partir das performances ao vivo e do material novo da banda, como no clipe abaixo da canção "I Will Fail You".


Outro ponto interessante é o grande número de baladas numa banda de heavy metal: "My Throat is An Open Grave", "My Heartstrings Come Undone", "The Tide Began To Rise", "Carry Me Down", "Driving Nails", "Dead Flowers" e a atual "I Will Fail You". Quem checasse a discografia apenas pela minha indicação poderia pensar que sai uma por álbum, mas não é bem assim, porque há canções com apenas trechos de vocais agressivos, aumentando o número de canções "não pesadas" por álbum. Todavia, minha favorita, entre as baladas, acabou sendo "Tomorrow Never Comes", canção que eu só percebi que estava no álbum "True Defiance" muito tempo depois de eu ter deixado a banda de escanteio. Costumo passar por alguns casos de "encanto póstumo" com algumas bandas.

Em algumas entrevistas, Clark já deixou claro que ouve de tudo e não é bitolado no metal (um grande diferencial). Sem falar nas letras que tratam da vida humana e da fé numa perspectiva ora teológica, ora existencialista. Não é o tipo de banda sem cérebro que você pode se dar ao luxo de não saber o que está dizendo.

A performance ao vivo da banda não deixa pra menos, mas tem um energia totalmente diferente dos acústicos: nos shows, o vocal de Clark pende pro grave, nos acústicos ele não agrava a voz ao ponto que se ouve nas pontes de "I Will Fail You" ou "I am a Stone", por exemplo. De qualquer forma, uma grande banda, um vocal que foge aos padrões do gênero, se é que se pode dizer, a essa altura do campeonato, que ainda se trata de uma banda de Metalcore ou Death Melódico. 


Pra mim, Demon Hunter se tornou algo mais...

Discografia e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Ylvis


 
Da esquerda para a direita: Vegard, CalleBård.

Ylvis não é exatamente uma banda, mas um programa de humor norueguês (muito melhor que o CQC, Pânico, The Voice, Jô Soares ou qualquer coisa parecida). O diferencial é que os apresentadores, os irmãos Vegard and Bård Ylvisåker, além do divertido sideshow Calle Hellevang Larsen, tem uma faceta musical muito curiosa pra fazer humor: a incrível habilidade de criar canções de humor nos mais diversos estilos!




Ficaram famosos esse ano com um web hit chamado "The Fox"...

...que vamos ignorar completamente, pois nem só de "The Fox" vive a versatilidade do Ylvis! Cantam e ainda são multi-instrumentistas de responsabilidade. Então resolvi compartilhar com vocês algumas dessas pérolas. Embora The Fox seja a mais conhecida, o hard rock estilo anos 80 de Jan Egeland (a música é homenagem ao REAL Jan Egeland) é de uma melodia fantástica! 




E pra vocês garotas que curtem uma coisa mais romântica, "Come with me girl. I wanna take you to a place. Where it's just you and me. To my cabin."





Apesar de não ser exatamente uma "banda" propriamente dita, eu COMPRARIA um cd deles (e pra quem me conhece, sabe que isso foi um baita elogio!), especialmente o "Air Horn Classics"! ;-)



Just keep regougando! \m/

Referências:

domingo, 22 de setembro de 2013

A.F.I. (A Fire Inside)



AFI ou "A Fire Inside" é uma banda de horror punk/alternativo de Ukiah-Califórnia formada em 1991 que chama atenção pela força poética das letras. É uma das bandas que me dou ao luxo de levar quase toda discografia no celular.

A discografia como um todo tem fases distintas e há quem nomeie o estilo da banda com um termo próprio: Gothic Punk (ou punk gótico pra nós tupiniquins).
Podemos classificar o trabalho do AFI em 3 fases: a fase horror punk, a fase punk gótico e a fase rock alternativo, todas com características sonoras bem interessantes (apesar do vocal tenor de Davey Havok ter uma sonoridade irregular ao vivo, não chega a ser um ponto negativo).

