Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Covercraft


Já ouviram falar de crise de meia-idade? Pois é meu amigo, se você ainda não teve, acredite em mim... vai ter. E vai parecer que você tem 10 telas de TV ligadas em canais diferentes na sua cabeça, todas exibindo, ao mesmo tempo, versões alternativas suas se você tivesse tomado decisões diferentes na sua vida!
Como tudo que é bom ressuscita ao terceiro dia... ou, no caso desse blog, bem depois do terceiro dia, billytoindie retorna das trevas do Hades (e não me refiro à marca de suco) para te questionar: Que diabos você está fazendo da sua vida?

Eu explico: Chega um certo momento na sua vida musical (quando você tem um mínimo de noção do que é isso... e não, não é aquilo que você assiste no "Ídaluz", nem na parte engraçada nem na que ganha o concurso!), em que você se questiona: seriam meus ídolos tão bons assim ou estou superestimando os caras e gritando como um retardado no meio do show?


E mais, você que tem a mínima noção do que é uma melodia com cadência de tempo e rimas que façam sentido, começa a se perguntar, bem no interior desta latrina que você chama de cérebro: teria eu, um mero mortal, chance de me tornar um músico competente se eu tivesse mandado todos para aquele lugar quando riam ao ouvir falar de faculdade de música? Daqueles que te menosprezaram quando quis montar uma banda? Aqueles que enchiam sua mente de dificuldades quando você dizia que não, nunca iria tocar arrocha, axé, pagode, sertanejo, nem funk (muito menos funk!), nem nada que possa ser usado para disfarçar os sons que você produz enquanto está de visita no banheiro da casa de um colega...


E se você tivesse usado rolhas de champagne nos ouvidos quando seus pais te perguntaram: "E isso dá dinheiro?" É quando você começa a se questionar: teria eu condições de conquistar um espaço honesto ao sol que ilumina tantos viciados e prostitutas e lhes proporciona tantos ridículos direitos autorais e salários que matariam a fome de todas as criancinhas da África?

Pois é! Assim como na banda fictícia dos Simpsons no 8.º episódio da 26.ª temporada (todo mundo ama Simpsons!), as crises de meia-idade são o melhor momento para juntar seus amigos que, assim como você, fogem do trabalho para fazer versões caseiras das bandas que aprenderam a amar! 



Nessas férias, comecei a tocar algumas coisas em casa por mera diversão e com a ajuda dos amigos Guga (guitarrista) e Zinho do StudioZ (baixo, bateria e mixagem) surge o nosso próprio COVERCRAFT! Conheça nosso som pelo Telegram.



Então, faça algo da sua vida que não seja criticar quem produz alguma coisa dizendo o quanto são amadores e divirta-se tentando dar algo útil à sociedade. E não estou falando do seu trabalho porque todos sabem que adultos saudáveis não gostam de trabalhar! ;-)

Créditos das mixagens de "H3ll D0n't N33d M3" e "My Pr0m1s3" para StudioZ (clique para conhecer).


sábado, 31 de agosto de 2013

Decadência Musical Brasileira Demonstrada


Os créditos do vídeo acima são do canal Não Famoso. Tem muita paródia legal consertando as porcarias que tocam nas rádios Brasil afora e análise racional das letras provando por A + B pra qualquer ser humano da Terra que realmente "há algo de podre" com a música brasileira no mainstream. Divulgem!

E Deus tenha piedade de nossos ouvidos!

Just keep anonymous! 


domingo, 30 de junho de 2013

William's Shakespeare Hamlet

Pra quem se lembra da postagem do disco Venus Doom, do HIM, que canta a história da "Divina Comédia - O Inferno de Dante", aqui vai mais uma dica de um álbum + ou - antigo, porém espetacular em qualidade. Trata-se do William's Shakespeare Hamlet, uma coletânea de Bandas Nacionais que cantam em inglês (Me diz Jesus, por quê?! Por quê?! afff...) cantando a história do clássico de William Sheakespeare. Clique na capa para ouvir:


Para quem quiser saber detalhes da produção do álbum, há uma excelente matéria no ProjetoX Podcast, a quem eu devo os sinceros parabéns pela tradução das canções disponível no YouTube, onde dá pra ouvir o álbum inteiro com as letras traduzidas (apesar de alguns errinhos grosseiros, dá pra pegar a ideia).

