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sábado, 3 de maio de 2014

[2007] Paramore MTV Unplugged

Tem quem ame, tem quem deteste.

Eu particularmente ouvi muito os 3 primeiros álbuns do Paramore (e ainda ouço). A voz da Hayley Williams (e o cabelo! *-*) tem um "je ne sais quoi" e as letras são realmente interessantes (se você souber inglês ou se der ao trabalho de procurar a tradução).

A MTV tem uma tradição de fazer shows acústicos, volta e meia, e esse show do Paramore pra mim foi um achado. Então, aproveitem a playlist!


Just keep rocking! \m/

[2011] Chevelle - KROQ Almost Acoustic Christmas

Chevelle é uma banda de Chicago que me acompanha desde a adolescência, mas confesso que o álbum ao vivo "Live From The Norva" não foi uma de suas melhores performances.

Qual não foi minha surpresa ao assistir a evolução do desempenho ao vivo da banda ao encontrar o KROQ Almost Acoustic Christmas de 2011! Aproveitem!


Just keep rocking! \m/

sábado, 5 de abril de 2014

[1990] Faith No More - Live at the Brixton Academy

Abril chegou, e pra começar muito bem, um dos melhores shows disponíveis no youtube: Faith No More ao vivo na Brixton Academy, em Londres!

Just keep rocking! \m/

domingo, 22 de setembro de 2013

A.F.I. (A Fire Inside)



AFI ou "A Fire Inside" é uma banda de horror punk/alternativo de Ukiah-Califórnia formada em 1991 que chama atenção pela força poética das letras. É uma das bandas que me dou ao luxo de levar quase toda discografia no celular.

A discografia como um todo tem fases distintas e há quem nomeie o estilo da banda com um termo próprio: Gothic Punk (ou punk gótico pra nós tupiniquins).
Podemos classificar o trabalho do AFI em 3 fases: a fase horror punk, a fase punk gótico e a fase rock alternativo, todas com características sonoras bem interessantes (apesar do vocal tenor de Davey Havok ter uma sonoridade irregular ao vivo, não chega a ser um ponto negativo).

  1. Na fase horror punk temos os álbuns, "Answer That And Stay Fashionable" de 1995, "Very Proud of Ya" de 1996, "Shut Your Mouth and Open Your Eyes" de 1997, "A Firestone Inside EP" de 1998 e "All Hollows EP" de 1999 sendo este último o meu favorito, principalmente por causa de "The Boy Who Destroyed The World" que tem riffs sensacionais e com uma proximidade muito grande ao som do Misfits. De fato, essa primeira fase é de punk de horror.
  2. Na fase punk gótico temos 4 álbuns notórios: "Black Sails In Sunset" de 1999, "The Art ode Drowning" de 2000, o emblemático, forte e sombrio álbum "Sing The Sorrow" de 2003, o auto intitulado "AFI" de 2004 com alguns singles épicos da banda em uma harmonia pesada intermediária entre o punk e o gótico. Tudo dessa fase é bem impressionante.
  3. Na fase rock alternativo temos os álbuns "Decemberunderground" de 2006 (apesar de Decemberunderground ainda trazer traços da fase punk gótica, por exemplo, na faixa "Miss Murder" (carro-chefe desse álbum e uma das melhores melodias já compostas pela banda), há experimentalismos no rock alternativo como em "37Mm" e até música eletrônica como no caso de "Love Like Winter") e o álbum "Crash Love" de 2009, talvez o álbum menos pesado e mais pop da banda, mas ainda assim com canções muito interessantes como "Medicate". Ainda não ouvi o álbum "Burials" lançado esse ano, mas a qualidade do AFI nunca mudou nas letras, embora tenham alterado o estilo das canções ao longo do tempo.
 

A banda tem um sucesso relativo e, inclusive, tem várias canções em edições diversas do Guitar Hero, "Medicate" e "Miss Murder", mas há um diferencial muito grande em AFI em relação a outras bandas: a poesia das letras. Não dá pra ficar só em palavras, é preciso ouvir. E pra quem não sabe inglês, aqui vai uma com tradução:



Discografia  e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Flyleaf


Flyleaf é uma banda de metal alternativo de Belton no Texas (EUA) que me cativou desde que fomos "apresentados". A potência dos drives (vocal gritado) da vocalista Lacey Mosley (na época, atualmente adotou o nome de casada: Lacey Sturm) chamava (e ainda chama) muita atenção. 