  1. Na fase horror punk temos os álbuns, "Answer That And Stay Fashionable" de 1995, "Very Proud of Ya" de 1996, "Shut Your Mouth and Open Your Eyes" de 1997, "A Firestone Inside EP" de 1998 e "All Hollows EP" de 1999 sendo este último o meu favorito, principalmente por causa de "The Boy Who Destroyed The World" que tem riffs sensacionais e com uma proximidade muito grande ao som do Misfits. De fato, essa primeira fase é de punk de horror.
  2. Na fase punk gótico temos 4 álbuns notórios: "Black Sails In Sunset" de 1999, "The Art ode Drowning" de 2000, o emblemático, forte e sombrio álbum "Sing The Sorrow" de 2003, o auto intitulado "AFI" de 2004 com alguns singles épicos da banda em uma harmonia pesada intermediária entre o punk e o gótico. Tudo dessa fase é bem impressionante.
  3. Na fase rock alternativo temos os álbuns "Decemberunderground" de 2006 (apesar de Decemberunderground ainda trazer traços da fase punk gótica, por exemplo, na faixa "Miss Murder" (carro-chefe desse álbum e uma das melhores melodias já compostas pela banda), há experimentalismos no rock alternativo como em "37Mm" e até música eletrônica como no caso de "Love Like Winter") e o álbum "Crash Love" de 2009, talvez o álbum menos pesado e mais pop da banda, mas ainda assim com canções muito interessantes como "Medicate". Ainda não ouvi o álbum "Burials" lançado esse ano, mas a qualidade do AFI nunca mudou nas letras, embora tenham alterado o estilo das canções ao longo do tempo.
 

A banda tem um sucesso relativo e, inclusive, tem várias canções em edições diversas do Guitar Hero, "Medicate" e "Miss Murder", mas há um diferencial muito grande em AFI em relação a outras bandas: a poesia das letras. Não dá pra ficar só em palavras, é preciso ouvir. E pra quem não sabe inglês, aqui vai uma com tradução:



Discografia  e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/


sábado, 17 de agosto de 2013

O mestre SUPREMO do violão



Não raras vezes tive surpresas com performances inusitas de violonistas no youtube, desde africanos tocando de formas impensáveis até verdadeiros homens-banda, como Andy Mckee, o jovem prodígio Sungha Jung, ou mesmo Miyavi que tem o hábito de tocar slap, que é uma técnica de baixistas experientes, no violão. Pra economizar postagens, tá tudo em hyperlink, mas o prodígio de hoje é o mestre do violão Jon Gomm com a performance de Passion Flower, em que, sozinho, simula distorção de guitarra, muda a afinação das cordas enquanto toca, faz a percussão e canta ao mesmo tempo uma canção que é de composição própria dele mesmo! Yngwie Malmsteen que me perdoe, mas pra mim o conjunto da obra de Jon Gomm superou todos os anteriores.

Just keep Chucking Norris!

domingo, 30 de junho de 2013

William's Shakespeare Hamlet

Pra quem se lembra da postagem do disco Venus Doom, do HIM, que canta a história da "Divina Comédia - O Inferno de Dante", aqui vai mais uma dica de um álbum + ou - antigo, porém espetacular em qualidade. Trata-se do William's Shakespeare Hamlet, uma coletânea de Bandas Nacionais que cantam em inglês (Me diz Jesus, por quê?! Por quê?! afff...) cantando a história do clássico de William Sheakespeare. Clique na capa para ouvir:


Para quem quiser saber detalhes da produção do álbum, há uma excelente matéria no ProjetoX Podcast, a quem eu devo os sinceros parabéns pela tradução das canções disponível no YouTube, onde dá pra ouvir o álbum inteiro com as letras traduzidas (apesar de alguns errinhos grosseiros, dá pra pegar a ideia).

Tracklist:

01 - Delpht: From Hades To Earth
02 - Santarem: Sweet Flavour of Justification
03 - The Happiness of The Queen (Voice Vignette)
04 - Hammer of The Gods: Visions of The Beyond
05 - Villainy (Flute Vignette)
06 - Krusader: The King's Return
07 - Nervochaos: The Truth Appears
08 - The Play (Guitar Vignette)
09 - Vers' Over: A Letter To Ophelia
10 - Sagga: Dagger of Words
11 - Imago Mortis: Pravers In The Wind
12 - Symbols: Stormy Nights
13 - Hands of Fury (Keyboard Vignette)
14 - Hangar: Hidden By Shadows
15 - Fates Prophecy: Trap
16 - Eterna: Good By My Dear Ophelia
17 - Tuatha de Danann: The Last Words
18 - To Be... (todos participam dessa faixa que é, na minha opinião, a melhor do álbum)


Para mais informações:



Just STOP locking good albuns! \m/


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Day of Fire


Day of Fire é uma banda de Rock americana bastante minimalista. No geral as melodias são simples e fáceis de tocar, interessante pra quem está começando um instrumento. Mas não confunda simplicidade com má qualidade!

Tendo lançado o primeiro álbum em 2004, a banda tem um trabalho muito bem elaborado nas letras e no som. A banda está atualmente em hiato, mas o último álbum contou com participação do vencedor do American Idol, Chris Daughtry.