Tracklist:

01 - Delpht: From Hades To Earth
02 - Santarem: Sweet Flavour of Justification
03 - The Happiness of The Queen (Voice Vignette)
04 - Hammer of The Gods: Visions of The Beyond
05 - Villainy (Flute Vignette)
06 - Krusader: The King's Return
07 - Nervochaos: The Truth Appears
08 - The Play (Guitar Vignette)
09 - Vers' Over: A Letter To Ophelia
10 - Sagga: Dagger of Words
11 - Imago Mortis: Pravers In The Wind
12 - Symbols: Stormy Nights
13 - Hands of Fury (Keyboard Vignette)
14 - Hangar: Hidden By Shadows
15 - Fates Prophecy: Trap
16 - Eterna: Good By My Dear Ophelia
17 - Tuatha de Danann: The Last Words
18 - To Be... (todos participam dessa faixa que é, na minha opinião, a melhor do álbum)


Para mais informações:



Just STOP locking good albuns! \m/


Confraria da Costa

Provavelmente uma das indicações mais bizarras que já passou por esse blog: Confraria da Costa (ou, como eu gosto de chamar, CONFEITARIA da Costa, sempre com as melhores massas salgadas, doces, aceitamos encomendas pelo 0800-Pirata Alma Negra) - uma banda nacional que canta em português (e hoje em dia isso não é pleonasmo) canções de pirata com uma pitada de rock, apareceu na minha vida por indicação de uma amiga (oi de novo Herz! XD) e eu achei muito legal!

Enjoy:


Just keep traveling the world and the 7seas! \m/

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brothers of Brazil


Ok, admito, essa matéria é reblogagem pura e descarada! Mas devo confessar que odiei que, no finado site tozco.com, tenham escrito isso ANTES DE MIM!
também conhecidos como Supla e João Suplicy: "The Brothers of Brazil"



Eu já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha escutado as músicas da dupla e nem visto os dois se apresentando. Rolou um amostra grátis ontem no Programa do Jô e sabe o que mais? Eu gostei! Bastante até! Mas eu sou suspeita pra falar pois já gostava do Supla na época de pérolas como "Menina de família safadinha", "Encoleirado" e "Você só pensa na fama", que aliás nem sei se chama assim mesmo pois faz teeeempo. Achei meio caída aquela época de "Green Hair" (Japa girl), mas desta vez a combinação aparentemente estranha do aparentemente certinho João Suplicy com o punk-glam-showman-esdrúxulo-besourosuco Supla (afinal eles têm os mesmos genes, não é?) teve um equilíbrio surpreendente! As músicas são bacanas, conservam a ironia e a linguagem do Supla só que bem mais elegantes. Acho que o terno anos 50 e o penteado que João envergava no Programa do Jô deixou-o com a cara do Tom Jobim, que compunha com muita elegância. Inspiração ou sessão espírita? Supla, como todos devem ter notado, tem parentesco próximo com Beetlejuice. Muito próximo!

Mas e quanto às músicas? Então, entrei no site deles para ouvir mais dos irmãos, pois só assisti "Samba around the clock" e "Brothers of Brazil" (que gruda na cabeça, mas de um jeito bom) no programa. Adorei! Mesmo "Remind You" que parece não ter nada a ver com o resto me lembra o Supla oldschool. Inrotulável mas algo como Joey Ramone com Beatles com pitadas meio bregas geniais. Vale muito a pena ouvir todas! Eu não vou ficar aqui tentando definir o som não porque eu não sou crítica de música e depois o povo vai me tacar pedra, mas a boa é conferir os dois ao vivo. Eu vou!

Brothers of Brazil -dia 22 de maio às 21h no Cinemathéque
R. voluntários da Pátria ,56 – Botafogo – Rio de Janeiro

Just don't keep the samba dies! \m/ 

sábado, 11 de maio de 2013

Remadores do Último Porão



É impressão minha ou quanto mais bizarro o nome da banda mais original o som?

Remadores do Último Porão é uma banda de Goiás com uma proposta de som bastante inusitada: uma mescla de metalcore, teclados sintetizadores e flertes com death metal. Se isso já não é original por si só, adivinhem: ELES CANTAM EM PORTUGUÊS! Ah sim, eu mencionei que é uma banda cristã?