Mais do que apenas uma banda, Flyleaf é o reflexo da mudança de vida de Lacey, que me motivou a colocar aqui sua história... porque me comove. Não dá pra explicar, mas você reconhece nos olhos uma pessoa que deu uma guinada de 180 graus na vida. No caso de Lacey, isso salvou sua vida, como vocês podem ver no vídeo abaixo onde ela mesma conta um pouco de sua história:


As composições do Flyleaf tinham participação pesada de Lacey: letras como "Justice and Mercy" é perfeita e de uma teologia impecável como se vê em poucas bandas cristãs, a crueza poética de letras como "Cassie" (sobre o massacre de Columbine), músicas como "Treasure" ou "Circles" envolvem pela forte emotividade, além de canções sobre sua própria história pessoal como "Much Like Falling" (sobre o dia em que planejava se suicidar e que terminou por lhe dar uma nova vida) ou "Dear My Closest Friend" sobre a morte de seu primo de 3 anos espancado pelo padrasto.



Nenhuma composição artística por mais elaborada que seja tira o poder e o mérito da verdade de quem viveu o que canta. O mais bonito de tudo isso é que, apesar de ter saído da banda pra cuidar do pequeno Jack e ter uma vida pacata junto com seu marido (sério, achei isso lindo!) é como Lacey conseguiu transmitir sua despedida da banda no lindo clipe de "New Horizons", o último álbum de que participou. Vou deixar na expectativa. Procurem no YouTube.

Claro que Lacey não era a banda, os caras tocam muito e são bem criativos (a primeira vez que vi alguém tocar guitarra com um arco de violino foi numa apresentação do Flyleaf que vi no youtube), e Kristen May, a nova vocalista, é bastante competente, mas Lacey era a alma da banda. Continuo acompanhando o Flyleaf... mas timidamente. Engraçado como a história de pessoas que você nunca conheceu podem ter um peso muito grande em sua vida. Confesso que devo alguns bons momentos a Lacey e ao Flyleaf e a história de como a banda nasceu. Histórias assim fazem você ter mais fé. E pra alguns isso é tudo que resta.

Álbuns de estúdio
2005: Flyleaf
2009: Memento Mori
2012: New Horizons

EPs
2002: Broken Wings: Special Edition
2003: Passerby
2003: Broken Wings
2004: Flyleaf
2006: Music as a Weapon
2007: Much Like Falling
2010: Remember to Live
2013: Who We Are

Just keep believing! \m/ 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brothers of Brazil


Ok, admito, essa matéria é reblogagem pura e descarada! Mas devo confessar que odiei que, no finado site tozco.com, tenham escrito isso ANTES DE MIM!
também conhecidos como Supla e João Suplicy: "The Brothers of Brazil"



Eu já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha escutado as músicas da dupla e nem visto os dois se apresentando. Rolou um amostra grátis ontem no Programa do Jô e sabe o que mais? Eu gostei! Bastante até! Mas eu sou suspeita pra falar pois já gostava do Supla na época de pérolas como "Menina de família safadinha", "Encoleirado" e "Você só pensa na fama", que aliás nem sei se chama assim mesmo pois faz teeeempo. Achei meio caída aquela época de "Green Hair" (Japa girl), mas desta vez a combinação aparentemente estranha do aparentemente certinho João Suplicy com o punk-glam-showman-esdrúxulo-besourosuco Supla (afinal eles têm os mesmos genes, não é?) teve um equilíbrio surpreendente! As músicas são bacanas, conservam a ironia e a linguagem do Supla só que bem mais elegantes. Acho que o terno anos 50 e o penteado que João envergava no Programa do Jô deixou-o com a cara do Tom Jobim, que compunha com muita elegância. Inspiração ou sessão espírita? Supla, como todos devem ter notado, tem parentesco próximo com Beetlejuice. Muito próximo!

Mas e quanto às músicas? Então, entrei no site deles para ouvir mais dos irmãos, pois só assisti "Samba around the clock" e "Brothers of Brazil" (que gruda na cabeça, mas de um jeito bom) no programa. Adorei! Mesmo "Remind You" que parece não ter nada a ver com o resto me lembra o Supla oldschool. Inrotulável mas algo como Joey Ramone com Beatles com pitadas meio bregas geniais. Vale muito a pena ouvir todas! Eu não vou ficar aqui tentando definir o som não porque eu não sou crítica de música e depois o povo vai me tacar pedra, mas a boa é conferir os dois ao vivo. Eu vou!

Brothers of Brazil -dia 22 de maio às 21h no Cinemathéque
R. voluntários da Pátria ,56 – Botafogo – Rio de Janeiro

Just don't keep the samba dies! \m/ 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Day of Fire


Day of Fire é uma banda de Rock americana bastante minimalista. No geral as melodias são simples e fáceis de tocar, interessante pra quem está começando um instrumento. Mas não confunda simplicidade com má qualidade!

Tendo lançado o primeiro álbum em 2004, a banda tem um trabalho muito bem elaborado nas letras e no som. A banda está atualmente em hiato, mas o último álbum contou com participação do vencedor do American Idol, Chris Daughtry.

O vocalista Josh Brown, ex Full Devil Jacket, já havia feito turnê com Nickelback e Creed, quando Josh sofreu uma overdose de heroína (clichê)... Ao invés de morrer como um grande e patético imbecil, Josh conheceu a fé cristã, formou o Day Of Fire, começou a cantar sobre sua fé e está vivo até hoje. Me corrijam se eu estiver errado, mas ele me parece bem melhor agora (até musicalmente) do que quando era um rockeiro drogado idiota.