O vocalista Josh Brown, ex Full Devil Jacket, já havia feito turnê com Nickelback e Creed, quando Josh sofreu uma overdose de heroína (clichê)... Ao invés de morrer como um grande e patético imbecil, Josh conheceu a fé cristã, formou o Day Of Fire, começou a cantar sobre sua fé e está vivo até hoje. Me corrijam se eu estiver errado, mas ele me parece bem melhor agora (até musicalmente) do que quando era um rockeiro drogado idiota.





Discografia:

2004 - Day of Fire
2006 - Cut & Move
2010 - Losing All





Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Oh, Sleeper (When I am God)

Pentagrama quebrado


OBS.: Pessoal essa é uma matéria de outro dos meus blogs e está disponível no ProibidoPensar1.



Sempre que o Proibido Pensar menciona alguma banda, nosso enfoque são as letras. Ao contrário do que muita gente pensa, a letra é a parte mais importante da estrutura de uma música porque é por ela que se transmite uma mensagem.

Como já disse inteligentemente Lacey Sturm (antes, Lacey Mosley) certa feita sobre música: "We really apreciatte when you really pay attencion and care about the message, this is the most importante part of music" (Nós realmente apreciamos quando prestam atenção a se importam com a mensagem porque é a parte mais importante da música).

Se há ritmo e letra e não melodia, não é música, é discurso. Se tem melodia e ritmo mas não letra, não é música, é melodia (ou como eu gosto de chamar "barulho planejado"). Apenas quando se tem esses 3 elementos (ritmo, melodia e LETRA) se pode chamar algo de música.


A indicação de hoje é a banda Oh, Sleeper.

Poucas vezes ouvi letras tão poderosas e de poesia tão densa quanto as de Oh, Sleeper. Ainda que a banda não fosse cristã, suas letras de certo seriam!

Em meio a um metalcore ruidoso e intenso há fortes críticas sobre o enfraquecimento do cristianismo e modismos que tornaram casas de oração em clubes de final de semana além de atacar a degradação moral que tem se tornado padrão e estilo de vida aceito de uns tempos pra cá. É desnecessário descrever. Ouçam:





"Vícios e víboras"

Encharcado de nítido escarlate* e
Os olhos de ovelha fixados em mim distinguem até os meus ossos.
Apesar de seus lábios gotejarem
Intenções me mantém querendo cada vez mais...

Erguendo-se contra todos os muros que construímos para cair
Todas as paredes que construímos em vão para chamá-Lo para perto são apenas lã para esconder lobos.
E debaixo dessas extremidades Suas últimas palavras sobre esse assunto foram dispostas de modo firme!
...Mas não me despi dessa pele como Você disse.
Quando o "pedreiro abandona a argamassa" ele se torna inútil*
E quando os tijolos começam a cair serei eu a rastejar nessa estrada escura.

Vícios são como víboras, falam em sussurros
Em meu calcanhar de carne querem afundar seus dentes
Assim como uma víbora eu continuei quando você disse para parar.

Isso me fez ver que quando meu ego é deus a igreja emudece
Escorregando pela sombra de uma igreja em naufrágio
A surpresa não é nenhuma desculpa para as armadilhas que você deixa pra trás como advertência.

Então, eis o aviso: você cai para aprender.
E para as garotas: vocês valem mais do que cantadas baratas.
Dão valor a seu corpo em termos de "beleza"
Mas são seus pulsos que valem mais*

Me escute, as coisas não são o que parecem ser!
Embora você pense estar sendo alimentada com honestidade
Eu devo avisar que é tudo apenas um golpe para persuadi-la a atender minhas "necessidades urgentes"*.

Por que continuamos nos segurando? Por que continuo me prendendo ao que me mantém vil?
Perca o peso da derrota. É hora de pôr os pés no chão.

Vícios são como víboras falando em sussurros.
Em meu calcanhar de carne querem afundar seus dentes.
Assim como uma víbora eu continuei quando você disse para parar.

Uma vez que todos os álibis da ignorância se esvaem...
Eis minha luxúria, a pornografia e a prostituição.
Leve de mim minha luxúria e o amor mundano.
Grande Conselheiro*, tome o que restou.
Grande Conselheiro, leve o que sobrou de mim.


*Referência ao sangue de Cristo
*Referência à maçonaria
*Alusão ao suicídio
*Eufemismo para sexo
*Metáfora para Deus



#A canção acima é do álbum "When I am God", de 2007.



