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domingo, 16 de junho de 2013

HIM (Venus Doom)

Taí uma banda que eu resisti por um tempo postar aqui no blog. Motivo? Diferenças ideológicas.

Capa de Venus Doom
A ideologia do HIM e suas metáforas teológicas sobre o diabo mescladas com clichês românticos não me agradam. Eu até sei que a proposta do HIM era fazer uma mescla de BlackSabbath com Chris Isaak, mas (cá entre nós) eu sempre preferi o Chris Isaak. A idéia de falar de forma não-histórica de religiões ou ritos macabros sempre me pareceu suspeita porque beira a apologia. Então por que o HIM está aqui?

Bom, pra começar porque nem tudo que eles fazem é podre (embora eu deva confessar que os clipes são de um mau gosto incrível, um exemplo clássico é o clipe de Killing Loneliness, uma música excelente estragada por um clipe imbecil, apelativo e piegas). Enfim...

Quem já tiver ouvido falar da saga do Inferno de Dante, ou a Divina Comédia (duas alusões de nomes diferentes ao mesmo livro do poeta italiano Dante Alighieri) sabe da epopéia de Dante atravessando os 9 círculos do inferno para salvar sua amada após ter causado indiretamente sua morte ao traí-la durante as cruzadas para recristianizar Jerusalém (sim, é um conto num cenário histórico real - dá pra aprender alguma coisa com o livro). A cada círculo do inferno Alighieri traça uma crítica por meio de cada um (e mais um pouco) dos pecados capitais transgredidos sob patrocínio da igreja de Roma cometidos por Dante no enredo tendo suas ações levado à eterna danação pessoas de melhor caráter que ele próprio. O luto e o peso da consciência do protagonista além das próprias críticas históricas e mensagens subliminares no texto com críticas ao governo italiano contemporâneo do autor além de várias alusões à vida do mesmo (afinal, o protagonista e o autor tinham o mesmo nome) já são motivo de sobra pra ler. E o HIM musicou a história.


Basicamente é isso, nem tanto uma recomendação de HIM está mais para uma nova forma de conhecer e se interessar pela obra de Alighieri (o que eu penso sobre a banda - e todas as outras que seguem essa linhagem de letras - está bem delineado na minha série sobre o satanismo na música no meu outro blog, o Proibido Pensar). Todavia, verdade seja dita, os vocais de Ville Valo são quase sempre impecáveis. E, em termos de som, é o trabalho mais maduro da banda, o único em que as referências soturnas são desculpáveis já que são cenário da história. De qualquer modo, sinceramente, quando eu quero ouvir rock de terror, eu prefiro Misfits ou Grave Robber. HIM é romântico demais pra dar medo (nas boas canções) e não tem o bom e velho estilo de halloween quando tenta parecer do mal...

Fontes:

Just keep rocking! \m/ 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

The Awakening



Imagine a dificuldade de formar uma banda na África do Sul. Agora imagine a dificuldade de achar uma banda gótica nesse cenário. Imagine agora a dificuldade em encontrar uma banda gótica cristã na África do Sul. Parece improvável não é? Mas existe!

The Awakening é uma BANDA GÓTICA CRISTÃ DA ÁFRICA DO SUL! Mais precisamente, de Johannesburg, e tem uma versatilidade pouco encontrada dentro do estilo. Não se trata de uma banda gótica nos moldes normais sinfônicos. Obs.: Não confundir com a banda de jazz nem com a de pop gospel de mesmo nome.

The Awakening tem uma trajetória que pode-se considerar "evolucionista": começaram pelo Dark Wave, passaram pelo Atmospheric, Avant-garde, Gothic Rock, Metal Industrial, Gothic Metal e agora estão numa linha puramente Dark.

Meu irmão chegou a definir Ashton Nyte como "o cara da voz cagada" na canção "Innocent", mas não percebeu que era o mesmo vocalista em "Razorburn". Nem todas as variações são belas, mas Ashton Nyte é um cantor de muitas vozes. Seus melhores vocais estão nos álbuns "Ethereal Menace", "The Fourth Seal Of Zeen", e do álbum "Roadside Heretics" em diante só tem melhorado. Além de que, uma das canções da banda tem uma das árias mais graves que já ouvi (a versão de "Amethyst" do álbum "The Fourth Seal Of Zeen"). Ponto pra eles pela originalidade e pelo cover de Simon & Garfunkel em "The Sounds Of Silence":



Sua discografia conta com 13 álbuns (até agora) lançados entre 1997-2009 soando como poucas bandas. A única que consegui como parâmetro de comparação foi o Sisters Of Mercy e mesmo assim a comparação só funciona nos álbuns de Dark Wave do Awakening.

O vocal de Ashton Nyte é outro capítulo à parte: ele é variável em cada álbum. Tecnicamente é um barítono que alterna entre vocais líricos, vocal fry, vocal operístico e falsete (o falsete mais horrível que já ouvi, mas não chega a ser desafinado, só esquisito).

Obs.: É a banda mais SOMBRIA que já ouvi até hoje. Faça o teste você mesmo ouvindo:

"We Fell"
"Precious"
"Prophet"
"Before I Leap (Sub Coma Mix)"
"Sacrificial (Lacerated Version)
"Marked", "Nostalgia"
"Cover"
"Heaven Waits" 

Algumas dessas canções nem estão em plataformas de streaming, mas vocês podem ouvir nossas recomendações clicando no canal do Telegram.

E se existir algo com o mesmo calibre vocal, deixem um comentário!

Para saber +: Wikipédia - Site Oficial - Last FM

Just keep rocking! \m/
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