O primeiro EP da banda está disponível para ouvir aqui e temos 2 clipes bem interessantes no youtube que vocês podem checar aqui mesmo. Enjoy!


Mas se você é um mané de mente fechada que acha que nunca se deve misturar sintetizadores com outros instrumentos: não ouça a música, não veja o clipe e, por gentileza, procure outro blog que compartilhe das suas mesmas convicções musicais... Aliás, que diabos você veio fazer aqui? XD

Enfim, Remadores é muito bom!

Just keep remando! \m/ 
;- )

domingo, 14 de abril de 2013

Elldorado

Ok pessoal, da última vez eu disse:


"Não me perguntem nada ainda sobre esses caras. Achei TOTALMENTE POR ACIDENTE quando liguei meu gerador de improbabilidade aqui de casa. Banda de Screamo nacional, canta em português, o som é bom, a letra é boa, e o clipe ainda por cima é engraçado!
Posto qualquer coisa sobre eles mais tarde, mas vale a apresentação! Com vocês: Elldorado!"



Dessa vez no entanto, eu consegui trazer algumas informações sobre a banda:


Após a descoberta do site Metal Em Português, pensei em trazer algumas bandas brasileiras que CANTAM EM PORTUGUÊS e lá mesmo encontrei o vídeo do Elldorado acima.
Como alguns de vocês devem ter notado, o diálogo do dono do bar com o faxineiro e a resposta do faxineiro fica ainda mais hilariante quando você nota o que o faxineiro faz quando a "banda" começa a tocar! XD
Enfim, Elldorado é uma banda cristã de Screamo de SP (e aí eu me pergunto, o que diabos eles estavam pensando em fazer um clipe num bar da Heineken? Talvez só pra aumentar o efeito cômico do vídeo... Ou não... Sei lá, mas a letra é boa!).
Por enquanto a banda tem apenas 1 álbum gravado, mas deu uma boa demonstração de potência sonora na minha humilde opinião. Ah, e não estranhe se tiver que ouvir uma segunda vez até perceber que eles estão cantando em português (screamo em português pra mim é novidade), da segunda vez em diante vc começa a entender as palavras! 

Just keep rocking! \m/

Huaska

 

Salve pessoal!
Após a descoberta do site Metal Em Português (In Memorian), pensei em trazer algumas bandas brasileiras que CANTAM EM PORTUGUÊS.

Uma particularmente interessante que eu descobri é uma banda de São Paulo chamada Huaska. A proposta da banda é muito interessante: mesclar o metal com música brasileira. O interessante é que a parcela da música brasileira escolhida foi justamente o samba e a bossa nova!

Eu sei que até o Sepultura já usou elementos de música brasileira e já gravou bossa nova, mas NÃO É ESSE O CASO AQUI! A proposta do Huaska é uma FUSÃO entre samba, bossa nova e metal! Isso é um passo além do que qualquer banda brasileira já fez!

Vamos por partes: A mistura é uma característica que aparece timidamente em Mimosa Hostilis, o 1.º trabalho da banda (que mais parece um álbum do Deftones em português) na faixa "Voyeur" - um excelente cd aliás. Os dois trabalhos seguintes da banda são intermediários em que a banda experimentava formas de unir metal + letras em português + mpb (pra sermos sinceros nem sempre deu certo nesses álbuns). Mesmo eu não considerando o "É Chá de Erva Doce" um álbum com vocais bem trabalhados a canção "Minha Alma Fede" é soturna e boa de ouvir, "Sua Beleza Me Faz Mal" tem uma letra até interessante, apesar de não ser a melhor interpretação do vocalista Rafael Moromizato; já "Bossa Nenhuma" é musicalmente  muito mais bem trabalhado em instrumental e nos vocais, e é justamente nesse álbum que a mistura entre samba, metal e bossa nova se torna constante e consistente, mas peca em algumas letras como e.li.sa (puro tapa buraco do álbum), todavia, foi justamente uma canção desse álbum que me fez gostar e procurar mais trabalhos da banda: O Machete - canção emblemática baseada no conto homônimo de Machado de Assis, uma canção tensa com o uso de um machete contra um violoncelo embalada com distorções de guitarra num clipe que lembra muito uma das minhas bandas favoritas: Deftones. O som ficou incrível e o vocal está perfeito. Pra quem não conhece o conto de Machado de Assis a letra parece confusa, mas ao lê-lo você descobre exatamente do que a letra está falando e, confesso que me surpreendi. Recomendo MUITO!