Fontes: 






Just keep rocking \m/



quarta-feira, 6 de março de 2013

Capital Inicial


 Eu sei o que vocês devem estar pensando: "depois de todas aquelas bandas estranhas por que diabos o cara resolve falar de Capital Inicial"? Tem dois motivos principais:

1 - É Nacional
2 - Tem coisa boa por aí

Na ativa desde 1986, o som do Capital passou por algumas transformações nos primeiros anos e desde então adquiriu uma forma de pop rock bem estável.

Boa parte das letras do Capital Inicial tiveram um ou mais dedos de Renato Russo, finado vocalista do Legião Urbana. Nas palavras do próprio Dinho Ouro Preto no CD/DVD Ao Vivo da Banda para o Multishow, em 2008:

"Há muito tempo atrás numa terra distante, havia uma banda chamada 'Aborto Elétrico'" (...)

O "Aborto Elétrico" tinha integrantes que mais tarde se dispersariam em duas bandas: Legião Urbana e o próprio Capital Inicial. Parte das composições passaria a cada um dos lados nesse "divórcio musical", além de algumas canções terem interpretações comuns às duas bandas (como a clássica "Que País é Esse?").

O caso é que é muito comum ouvir, especialmente dos fãs do Legião, que (apesar da história comum), o Capital Inicial é inferior ao que o Legião foi, se não musicalmente, letristicamente. Esse é o ponto em que é preciso citar pelo menos 2 trabalhos do Capital Inicial, sem os dedos de Renato Russo, que realmente valem à pena pelas LETRAS: O álbum "Gig Ante" de 2004 e o atual "Das Kapital" de 2010.

As composições são da própria banda e letristicamente empregam um recurso muito similar ao que o Engenheiros do Hawaii usavam nas suas canções: boas doses de filosofia, jogos de palavras e referências a ditados populares e afins. De certa forma, algo nesse sentido já havia aparecido no trabalho de 2002, "Rosas e Vinho Tinto", mas acabou ofuscado pelo sucesso de "A Sua Maneira" (um cover da música "De Música Ligera" da banda argentina Soda Estereo).

Em "Gig Ante" temos destaque para "Instinto Selvagem" num grande manifesto de "vamos chutar o pau da barraca", "Respirar Você" com a melhor dica de todos os tempos pra esquecer uma dor de cotovelo: "vou fingir que nunca te vi, vou viver sem ter onde ir, até cansar de respirar você" (sério mesmo,funciona!), a sensacional "Não Olhe Pra Trás" com sua jogada lógica e pitadas de filosofia faz você pensar com frases como "se o que era errado ficou certo as coisas são como elas são" e "inteligência ficou cega de tanta informação" só perde (na minha opinião) pra "Insônia" (algo que eu já tive bastante) já que essa canção específica não se parece em nada que o Capital te há feito até hoje com um experimentalismo inusitado tanto na diferença instrumental quanto vocal (mal dá pra reconhecer que seja o Capital Inicial nessa música).

Em "Das Kapital", os jogos de lógica  à semelhança de "Não Olhe Pra Trás" continuam em "Vivendo e Aprendendo" e "Como se Sente?" com frases que lembram muito as composições do Engenheiros como "os dias são sempre iguais, o mesmo filme em todos os canais" e "sempre presente o medo de falar na frente dos outros o que ninguém quer escutar", além das tradicionais histórias de romance que toda banda brazuca não abre mão como em "Depois da meia-noite" (passamos muito tempo sentados na calçada falando e  não dizendo nada) e dilemas existenciais com uma pitada de romance em "Melhor".



Depois dessa matéria e de acompanhar um pouco mais do som e das letras do Capital Inicial eu não posso afirmar nem que o som nem que as letras pioraram, de fato, o que me parece é que a visibilidade da banda diminuiu. É comum que as  pessoas que tanto  falam do "auge" e da decadência do rock nacional sejam as mesmas pessoas que não acompanham os trabalhos das boas bandas ainda na ativa preferindo viver de passado. Apesar da era da internet o público ainda é levado pelos ventos da mídia. As boas bandas nacionais continuam boas, a mídia é que não liga muito pra elas.

Fontes:

Just keep rocking! \m/

domingo, 3 de março de 2013

Amos


Que tal um pouco mais de underground pra aumentar sua culturinha? Volta e meia a gente descobre algo no underground que soa bem e que (quase sempre) você nunca teria oportunidade de ouvir no mainstream tv/rádio justamente por ser pouco comercial, apesar da qualidade. Normalmente as pessoas gostam de música ruim e eu desisti de tentar entender o motivo. Se esse não é o seu caso, conheça Amos.

Amos é um banda nacional com forte influência tanto do Heavy Metal tradicional quanto do universo gótico, mas o modo como incorporou essas duas tendências é um tanto novo. Solos de guitarra bem trabalhados, vocal grave, grooves, e tudo junto de uma vez só.