Discografia:

2004 - Day of Fire
2006 - Cut & Move
2010 - Losing All





Just keep rocking! \m/

domingo, 14 de abril de 2013

Huaska

 

Salve pessoal!
Após a descoberta do site Metal Em Português (In Memorian), pensei em trazer algumas bandas brasileiras que CANTAM EM PORTUGUÊS.

Uma particularmente interessante que eu descobri é uma banda de São Paulo chamada Huaska. A proposta da banda é muito interessante: mesclar o metal com música brasileira. O interessante é que a parcela da música brasileira escolhida foi justamente o samba e a bossa nova!

Eu sei que até o Sepultura já usou elementos de música brasileira e já gravou bossa nova, mas NÃO É ESSE O CASO AQUI! A proposta do Huaska é uma FUSÃO entre samba, bossa nova e metal! Isso é um passo além do que qualquer banda brasileira já fez!

Vamos por partes: A mistura é uma característica que aparece timidamente em Mimosa Hostilis, o 1.º trabalho da banda (que mais parece um álbum do Deftones em português) na faixa "Voyeur" - um excelente cd aliás. Os dois trabalhos seguintes da banda são intermediários em que a banda experimentava formas de unir metal + letras em português + mpb (pra sermos sinceros nem sempre deu certo nesses álbuns). Mesmo eu não considerando o "É Chá de Erva Doce" um álbum com vocais bem trabalhados a canção "Minha Alma Fede" é soturna e boa de ouvir, "Sua Beleza Me Faz Mal" tem uma letra até interessante, apesar de não ser a melhor interpretação do vocalista Rafael Moromizato; já "Bossa Nenhuma" é musicalmente  muito mais bem trabalhado em instrumental e nos vocais, e é justamente nesse álbum que a mistura entre samba, metal e bossa nova se torna constante e consistente, mas peca em algumas letras como e.li.sa (puro tapa buraco do álbum), todavia, foi justamente uma canção desse álbum que me fez gostar e procurar mais trabalhos da banda: O Machete - canção emblemática baseada no conto homônimo de Machado de Assis, uma canção tensa com o uso de um machete contra um violoncelo embalada com distorções de guitarra num clipe que lembra muito uma das minhas bandas favoritas: Deftones. O som ficou incrível e o vocal está perfeito. Pra quem não conhece o conto de Machado de Assis a letra parece confusa, mas ao lê-lo você descobre exatamente do que a letra está falando e, confesso que me surpreendi. Recomendo MUITO!



No novo álbum "Samba de Preto" as coisas chegam a um nível de profissionalismo invejável, as letras amadureceram tanto nesse álbum quanto o som havia evoluído do 2.º para o 3.º álbum da banda harmonizando palavra e melodia. O novo álbum conta com a participação pra lá de especial de Eumir Deodato (que já produziu nomes como Bjork e Tom Jobim) e Elza Soares! Confira entrevista:




Obs.: A introdução de "O Mar" chega a lembrar o estilo de uma outra banda excelente: Apocalyptica; a banda fez uma regravação de Tom Jobim em versão rock na faixa "Chega de Saudade"; "Foi-se" e "Samba de Preto" são canções de luto com peso e letras intensas. São esses apenas alguns destaques. Vou deixar vocês se surpreenderem com o resto sozinhos. Aqui vai um pouco do trabalho do Huaska pra vocês apreciarem, e acreditem: SAMBA DE PRETO é muito bom!


Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 6 de março de 2013

Capital Inicial


 Eu sei o que vocês devem estar pensando: "depois de todas aquelas bandas estranhas por que diabos o cara resolve falar de Capital Inicial"? Tem dois motivos principais:

1 - É Nacional
2 - Tem coisa boa por aí

Na ativa desde 1986, o som do Capital passou por algumas transformações nos primeiros anos e desde então adquiriu uma forma de pop rock bem estável.

Boa parte das letras do Capital Inicial tiveram um ou mais dedos de Renato Russo, finado vocalista do Legião Urbana. Nas palavras do próprio Dinho Ouro Preto no CD/DVD Ao Vivo da Banda para o Multishow, em 2008:

"Há muito tempo atrás numa terra distante, havia uma banda chamada 'Aborto Elétrico'" (...)

O "Aborto Elétrico" tinha integrantes que mais tarde se dispersariam em duas bandas: Legião Urbana e o próprio Capital Inicial. Parte das composições passaria a cada um dos lados nesse "divórcio musical", além de algumas canções terem interpretações comuns às duas bandas (como a clássica "Que País é Esse?").