No novo álbum "Samba de Preto" as coisas chegam a um nível de profissionalismo invejável, as letras amadureceram tanto nesse álbum quanto o som havia evoluído do 2.º para o 3.º álbum da banda harmonizando palavra e melodia. O novo álbum conta com a participação pra lá de especial de Eumir Deodato (que já produziu nomes como Bjork e Tom Jobim) e Elza Soares! Confira entrevista:




Obs.: A introdução de "O Mar" chega a lembrar o estilo de uma outra banda excelente: Apocalyptica; a banda fez uma regravação de Tom Jobim em versão rock na faixa "Chega de Saudade"; "Foi-se" e "Samba de Preto" são canções de luto com peso e letras intensas. São esses apenas alguns destaques. Vou deixar vocês se surpreenderem com o resto sozinhos. Aqui vai um pouco do trabalho do Huaska pra vocês apreciarem, e acreditem: SAMBA DE PRETO é muito bom!


Just keep rocking! \m/

Sabbatariam


Mais uma vez temos uma banda underground no Billy to Indie!

É fato que nem tudo que é bom é conhecido. E é fato que, mesmo entre os trolls temos muita coisa interessante sendo produzida. Sim, vamos falar de uma banda de Death Metal - a 2.ª aqui no blog - mas não qualquer banda de Death Metal.

Você já percebeu que, normalmente, quem é fã de Metal Progressivo não curte Death Metal e quem curte Death Metal não curte Metal Progressivo? O que acontece então se uma banda une os 2 estilos?

Sabbatariam é uma dessas bandas que, infelizmente, talvez nunca toque numa 89 FM, mas é uma das mais tradicionais do underground nacional, chegando até a atingir o exterior ao gravar um split (um álbum com músicas de 2 bandas) com a banda suíça de Metal Extremo DEMONICIDUTH. O som é cantado em inglês, e é comparável apenas talvez ao Job For A Cowboy em peso, com o diferencial de muitas mudanças na cadência de tempo e até com o uso de vocais femininos em alguns momentos, como em Extreme Reborn e no cover de "Died in The Battle" (cover de outra banda underground: Sentido Oposto, tão underground que não achei NADA sobre deles na internet além de referências feitas por outras bandas, como no caso, o Sabbatariam).

Além da experiência de um som intenso e criativo, os vocais rasgados do thrash e os guturais roucos tem uma intensidade incomum (não sei se por característica vocal dos vocalistas que passaram pela banda ou pelo método de regulagem do som). As letras são um capítulo à parte: por ser uma banda cristã as letras apresentam temas bíblicos, então não se preocupe com as canções em inglês porque eles não estão xingando vocês nem te mandando pra aquele lugar! :- )

Detalhe: A banda tem uma série de covers de clássicos de algumas das bandas mais tradicionais do underground cristão como Tourniquet, Trouble, Stryper, Impellitterri, Bride, etc, 3 deles aqui para download. "From Dust To Dust" também foi disponibilizado online pela própria banda (basta clicar no nome do álbum pra baixar). Aproveitem!


Discografia:

Sword of God (Demo - 2002)
Split Dogs of Antichrist - The Valley of the Shadow (Demoniciduth / Sabbatariam) [2005]
From Dust to Dust (EP - 2007)
Left Behind (álbum não-realizado)
The Valley of the Shadows (CD - 2012)


Fontes:


Just keep rocking! \m/


sábado, 30 de março de 2013

Metal em Português (2020 Reissue)


Já pensou se tivesse um site que reunisse várias bandas apenas de Metal NACIONAL, com as bandas organizadas por estilo e estado? Agora imagine que todas as bandas listadas cantassem em português.