Aparentemente (e infelizmente, na minha opinião) a banda entrou em hiato depois de 2009 (maldito mainstream! Por que meu Deus? Por quê?!).

Detalhe: como o Amos não é uma banda fácil de achar na internet (e não tinha NADA deles no Grooveshark), postei as músicas deles que encontrei no youtube, mas vi que tem algumas coisas deles na Last FM também. Ah, a banda é cristã, e o nome Amos vem do nome do profeta Amós, autor do livro bíblico de mesmo nome.

Quem gostar curte aí!



Discografia:

Confort in Trouble (Demo - 1998)  
Gothic Soul (CD - 1999)  
A Matter of Time (CD - 2005)  
Lost Essence (EP - 2006)  
9408 (DVD - 2008)  
Acoustic (EP - 2009)


Fontes:

Just keep rocking! \m/


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Megadeth


Por mais que eu queira não dá pra falar de Megadeth sem falar de Metallica. Muitas pessoas encaram o Metallica como a eterna "melhor banda do mundo". Eu até concordo que o Metallica foi uma das mais importantes na história do Heavy Metal, mas vamos encarar a realidade, o Megadeth é bem melhor, e eu pretendo dizer o porquê: Só pra começo de conversa, a melhor fase do Metallica foi a que o fundador do Megadeth, Dave Mustaine, era o guitarrista principal. Isso por si só já diz muito.

Ah, vc não sabia?! Dave Mustaine era guitarrista e compositor de boa parte do material do Metallica até a época do "Kill 'Em All" quando foi expulso por ser terrivelmente irresponsável. Apesar de guitarrista eficiente, à semelhança do Dr. House, Dave Mustaine era um grande "son of a bitch", chegou até a bater o furgão que a banda usava para as turnês porque estava chapado. Após ser expulso do Metallica, Mustaine decidiu, por puro desejo de vingança, montar uma banda mais rápida, mais pesada e melhor que o Metallica (e conseguiu), lançando o Megadeth com 2 épicos álbuns SEGUIDOS: "Killing Is My Business... And Business Is Good" e "Peace Sells... But Who's Buying?" em 1985, 1986. Entretanto, não vamos discutir a vida dos caras, mas a OBRA.


James Hetfield, guitarrista e vocalista do Metallica 
recebendo seu presente de dia dos pais

Metallica mudou pra agradar o mainstream, seu som hoje não se iguala em praticamente nada aos seus primeiros anos. Qualquer um que tenha ouvido qualquer coisa do Metallica depois de "Load", no ano de 1996, vai concordar. O Megadeth também já sofreu algumas mudanças, como na fase dos álbuns "Cryptic Writings" de 1997 e "Risk" em 1999, onde deixaram o thrash um pouco largado pra fazerem um som mais próximo do Hard Rock, mas eu não poderia culpá-los, acredito que qualquer pessoa depois de tocar ou ouvir um estilo só, por mais que goste do estilo, se CANSA às vezes. E, após desse "descanso" o Megadeth voltou com um excelente álbum "pós-férias": "The World Needs a Hero" de 2001. De lá pra cá, o som do Megadeth se tornou cada vez mais intenso e ao mesmo tempo obscuro, Mustaine adotava tons mais graves que caíram como uma luva pra voz característica (e que voz estranha do caramba, diga-se de passagem! Não é comum ouvir pessoas com um tipo de voz daquele). Outro fato interessante é o dá conversão de Mustaine (ex-vida loka) ao Cristianismo, que fica muito evidente em sua música de 2004 pra cá com o "The System Has Failed" em diante. Já era hora de Mustaine ter um pouco de juízo, não? As letras do Megadeth, e Megadeth=Dave Mustaine (vou explicar isso abaixo), já eram excelentes pela qualidade de questionamentos políticos, mas hoje temos ainda como dignas de nota as letras de "Washington Is Next", "Shadow of Death", "Truth Be Told" e "Blessed Are the Dead" abordando temas relacionados à fé cristã. Entretanto, devo um certo destaque particular ao trabalho musical do Megadeth numa (pasmem) canção de AMOR "The Hardest Part of Letting Go...Sealed With a Kiss". 


Um dos melhores álbuns do Megadeth, "Rust In Piece", de 1990, chegou a ser relançado na forma de show ao vivo em 2010, marcando um dos melhores desempenhos do Megadeth.