O caso é que é muito comum ouvir, especialmente dos fãs do Legião, que (apesar da história comum), o Capital Inicial é inferior ao que o Legião foi, se não musicalmente, letristicamente. Esse é o ponto em que é preciso citar pelo menos 2 trabalhos do Capital Inicial, sem os dedos de Renato Russo, que realmente valem à pena pelas LETRAS: O álbum "Gig Ante" de 2004 e o atual "Das Kapital" de 2010.

As composições são da própria banda e letristicamente empregam um recurso muito similar ao que o Engenheiros do Hawaii usavam nas suas canções: boas doses de filosofia, jogos de palavras e referências a ditados populares e afins. De certa forma, algo nesse sentido já havia aparecido no trabalho de 2002, "Rosas e Vinho Tinto", mas acabou ofuscado pelo sucesso de "A Sua Maneira" (um cover da música "De Música Ligera" da banda argentina Soda Estereo).

Em "Gig Ante" temos destaque para "Instinto Selvagem" num grande manifesto de "vamos chutar o pau da barraca", "Respirar Você" com a melhor dica de todos os tempos pra esquecer uma dor de cotovelo: "vou fingir que nunca te vi, vou viver sem ter onde ir, até cansar de respirar você" (sério mesmo,funciona!), a sensacional "Não Olhe Pra Trás" com sua jogada lógica e pitadas de filosofia faz você pensar com frases como "se o que era errado ficou certo as coisas são como elas são" e "inteligência ficou cega de tanta informação" só perde (na minha opinião) pra "Insônia" (algo que eu já tive bastante) já que essa canção específica não se parece em nada que o Capital te há feito até hoje com um experimentalismo inusitado tanto na diferença instrumental quanto vocal (mal dá pra reconhecer que seja o Capital Inicial nessa música).

Em "Das Kapital", os jogos de lógica  à semelhança de "Não Olhe Pra Trás" continuam em "Vivendo e Aprendendo" e "Como se Sente?" com frases que lembram muito as composições do Engenheiros como "os dias são sempre iguais, o mesmo filme em todos os canais" e "sempre presente o medo de falar na frente dos outros o que ninguém quer escutar", além das tradicionais histórias de romance que toda banda brazuca não abre mão como em "Depois da meia-noite" (passamos muito tempo sentados na calçada falando e  não dizendo nada) e dilemas existenciais com uma pitada de romance em "Melhor".



Depois dessa matéria e de acompanhar um pouco mais do som e das letras do Capital Inicial eu não posso afirmar nem que o som nem que as letras pioraram, de fato, o que me parece é que a visibilidade da banda diminuiu. É comum que as  pessoas que tanto  falam do "auge" e da decadência do rock nacional sejam as mesmas pessoas que não acompanham os trabalhos das boas bandas ainda na ativa preferindo viver de passado. Apesar da era da internet o público ainda é levado pelos ventos da mídia. As boas bandas nacionais continuam boas, a mídia é que não liga muito pra elas.

Fontes:

Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Switchfoot



Switchfoot é o tipo de banda que dá orgulho divulgar. Apesar de ter uma pegada Pop Rock eles fazem bem mais que isso. Eles escrevem letras que prestam (afinal, letras sobre sexo, drogas e sobre o quanto rock and roll é "legal" não nos tornam melhores que fãs de arrocha, pagode, sertanejo universitário, funk ou coisa pior, se é que é possível que exista algo pior que funk...).

Formada em 1996 em San Diego Califórnia, Switchfoot (graças a Deus) não é uma banda de Hardcore californiano, pelo contrário, estão mais próximos em alguns momentos do Hard Rock misturado ao Grunge (de alguma forma eles tornaram isso possível).
O que mais chama atenção é quando você procura entender as influências musicais e letrísticas da banda. Vide um trecho extraído da Wikipédia:

"É evidente nas suas canções as alusões ao trabalho de filósofos como, Søren Kierkegaard e Agostinho de Hipona, nas canções: "Sooner or Later (Soren's Song)" e "Something More (Augustine's Confession)", respectivamente. "Meant to Live", o sucesso do conjunto, foi inspirado pelo poema de T. S. Eliot, "The Hollow Men", enquanto "Stars", o single do álbum, Nothing is Sound, brevemente vê as coisas de uma perspectiva do Descartes, de acordo com Jon. "Nós nunca nos encaixamos em nenhum tipo de lista de gêneros de música", diz Jon na entrevista dada ao VH1 (rede de TV). Jon acredita que a diversidade da banda é o forte deles. Eles acreditam que extraem tanto do Police e James Taylor, quanto dos Beatles e Stevie Wonder. Nós nunca cabemos em nenhum gênero de música. Compositores como Bono, Bob Dylan e Johnny Cash inspiraram nas letras das canções de Jon. O Switchfoot também foi objeto de inspiração para o livro "Sangue de Anjos", segundo seu autor, Reed Arvin."


As letras são um deleite para quem gosta de um bom livro de filosofia. Se a ideia era fazer o ouvinte pensar, funcionou comigo. A propósito, Switchfoot é uma banda cristã.

Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/ 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

She Wants Revenge


Tá aí uma dupla/banda sensacional que descobri num filme. Aliás, um filme excelente: Número 23. Pra quem quiser saber a resenha da história basta clicar no nome do filme.

Muito similar ao Interpol nos vocais, mas ao mesmo tempo mais cru em sua sonoridade instrumental.

O som é fortemente influenciado por grupos e artistas dos anos 1980 como Prince, Bauhaus, Erik B and Rakim, Joy Division, New Order, The Cure, Danse Society, The Psychedelic Furs, Depeche Mode, Suicide e The Sisters of Mercy.

Formada em Los Angeles, Califórnia, no ano de 2005, lançaram em 2006, cujos singles obtiveram razoável sucesso. O videoclipe de "Tear You Apart", dirigido pelo ator porto-riquenho Joaquin Phoenix, foi bastante exibido em canais musicais. A vocalista do grupo Garbage, Shirley Manson, aparece no videoclipe de "These Things". O segundo álbum da dupla, This Is Forever, foi lançado em 9 de outubro de 2007.

Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

Ashton Nyte


Não dá pra falar de Ashton Nyte sem mencionar sua carreira no The Awakening, banda gótica e cristã da África do Sul com um vocal grave pra danar (sim, você acabou de ler isso). 

Apesar do extremo peso e sombriedade gótica nas canções, os trabalhos solo do cantor são diferentes do The Awakening.

Por exemplo: The Slender Nudes, de 2000, flerta com o eletrônico, mas fortemente influenciado por David Bowie.

*Dirt Sense, de 2002 é mais minimalista e difícil de se enquadrar em qualquer estilo existente, lembrando a sonoridade de "Cover" e "The Other Garden" do The Awakening, mas com canções que dariam a direção do álbum seguinte com uma marcação típica do trip-hop na faixa "Automation" e em "New Messiah Of The Week" (uma das letras mais incríveis que já ouvi dentro do tema do próprio título).

*Sinister Swing, de 2003 é alguma coisa entre o jazz e o trip-hop mas com forte influência gótica. As canções soam bastante "escuras".

*Headspace (2005) - Mudando totalmente de rumo, o álbum é puro rock and roll/noise rock. Outra vez, uma das canções dava a direção que seria seguida no álbum seguinte: "Like Jimmy Dean", um claro caso de flerte do cantor com western music. 

*The Valley (2009 South Africa, 2010 USA) - Último álbum lançado, tem uma sobriedade típica de um álbum que seria a trilha sonora perfeita de um filme de faroeste protagonizado pelo vilão. Mas é apenas pela densidade do som da voz de Ashton (de qualquer modo continuo achando o falsete dele horrível, por exemplo, na canção que dá nome ao álbum). "Medicine", uma das canções do álbum tem uma letra cristã da melhor qualidade. 

Fica abaixo uma playlist com as minhas canções preferidas do Ashton Nyte em carreira solo e algumas apresentações ao vivo do the Awakening de bônus:


Extremamente criativo, com excelentes letras. Se eu fosse você esperaria mais lançamentos estranhos desse senhor saído de Johannesburg. 


Just keep rocking! \m/

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Panic At The Disco


Lembram que eu mencionei certa feita que nem toda banda que atualmente está ruim necessariamente era ruim no começo, mas pode ter feito coisas interessantes no passado? Pois bem, agora imagine que uma dessas bandas resolva retornar às origens? Boa notícia não?

Esse é o caso do Panic At The Disco. A banda estreou em 2005 com o incrível álbum "A Fever You Can't Sweat Out" mesclando uma dezena de elementos inexplicáveis pra uma banda que começou a carreira fazendo cover do finado Blink 182 (pra lá de previsível musicalmente). Panic incorporava instrumentos de música erudita barroca, indie, elementos circenses, música eletrônica (dance, pra ser mais exato) e dark cabaret. Sendo que a primeira parte do álbum era totalmente dance/eletrônica enquanto que a segunda parte era totalmente vintage. Pra lá de original!

Outro aspecto pra lá de original eram as letras como Camisado que conta a luta do pai de Brendon Urie contra o alcoolismo, "Lying Is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off" e "But It's Better If You Do": duas canções retiradas diretamente do roteiro do filme "Closer: Perto Demais" (recomendo o filme), "I Constantly Thank God For Esteban", canção que trata diretamente de como o culto religioso em muitas tem se tornado uma espécie de "show" onde a mensagem da fé em si tem pouca importância, além de "I Write Sins Not Tragedies" com um emblemático clipe que faz qualquer homem pensar duas vezes antes de casar com uma mina com histórico de infidelidade. Os clipes feitos pela banda para promover as canções do primeiro disco eram outro capítulo à parte, extremamente teatralizados.