Como não sei se isso existe e DETESTO INSTAGRAM, vocês vão ter que se virar com a playlist aí embaixo mesmo:




A maioria das bandas de metal nacional que eu conheço cismam em cantar em inglês para "atingir mercado no exterior" e isso faz algum sentido... mas, se é pra atingir o estrangeiro ,cantar em português não seria um diferencial na sonoridade que atrairia ainda mais os ouvidos pouco acostumados com os fonemas do nosso idioma? Quer dizer, isso funciona com música internacional aqui! Quantas bandas estrangeiras você conhece que resolveram cantar em português pra atingir o mercado brasileiro?

Agora que o Sertanejo e o Funk dominaram nosso país, você já sabe a quem culpar...

Just suffer well! \m/

quarta-feira, 6 de março de 2013

Capital Inicial


 Eu sei o que vocês devem estar pensando: "depois de todas aquelas bandas estranhas por que diabos o cara resolve falar de Capital Inicial"? Tem dois motivos principais:

1 - É Nacional
2 - Tem coisa boa por aí

Na ativa desde 1986, o som do Capital passou por algumas transformações nos primeiros anos e desde então adquiriu uma forma de pop rock bem estável.

Boa parte das letras do Capital Inicial tiveram um ou mais dedos de Renato Russo, finado vocalista do Legião Urbana. Nas palavras do próprio Dinho Ouro Preto no CD/DVD Ao Vivo da Banda para o Multishow, em 2008:

"Há muito tempo atrás numa terra distante, havia uma banda chamada 'Aborto Elétrico'" (...)

O "Aborto Elétrico" tinha integrantes que mais tarde se dispersariam em duas bandas: Legião Urbana e o próprio Capital Inicial. Parte das composições passaria a cada um dos lados nesse "divórcio musical", além de algumas canções terem interpretações comuns às duas bandas (como a clássica "Que País é Esse?").

O caso é que é muito comum ouvir, especialmente dos fãs do Legião, que (apesar da história comum), o Capital Inicial é inferior ao que o Legião foi, se não musicalmente, letristicamente. Esse é o ponto em que é preciso citar pelo menos 2 trabalhos do Capital Inicial, sem os dedos de Renato Russo, que realmente valem à pena pelas LETRAS: O álbum "Gig Ante" de 2004 e o atual "Das Kapital" de 2010.

As composições são da própria banda e letristicamente empregam um recurso muito similar ao que o Engenheiros do Hawaii usavam nas suas canções: boas doses de filosofia, jogos de palavras e referências a ditados populares e afins. De certa forma, algo nesse sentido já havia aparecido no trabalho de 2002, "Rosas e Vinho Tinto", mas acabou ofuscado pelo sucesso de "A Sua Maneira" (um cover da música "De Música Ligera" da banda argentina Soda Estereo).

Em "Gig Ante" temos destaque para "Instinto Selvagem" num grande manifesto de "vamos chutar o pau da barraca", "Respirar Você" com a melhor dica de todos os tempos pra esquecer uma dor de cotovelo: "vou fingir que nunca te vi, vou viver sem ter onde ir, até cansar de respirar você" (sério mesmo,funciona!), a sensacional "Não Olhe Pra Trás" com sua jogada lógica e pitadas de filosofia faz você pensar com frases como "se o que era errado ficou certo as coisas são como elas são" e "inteligência ficou cega de tanta informação" só perde (na minha opinião) pra "Insônia" (algo que eu já tive bastante) já que essa canção específica não se parece em nada que o Capital te há feito até hoje com um experimentalismo inusitado tanto na diferença instrumental quanto vocal (mal dá pra reconhecer que seja o Capital Inicial nessa música).

Em "Das Kapital", os jogos de lógica  à semelhança de "Não Olhe Pra Trás" continuam em "Vivendo e Aprendendo" e "Como se Sente?" com frases que lembram muito as composições do Engenheiros como "os dias são sempre iguais, o mesmo filme em todos os canais" e "sempre presente o medo de falar na frente dos outros o que ninguém quer escutar", além das tradicionais histórias de romance que toda banda brazuca não abre mão como em "Depois da meia-noite" (passamos muito tempo sentados na calçada falando e  não dizendo nada) e dilemas existenciais com uma pitada de romance em "Melhor".