A banda teve diversas formações que sempre incluíam músicos profissionais, alguns com interesse de aprender a tocar da mesma forma inovadora (na época) de Mustaine. Entenderam agora porque eu disse que Megadeth=Dave Mustaine? O que nos leva a uma declaração que, apesar de não ser uma das declarações mais humildes do Guitarrista e vocalista do Megadeth (ao ser entrevistado no documentário sobre a história do Thrash Metal chamado "Get Thrashed"), é totalmente verdadeira:

"Isso soa arrogante, me desculpe, mas estou contando os fatos. Eu afetei 3 das 5 grandes bandas".

Dave Mustaine, falando sobre o "Big 5" (as cinco maiores bandas de Thrash Metal: Metallica, Megadeth, Anthrax, Slayer e uma quinta que, dependendo de pra quem você pergunta, pode ser Exodus, Testament, Pantera, etc) - Documentário "Get Thrashed" aos 22 minutos do documentário.


Fontes:



Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Switchfoot



Switchfoot é o tipo de banda que dá orgulho divulgar. Apesar de ter uma pegada Pop Rock eles fazem bem mais que isso. Eles escrevem letras que prestam (afinal, letras sobre sexo, drogas e sobre o quanto rock and roll é "legal" não nos tornam melhores que fãs de arrocha, pagode, sertanejo universitário, funk ou coisa pior, se é que é possível que exista algo pior que funk...).

Formada em 1996 em San Diego Califórnia, Switchfoot (graças a Deus) não é uma banda de Hardcore californiano, pelo contrário, estão mais próximos em alguns momentos do Hard Rock misturado ao Grunge (de alguma forma eles tornaram isso possível).
O que mais chama atenção é quando você procura entender as influências musicais e letrísticas da banda. Vide um trecho extraído da Wikipédia:

"É evidente nas suas canções as alusões ao trabalho de filósofos como, Søren Kierkegaard e Agostinho de Hipona, nas canções: "Sooner or Later (Soren's Song)" e "Something More (Augustine's Confession)", respectivamente. "Meant to Live", o sucesso do conjunto, foi inspirado pelo poema de T. S. Eliot, "The Hollow Men", enquanto "Stars", o single do álbum, Nothing is Sound, brevemente vê as coisas de uma perspectiva do Descartes, de acordo com Jon. "Nós nunca nos encaixamos em nenhum tipo de lista de gêneros de música", diz Jon na entrevista dada ao VH1 (rede de TV). Jon acredita que a diversidade da banda é o forte deles. Eles acreditam que extraem tanto do Police e James Taylor, quanto dos Beatles e Stevie Wonder. Nós nunca cabemos em nenhum gênero de música. Compositores como Bono, Bob Dylan e Johnny Cash inspiraram nas letras das canções de Jon. O Switchfoot também foi objeto de inspiração para o livro "Sangue de Anjos", segundo seu autor, Reed Arvin."


As letras são um deleite para quem gosta de um bom livro de filosofia. Se a ideia era fazer o ouvinte pensar, funcionou comigo. A propósito, Switchfoot é uma banda cristã.

Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/ 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Alex Band (The Calling)

Alex Band na fase do The Calling

Alex Band é o ex-vocalista da banda americana The Calling. Os caras estouraram no fim dos anos 2000 com uma canção de nome "Wherever You Will Go" e são o que gosto de chamar despojadamente de "alguns hit wonder". A marca registrada em seu trabalho era justamente a voz firme de barítono de Alex (um diferencial já que a maioria dos cantores no mainstream são tenores) e o fato de usarem poucos acordes em melodias simples e populares.

A banda durou apenas 2 álbuns de estúdio: "Camino Palmero" de 2001 e "Two", lançado em 2004 e apesar de ser uma banda de pop rock, compuseram algumas pérolas esquecidas pelo mainstream como "Somebody Out There" - uma canção sobre o sofrimento humano e como lidamos com ele, sendo que a canção começa com o que parece ser a descrição de um abuso, uma letra densa e melodia sombria, além de canções como "Unstoppable" e "The Truth" (me corrija quem interpretou diferente, mas me parece ser sobre forças invisíveis tentando controlar as vidas humanas, uma visão bem próxima do conceito de "Grande Conflito" usado por autores cristãos como Ellen G. White) e "Lost", bem diferentes da levada comum da banda, apesar de ainda se notar os traços de simplicidade comuns ao The Calling.