O caso é que, depois de arrebanhar fãs mundo a fora, num acesso de criatividade (ou de falta dela, nunca saberemos) a banda mudou totalmente a fórmula e lançou o dolorosamente pop "Pretty Odd" em 2008, o que acerretou a perda do "!" no nome da banda, que passou de "Panic! At The Disco" para "Panic At The Disco". O novo trabalho foi uma decepção pra quem esperava algo na mesma linha do 1.ª álbum. A banda havia se tornado mais uma entre tantas bandas de pop suave sem nenhum diferencial criativo além de uma ou outra letras bonitinhas. Se você ouviu esse álbum e teve a impressão que era de música infantil, foi exatamente essa a impressão que tive ao ouvir "Pretty Odd".

Porém, ainda havia esperança de redenção, contando agora apenas com 2 de seus membros fundadores, o Panic se arrependeu de seus pecados e lançou "Vices & Virtues" em 2011. Fui ouvir mais por curiosidade que por esperança de que tivessem feito algo bom e que surpresa ao notar que, embora não fosse como o 1.ª álbum, havia algo de retorno às raízes! O som novamente empregada elementos alternativos mesclados do Indie, do lado eletrônico do Dark Wave e alguma sonoridade barroca dentro do contexto do pop contemporâneo como se tivessem harmonizado os dois primeiros trabalhos numa síntese bem coerente nesse 3.º álbum. Fiquei satisfeito ao ouvir e pensei: por que não criar uma linha do tempo no Billy To Indie que permitisse aos curiosos, decepcionados ou entusiastas do Panic comparar os 3 trabalhos? E assim, aqui estamos nós! Confiram:


Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

Billy Idol

Billy Idol não envelhece!   

Engraçado a extinta MTV (extinta pra mim que tenho antena parabólica, aliás, não me faz falta) certa feita fez um Top Top com os 10 maiores fiascos da música e entre eles estava Billy Idol em uma posição qualquer por causa do fracasso comercial do álbum Cyberpunk. Mas, porém, entretanto, todavia, mais uma vez a MTV fez uma propaganda enganosa do trabalho de um cara realmente criativo por conta de um incidente isolado. Me dei ao trabalho de fuçar a discografia básica de Billy Idol e descobri que gostava desde pequeno de uma série de canções dele que não sabia quem tocava, entre elas temos "Eyes Without A Face", "Rebell Bell", "Sweet Sixteen" (é uma história bem triste, uma letra a se conferir), "White Wedding", "Flesh For Fantasy" e, é claro, "DANCING WITH MYSELF"!
 


 
Depois dessa descoberta creio que resta uma lição para todos nós: nunca confie na MTV! Mesmo com mais de 30 anos de carreira, este cinquentão ainda se esbarrou pelo hardcore (World Comin' Down), Americana/Western music (John Wayne) e até pelo Heavy Metal melódico (New Future Weapon). De fato, Billy Idol sempre foi um Punk com um pé no Hard Rock desde o início de carreira, o que torna seu som realmente bem interessante.
Ouçam por vocês mesmos e tirem suas conclusões na nossa pequena seleção do Billy Idol e alguns covers dignos de nota de bandas influenciadas por ele (não se preocupem, o Supla não entrou na lista! Kkk).


Just keep rocking! \m/

Black Lab


Black Lab. Taí uma banda estranha. Pra início de conversa, nem era uma banda, mas uma dupla que virou um trio, que virou um quarteto. Chequem o site oficial e a Wikipédia.

Meu primeiro contato com a banda foi através da sombria canção "This Night" num episódio da série Dr. House. Acabei arrumando o álbum "Passion Leaves a Trace" de 2007.

Sinceramente, como fã de She Wants Revenge e Interpol, achei que Black Lab fosse uma banda de Dark Wave. Todavia, essa canção destoa da maior parte dos trabalhos da banda nesse álbum.

Mesmo com essa pequenina decepção (eu realmente gosto muito de Dark Wave), consegui descobrir coisas interessantes como "Gone" (a letra faz você pensar sobre o que diabos realmente tem na mente de homens cafajestes), Pictures of People (uma crítica à cultura de massa, TV e estereótipos), além de Sun and Moon (com uma levada e alguns jogos de falsete entre oitavas que é bem gostosa de ouvir), tem até uma "pesadinha" chamada Broken Heart.



Uma boa experiência pra quem gosta de Soft Rock. Ah, o resto do álbum é a cara dos trabalhos do Keane, então quem curte Keane com certeza vai gostar.

Fica a dica.

Just keep rocking! \m/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

My Chemical Romance



Vamos falar de My Chemical Romance?! O.o
Sim! Vamos! Que que tem?

Acontece que bandas nem sempre começam uma bosta. Eu poderia articular em defesa do 3 Cheers For Sweet Revenge, mas esse álbum vendeu muito bem e teve boas críticas, mesmo sendo rotulado como "emo".