Depois dessa matéria e de acompanhar um pouco mais do som e das letras do Capital Inicial eu não posso afirmar nem que o som nem que as letras pioraram, de fato, o que me parece é que a visibilidade da banda diminuiu. É comum que as  pessoas que tanto  falam do "auge" e da decadência do rock nacional sejam as mesmas pessoas que não acompanham os trabalhos das boas bandas ainda na ativa preferindo viver de passado. Apesar da era da internet o público ainda é levado pelos ventos da mídia. As boas bandas nacionais continuam boas, a mídia é que não liga muito pra elas.

Fontes:

Just keep rocking! \m/

domingo, 3 de março de 2013

Amos


Que tal um pouco mais de underground pra aumentar sua culturinha? Volta e meia a gente descobre algo no underground que soa bem e que (quase sempre) você nunca teria oportunidade de ouvir no mainstream tv/rádio justamente por ser pouco comercial, apesar da qualidade. Normalmente as pessoas gostam de música ruim e eu desisti de tentar entender o motivo. Se esse não é o seu caso, conheça Amos.

Amos é um banda nacional com forte influência tanto do Heavy Metal tradicional quanto do universo gótico, mas o modo como incorporou essas duas tendências é um tanto novo. Solos de guitarra bem trabalhados, vocal grave, grooves, e tudo junto de uma vez só.

Aparentemente (e infelizmente, na minha opinião) a banda entrou em hiato depois de 2009 (maldito mainstream! Por que meu Deus? Por quê?!).

Detalhe: como o Amos não é uma banda fácil de achar na internet (e não tinha NADA deles no Grooveshark), postei as músicas deles que encontrei no youtube, mas vi que tem algumas coisas deles na Last FM também. Ah, a banda é cristã, e o nome Amos vem do nome do profeta Amós, autor do livro bíblico de mesmo nome.

Quem gostar curte aí!



Discografia:

Confort in Trouble (Demo - 1998)  
Gothic Soul (CD - 1999)  
A Matter of Time (CD - 2005)  
Lost Essence (EP - 2006)  
9408 (DVD - 2008)  
Acoustic (EP - 2009)


Fontes:

Just keep rocking! \m/


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Jay Vaquer


Momento Rock Nacional?! Rock? Bem... mais ou menos.
Jay Vaquer não é exatamente o que se poderia chamar de roqueiro, mas tem alguma coisa sombria na alma que é familiar a todos que querem uma música mais densa, mais séria, mais sóbria.


O som do Jay Vaquer transita entre a MPB e o Rock, até aí nada muito diferente das bandas nacionais... Não fosse o fato que suas letras são completamente distintas do que rola a nível nacional, mesmo entre os que fazem boa música.

Histórias trágicas cantadas/contadas, ora raivosas ora pensativas, reflexões sobre psicologia e sobre o lado negro da natureza humana além de falar também sobre isso que o resto da música brasileira, e por que não dizer mundial?, chama de "amor".

Não fosse o fato de cantar em português e ter um som não tão agressivo, você poderia compará-lo ao blues americano com suas denúncias e tristes histórias cantadas sobre uma sociedade injusta ou vida injusta, a amargura de tempos passados e as mazelas emocionais presentes nas letras das boas bandas de grunge ou mesmo a dissecação do lado negro da alma humana que é tão comum, por exemplo nas letras do 3 Days Grace (resenha em breve).

Pelo sinceridade das letras eu digo: Jay, muito obrigado!

Para mais informações, clique:

Just keep rocking! \m/ 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Graforréia Xilarmônica

Imagine, e apenas imagine, que alguém se desse ao trabalho de, como se isso fosse possível... ou desejável, mesclar o som do The Who com o do Amado Batista, tendo um integrante dos Mamonas Assassinas psicografando novas letras do além. Imaginou? Não parece muito boa ideia, certo? Bom... aí depende.

Por incrível que pareça, ou por increça que parível, ALGUÉM FEZ ISSO! ...Bom, menos a parte de um finado integrante dos Mamonas psicografando as letras, já que ele teria que psicografá-las enquanto ainda estivesse vivo, o que não faria muito sentido, fora que ISSO NON ECZISTE!

Aqui vão algumas informações:


Graforréia Xilarmônica é uma banda brasileira de rock gaúcho, formada em 1987, inspirada na Jovem Guarda e nos grupos estrangeiros dos anos 60. A banda criou um som bem humorado, divertido e despreocupado, com alguns toques de música nativista.