O caso é que, com o fim da banda, seu ex-vocal Alex Band entra em carreira solo que conta com 2 EPs e um disco solo chamado "We've All Been There" lançado em 2010.
O que torna os novos trabalhos de Alex Band interessantes é sem dúvida o amadurecimento de suas letras. Assim como no caso do brasileiro Jay Vaquer, o que falta em experimentalismo musical sobra em qualidade letrística:

  • "Please" se aborda o aspecto religioso da vida humana e qual seria seu significado; 
  • "Fame" é uma canção que fala do quanto o estrelismo corrompe o caráter; 
  • "What Is Love" é uma interrogação sincera sobre que droga está acontecendo com as pessoas que têm se tornado cada vez mais frias e insensíveis, sem amor uns pelos outros; 
  • "Cruel One" é a resposta para essa pergunta vinda de um cara que passou por 2 divórcios, mesmo tendo ficado ao lado da 2.ª mulher enquanto ela passava pelo câncer (o amor é descrito como a força mais cruel de todas... não está tão longe da verdade).

Melodicamente falando, duas canções de seu último EP merecem destaque, talvez não unicamente, mas principalmente, pelo desempenho vocal de Alex: "It Doesn't Get Better Than This" e "Take Me Back". Nem só de "Wherever You Will Go" viveu The Calling...
Ah, todas as músicas citadas estão na playlist acima. Confira abaixo um trechinho de "Take Me Back". Enjoy!




Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

Ashton Nyte


Não dá pra falar de Ashton Nyte sem mencionar sua carreira no The Awakening, banda gótica e cristã da África do Sul com um vocal grave pra danar (sim, você acabou de ler isso). 

Apesar do extremo peso e sombriedade gótica nas canções, os trabalhos solo do cantor são diferentes do The Awakening.

Por exemplo: The Slender Nudes, de 2000, flerta com o eletrônico, mas fortemente influenciado por David Bowie.

*Dirt Sense, de 2002 é mais minimalista e difícil de se enquadrar em qualquer estilo existente, lembrando a sonoridade de "Cover" e "The Other Garden" do The Awakening, mas com canções que dariam a direção do álbum seguinte com uma marcação típica do trip-hop na faixa "Automation" e em "New Messiah Of The Week" (uma das letras mais incríveis que já ouvi dentro do tema do próprio título).

*Sinister Swing, de 2003 é alguma coisa entre o jazz e o trip-hop mas com forte influência gótica. As canções soam bastante "escuras".

*Headspace (2005) - Mudando totalmente de rumo, o álbum é puro rock and roll/noise rock. Outra vez, uma das canções dava a direção que seria seguida no álbum seguinte: "Like Jimmy Dean", um claro caso de flerte do cantor com western music. 

*The Valley (2009 South Africa, 2010 USA) - Último álbum lançado, tem uma sobriedade típica de um álbum que seria a trilha sonora perfeita de um filme de faroeste protagonizado pelo vilão. Mas é apenas pela densidade do som da voz de Ashton (de qualquer modo continuo achando o falsete dele horrível, por exemplo, na canção que dá nome ao álbum). "Medicine", uma das canções do álbum tem uma letra cristã da melhor qualidade. 

Fica abaixo uma playlist com as minhas canções preferidas do Ashton Nyte em carreira solo e algumas apresentações ao vivo do the Awakening de bônus:


Extremamente criativo, com excelentes letras. Se eu fosse você esperaria mais lançamentos estranhos desse senhor saído de Johannesburg. 


Just keep rocking! \m/

The Awakening



Imagine a dificuldade de formar uma banda na África do Sul. Agora imagine a dificuldade de achar uma banda gótica nesse cenário. Imagine agora a dificuldade em encontrar uma banda gótica cristã na África do Sul. Parece improvável não é? Mas existe!

The Awakening é uma BANDA GÓTICA CRISTÃ DA ÁFRICA DO SUL! Mais precisamente, de Johannesburg, e tem uma versatilidade pouco encontrada dentro do estilo. Não se trata de uma banda gótica nos moldes normais sinfônicos. Obs.: Não confundir com a banda de jazz nem com a de pop gospel de mesmo nome.

The Awakening tem uma trajetória que pode-se considerar "evolucionista": começaram pelo Dark Wave, passaram pelo Atmospheric, Avant-garde, Gothic Rock, Metal Industrial, Gothic Metal e agora estão numa linha puramente Dark.

Meu irmão chegou a definir Ashton Nyte como "o cara da voz cagada" na canção "Innocent", mas não percebeu que era o mesmo vocalista em "Razorburn". Nem todas as variações são belas, mas Ashton Nyte é um cantor de muitas vozes. Seus melhores vocais estão nos álbuns "Ethereal Menace", "The Fourth Seal Of Zeen", e do álbum "Roadside Heretics" em diante só tem melhorado. Além de que, uma das canções da banda tem uma das árias mais graves que já ouvi (a versão de "Amethyst" do álbum "The Fourth Seal Of Zeen"). Ponto pra eles pela originalidade e pelo cover de Simon & Garfunkel em "The Sounds Of Silence":



Sua discografia conta com 13 álbuns (até agora) lançados entre 1997-2009 soando como poucas bandas. A única que consegui como parâmetro de comparação foi o Sisters Of Mercy e mesmo assim a comparação só funciona nos álbuns de Dark Wave do Awakening.