Vamos primeiro a algumas informações sociológicas: bandas não formam tribos urbanas, fãs formam ao tentar incorporar ideologias que acham convenientes a um tipo de roupa e atitude que copiam de uma banda que gostam. Por isso você vê bandas como o finado UnderOath que não queria ser taxado como "banda de crente", o Sisters of Mercy que nunca se identificou como gótico e, finalmente o My Chemical Romance, que sempre negou ser essa coisa que chamam de "emo".

O álbum que eu escolhi para comentar é justamente o primeiro da carreira dos caras. Há algo especial no primeiro álbum de uma banda: o esforço para criar uma identidade, o experimentalismo, a força do som, o amadorismo, e a saudade que vem ao olhar pro passado e perceber o que os caras queriam/podiam ter sido, o que nem sempre as gravadoras permitem, ou mesmo brigas entre os integrantes buscando tocar algo dentro de um "consenso da banda" (é camaradas, isso existe, a culpa nem sempre é das gravadoras, só quem já tentou tocar em banda sabe... durma com essa hoje).

O primeiro álbum do My Chemical Romance é tudo, menos emo. Há sim uma influência da "pegada" Hardcore, mas também tem muito (sim) METAL no cd, distorção, velocidade e noise!

Não há diferença estilística real entre o primeiro álbum do My Chemical Romance e os 2 primeiros álbuns da banda de Metalcore/Death Melódico Still Remains. De fato, cheguei a confundir "Honey, This Mirror isn't Big Enough" com Still Remains numa playlist antes da voz do Gerard Way sair! "Our Lady Of Sorrows" é porradaria pura, "Drowning Lessons" é contagiante, apesar do resto do cd ser mais leve ainda há muito flerte com riffs típicos de Metal mesmo... Nessa mesma época a banda lançou um cover hilário de Mariah Carey da música "All I Want For Christmas Is You", e a atitude nessa interpretação lembra a irreverência do Sex Pistols pois a canção é interpretada como se a banda estivesse tendo um ataque cardíaco coletivo ao tentar tocar a canção e correr a "Maratona de São Silvestre" ao mesmo tempo (sério, é uma das coisas mais hilárias que ouvi desde Graforréia Xilarmônica!) além de um cover em conjunto com o The Used interpretando "Under Pressure" (que no original era David Bowie e Queen). O álbum é tão espontâneo e amador (no bom sentido da palavra) que parece um show ao vivo de banda de garagem. Rockeiro desde pequeno que sou, chamar algo assim de ruim seria pecado. Se fosse pra nomear o estilo eu nomearia como "Punk Metal"... qualitativamente essa formação do My Chemical tocava melhor que os caras do Protest The Hero (que eu também conheci o trabalho desde antes do Kezia quando a banda apenas sonhava aprender a tocar hardcore).

Concordo que depois de "The Black Parede" o My Chemical Romance ficou cada vez mais pop e o som se tornou comum demais sabe lá Deus porque motivos, o que é uma pena, mas não dá pra dizer que eles não começaram direito, porque isso seria artisticamente desonesto e mentiroso.

"I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love" é um dos meus cds pra salvar do incêndio.


Just keep rocking! \m/ 

Silverchair



Silverchair "do mal"

Silverchair começou no final dos anos 90 com o bom e velho grunge e, com o passar do tempo, adquiriu letras encorpadas, psicológicas e densas, com harmonias audaciosas e muitas vezes fortemente impactantes ou depressivas.

É do conhecimento geral de quem acompanhou a banda no auge (porque algumas de suas canções tocaram muito, como "Miss You Love" e "Ana's Song" que virou um hino contra a anorexia) que as letras soturnas acompanharam um período em que o vocalista Daniel Johns lutava contra uma anorexia nervosa e uma depressão que quase o levaram à morte... Superada essa parte complicada, a música da banda mudou (Johns era o principal compositor, além de guitarrista, pianista e vocalista da banda). Era de se esperar, afinal o artista é a obra e vice-versa. Mas o som perdeu aquela veracidade, aquela intensidade e, a meu ver, a genialidade dos anos escuros.

O mais engraçado (ou não) de tudo é que, após se recuperar da anorexia e da depresão a esposa de Daniel Johns, a também cantora Nathalie Imbruglia, o deixou e, quando você aguarda um retorno sombrio e cheio de ódio o Silverchair surge com o ultra-fofinho "Young Modern" e você ouve e pensa: "que p*&%a é essa?!" Onde está o Silverchair de "Freak Show" com letras como as de "Abuse Me", "Cemetery" ou a ira de "Learn To Hate" (a eterna melhor de todas pra mim), ou o Silverchair de "Neon Balroom" com épicos como "Emotional Sickness" e "Black Tangled Heart"?