A origem do nome
O nome da banda foi escolhido de maneira aleatória pelos integrantes: certa vez reuniram-se e decidiram fazer a escolha do nome através de um dicionário. Cada um deveria abri-lo em uma página qualquer e escolher a palavra mais estranha dentre as que estivessem na página. (...)

O começo
Atualmente as bandas gaúchas tendem para um som com inspiração na jovem guarda e no rock dos anos 60, mas com letras que refletem uma visão irônica da vida, isso se deve à banda fundada em 1987 por Marcelo Birck (guitarra e vocais de apoio). Começaram a ficar mais conhecidos em 1988, quando lançaram uma fita demo, Com Amor, Muito Carinho, que já continha sucessos. O primeiro CD só veio a público em 1995, Coisa de Louco II, pela pequena qravadora Banguela Records, que pouco depois faliu, prejudicando a divulgação da obra. Nesse disco encontram-se alguns dos maiores sucesos do conjunto, como "Bagaceiro Chinelão" e "Amigo Punk" (regravada por Wander Wildner no álbum La Canción Inesperada).

Em 1998 surge o segundo disco da banda, intitulado Chapinhas de Ouro, com destaque para as canções "Colégio Interno" e "Eu" (regravada pela banda Pato Fu no disco Ruído Rosa). Em janeiro de 2000 a banda declarou em um show no Bar Ocidente em Porto Alegre que aquela seria a sua última apresentação. Com apenas duas fitas demo e dois discos por selos pequenos, já fora de catálogo (Coisa de Louco II e Chapinhas de Ouro), a Graforréia é um dos melhores exemplos do que é ser uma banda de rock cult no Brasil. Segundo Frank Jorge: "Ela deveria ser conhecida, mas morreu na casca", lamentando profundamente o término da banda.



Entre a Jovem Guarda e a Vanguarda
Amigos de infância, Frank e Birck começaram na banda Prisão de Ventre, que durou de 1982 à 1985 e misturava jovem guarda, new wave e o famoso estilo de Arrigo Barnabé. Quando começaram a Graforréia, com o baterista Alexandre Birck e o guitarrista Marcelo Birck, eles de certa forma retomaram o espírito da Prisão de Ventre: (grifo e nota de "billy to indie": que diabos de frase foi essa?!) Nossa intenção era misturar a comunicação direta da jovem guarda, do brega e do rock dos anos 60 com a pesquisa da música de vanguarda", conta Marcelo Birck.

Algum tempo depois, Marcelo saiu da banda e ela continuou com Carlo Pianta (ex-DeFalla) na guitarra, de qualquer forma, ele continuava sendo compositor da Graforréia junto com Frank Jorge, que levou o trio mais para os lados da jovem guarda que da vanguarda. A inesperada popularização da banda através das fitas demo, acabou levando a um contrato com o selo Banguela Discos para a gravação de Coisa de Louco II, que teve um sucesso relativo, uma vez que o videoclipe de Você Foi Embora teve boa repercussão na MTV Brasil.

Alexandre Birck faz uma comparação entre ele e Frank: "Talvez o Frank seja o compositor mais na linha canção jovem-guarda. Eu sou mais ácido nos meus comentários". Ressaltando que as canções da Graforréia só saem quando ele e Frank as compõem em comjunto. Já segundo o baixista, a permanência da banda até hoje deve-se ao fato dela ter mantido uma postura firme. Segundo o próprio: "Não éramos publicitários querendo fazer uma banda engraçadinha. E tínhamos uma maneira própria de buscar a brasilidade (com elementos de música regional gaúcha, como pode-se conferir em canções como "Benga Minueto", de Chapinhas de Ouro e "Amigo Punk", de Coisa de Louco II)."


Fonte: Wikipédia


As letras são abominosas (mistura de abomináveis com maravilhosas) e o som é impagável, o que dá a mesma impressão que você está ouvindo um rock dos anos 70 quando o boteco do outro lado da sua casa solta um bregão do radinho de pilha com um megafone amplificando a zoada a ponto de você não entender mais que cargas d'água tá ouvindo. Se tem uma palavra que define Graforréia Xilarmônica, essa apalavra é CACOFONIA. Mas eu gostei, não me apedrejem por isso! XD

Just keep rocking! \m/


Tecnologia do Blogger.