O vocal de Ashton Nyte é outro capítulo à parte: ele é variável em cada álbum. Tecnicamente é um barítono que alterna entre vocais líricos, vocal fry, vocal operístico e falsete (o falsete mais horrível que já ouvi, mas não chega a ser desafinado, só esquisito).

Obs.: É a banda mais SOMBRIA que já ouvi até hoje. Faça o teste você mesmo ouvindo:

"We Fell"
"Precious"
"Prophet"
"Before I Leap (Sub Coma Mix)"
"Sacrificial (Lacerated Version)
"Marked", "Nostalgia"
"Cover"
"Heaven Waits" 

Algumas dessas canções nem estão em plataformas de streaming, mas vocês podem ouvir nossas recomendações clicando no canal do Telegram.

E se existir algo com o mesmo calibre vocal, deixem um comentário!

Para saber +: Wikipédia - Site Oficial - Last FM

Just keep rocking! \m/

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Panic At The Disco


Lembram que eu mencionei certa feita que nem toda banda que atualmente está ruim necessariamente era ruim no começo, mas pode ter feito coisas interessantes no passado? Pois bem, agora imagine que uma dessas bandas resolva retornar às origens? Boa notícia não?

Esse é o caso do Panic At The Disco. A banda estreou em 2005 com o incrível álbum "A Fever You Can't Sweat Out" mesclando uma dezena de elementos inexplicáveis pra uma banda que começou a carreira fazendo cover do finado Blink 182 (pra lá de previsível musicalmente). Panic incorporava instrumentos de música erudita barroca, indie, elementos circenses, música eletrônica (dance, pra ser mais exato) e dark cabaret. Sendo que a primeira parte do álbum era totalmente dance/eletrônica enquanto que a segunda parte era totalmente vintage. Pra lá de original!

Outro aspecto pra lá de original eram as letras como Camisado que conta a luta do pai de Brendon Urie contra o alcoolismo, "Lying Is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off" e "But It's Better If You Do": duas canções retiradas diretamente do roteiro do filme "Closer: Perto Demais" (recomendo o filme), "I Constantly Thank God For Esteban", canção que trata diretamente de como o culto religioso em muitas tem se tornado uma espécie de "show" onde a mensagem da fé em si tem pouca importância, além de "I Write Sins Not Tragedies" com um emblemático clipe que faz qualquer homem pensar duas vezes antes de casar com uma mina com histórico de infidelidade. Os clipes feitos pela banda para promover as canções do primeiro disco eram outro capítulo à parte, extremamente teatralizados.

O caso é que, depois de arrebanhar fãs mundo a fora, num acesso de criatividade (ou de falta dela, nunca saberemos) a banda mudou totalmente a fórmula e lançou o dolorosamente pop "Pretty Odd" em 2008, o que acerretou a perda do "!" no nome da banda, que passou de "Panic! At The Disco" para "Panic At The Disco". O novo trabalho foi uma decepção pra quem esperava algo na mesma linha do 1.ª álbum. A banda havia se tornado mais uma entre tantas bandas de pop suave sem nenhum diferencial criativo além de uma ou outra letras bonitinhas. Se você ouviu esse álbum e teve a impressão que era de música infantil, foi exatamente essa a impressão que tive ao ouvir "Pretty Odd".

Porém, ainda havia esperança de redenção, contando agora apenas com 2 de seus membros fundadores, o Panic se arrependeu de seus pecados e lançou "Vices & Virtues" em 2011. Fui ouvir mais por curiosidade que por esperança de que tivessem feito algo bom e que surpresa ao notar que, embora não fosse como o 1.ª álbum, havia algo de retorno às raízes! O som novamente empregada elementos alternativos mesclados do Indie, do lado eletrônico do Dark Wave e alguma sonoridade barroca dentro do contexto do pop contemporâneo como se tivessem harmonizado os dois primeiros trabalhos numa síntese bem coerente nesse 3.º álbum. Fiquei satisfeito ao ouvir e pensei: por que não criar uma linha do tempo no Billy To Indie que permitisse aos curiosos, decepcionados ou entusiastas do Panic comparar os 3 trabalhos? E assim, aqui estamos nós! Confiram:


Fonte: Wikipédia

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