Mas o caso talvez seja mais complicado do que parece... É como diz aquela letra do Marillion "We don't have to live in a world  Where we give bad names to beautiful things". As músicas do "Young Modern" são bonitas até, mas não agradaram muita gente, incluso eu. O que dá uma certa culpa ao pensar que provavelmente foram compostas na fase feliz do autor, a fase curada. Faz você pensar um pouco sobre as pessoas que somos e como muitas vezes somos mesquinhos com a arte das pessoas ou quando nossos ícones resolvem mudar por decisão ou acabam mudando de pouquinho na vida até perceber que não são mais quem eram antes. Como diria Humberto Gessinger: "Só a mudança é permanente". 

Silverchair "do bem"

Ao contrário da teoria da evolução, Silverchair tem um elo perdido... Ou achado: Diorama. Foi nesse álbum que a banda conseguiu fundir o que era antes ao que iria se tornar sem fazer feio! Melodias complexas, algumas pesadas com um que soturno como "One Way Mule", algo de quase doentio no som de "Too Much of Not Enough", uma balada fofinha em "Luv Your Life", flertes com o clássico (com piano e tudo) em "After All These Years" e "Across The Night", a depra batendo na sua porta em "My Favourite Thing" e por aí vai...

Enfim... Daniel Johns acabou fundando o The Dissociatives, outra banda na linha do "Young Modern" e está na ativa desde então, enquanto o silverchair parece ter se aposentado pra sempre. Seja feliz, Daniel!

Álbuns de estúdio:
1995 - Frogstomp
1997 - Freak Show
1999 - Neon Ballroom
2002 - Diorama
2007 - Young Modern

Álbuns ao vivo:
2003 - Live from Faraway Stables

Compilações:
2000 - The Best Of Vol.1
2000 - Rarities 1994 - 1999

EP:
1994 - Tomorrow EP

Fonte: Wikipédia

Just keep rocking! \m/ 

Chevelle

Qual sua banda favorita?




Essa é uma pergunta bem comum e, se a pessoa com quem vc estiver falando tiver um mínimo de educação, serve até de quebra-gelo. Mas o que fazer se vc não tem uma banda favorita?

É o meu caso. Cheguei num ponto da vida em que não dá mais pra responder essa pergunta. Por quê? Porque eu conheço bandas demais! Ultimamente divido as bandas em: bandas que eu ouço muito, bandas que ouço pouco, bandas que já ouvi melhores, bandas que no geral não gosto (afinal, elas podem ser boas ou não) e bandas que eu não conheço.



Mas Chevelle, essa marcou época (não o carro da Chevrolet, a banda). Já foi a minha favorita e mesmo eu ouvindo menos, ainda ouço bastante. Motivo? Bem, eles sabem fazer belas canções melancólicas sem ser piegas ou falar de amor, conseguem fazer canções pesadas sem ser trolls, conseguem ser sombrios sem ter nada de góticos, pop sem ter nada de californianos, e de quebra tem letras interessantes como "Emotional Drought" que é uma crítica ao sistema escolar, "Panic Prone" que é sobre  a parábola do filho pródigo, "Family System" que tem um significado especial se você souber um pouco de psicologia, "Skeptic" fala sobre ceticismo, e mesmo eu acreditando piamente que os melhores trabalhos do Chevelle são os primeiros álbuns (Point #1, Wonder What's Next e This Type of Thinking) não consigo desgostar dos novos álbuns porque não perdeu a qualidade lírica ou musical, apesar de estarem faz tempo numa direção que não era a que um fã que acompanha a banda desde o começo esperaria.

É por isso que, mesmo achando que eles poderiam estar mais interessantes, ainda ouço e recomendo Chevelle.

Just keep rocking! \m/ 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

3 Days Grace


Tá aí uma banda que bem que poderia se chamar 3 Disgrace - não me entenda mal, curto muito o trabalho dos caras, mas as letras são densas e quase sempre analisam o lado mau da natureza humana, variando temas entre amores mau correspondidos, morte e até bullying. Terminei de ler o epílogo de Cartas do Inferno, chamado "O Brinde de Screwtape" ouvindo "Animal I Have Become" e devo admitir que esse tipo de leitura somado a essa letra específica do 3 Days Grace se casaram perfeitamente.


A banda não começou com esse nome, na verdade se chamava Groundswell e era beeeem grunge, resolvendo, posteriormente, tentar uma nova sonoridade, apesar de Groundswell  também ser uma banda interessante. Logo quando descobri meio que fiquei viciado numa das canções da fase Groundswell, chamada "Eddie".

O vocalista teve ainda algumas participações com o Apocalyptica que soaram muito boas! Confiram uma:




Uma característica interessante do aspecto vocal no 3 Days Grace é justamente o tipo voz de Adam Gontier, uma categoria entre o barítono e o tenor, tendo um aspecto rouco e encorpado. Falando sério, só dá pra saber que o cara não é barítono se você mesmo for um - independente de sua textura vocal dá pra sacar que o grave dele não é tão grave assim, mas o tipo de voz faz o som se destacar. Fora que o cara é sósia do vocalista do Snow Patrol! XD


Mais informações na Wikipédia.



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