Eu particularmente ouvi muito os 3 primeiros álbuns do Paramore (e ainda ouço). A voz da Hayley Williams (e o cabelo! *-*) tem um "je ne sais quoi" e as letras são realmente interessantes (se você souber inglês ou se der ao trabalho de procurar a tradução).
A MTV tem uma tradição de fazer shows acústicos, volta e meia, e esse show do Paramore pra mim foi um achado. Então, aproveitem a playlist!
Chevelle é uma banda de Chicago que me acompanha desde a adolescência, mas confesso que o álbum ao vivo "Live From The Norva" não foi uma de suas melhores performances.
Qual não foi minha surpresa ao assistir a evolução do desempenho ao vivo da banda ao encontrar o KROQ Almost Acoustic Christmas de 2011! Aproveitem!
AFI ou "A
Fire Inside" é uma banda de horror punk/alternativo de Ukiah-Califórnia
formada em 1991 que chama atenção pela força poética das letras. É uma das
bandas que me dou ao luxo de levar quase toda discografia no celular.
A discografia
como um todo tem fases distintas e há quem nomeie o estilo da banda com um
termo próprio: Gothic Punk (ou punk gótico pra nós tupiniquins).
Podemos
classificar o trabalho do AFI em 3 fases: a fase horror punk, a fase punk
gótico e a fase rock alternativo, todas com características sonoras bem
interessantes (apesar do vocal tenor de Davey Havok ter uma sonoridade
irregular ao vivo, não chega a ser um ponto negativo).
Na fase horror
punk temos os álbuns, "Answer That And Stay Fashionable" de 1995,
"Very Proud of Ya" de 1996, "Shut Your Mouth and Open Your
Eyes" de 1997, "A Firestone Inside EP" de 1998 e "All
Hollows EP" de 1999 sendo este último o meu favorito, principalmente por
causa de "The Boy Who Destroyed The World" que tem riffs sensacionais
e com uma proximidade muito grande ao som do Misfits. De fato, essa primeira
fase é de punk de horror.
Na fase punk
gótico temos 4 álbuns notórios: "Black Sails In Sunset" de 1999,
"The Art ode Drowning" de 2000, o emblemático, forte e sombrio álbum
"Sing The Sorrow" de 2003, o auto intitulado "AFI" de 2004
com alguns singles épicos da banda em uma harmonia pesada intermediária entre o
punk e o gótico. Tudo dessa fase é bem impressionante.
Na fase rock
alternativo temos os álbuns "Decemberunderground" de 2006 (apesar de
Decemberunderground ainda trazer traços da fase punk gótica, por exemplo, na
faixa "Miss Murder" (carro-chefe desse álbum e uma das melhores
melodias já compostas pela banda), há experimentalismos no rock alternativo
como em "37Mm" e até música eletrônica como no caso de "Love
Like Winter") e o álbum "Crash Love" de 2009, talvez o álbum
menos pesado e mais pop da banda, mas ainda assim com canções muito
interessantes como "Medicate". Ainda não ouvi o álbum "Burials"
lançado esse ano, mas a qualidade do AFI nunca mudou nas letras, embora tenham
alterado o estilo das canções ao longo do tempo.
A banda tem um
sucesso relativo e, inclusive, tem várias canções em edições diversas do Guitar
Hero, "Medicate" e "Miss Murder", mas há um diferencial
muito grande em AFI em relação a outras bandas: a poesia das letras. Não dá pra
ficar só em palavras, é preciso ouvir. E pra quem não sabe inglês, aqui vai uma com tradução:
Flyleaf é uma banda de metal alternativo de Belton no Texas (EUA) que me cativou desde que fomos "apresentados". A potência dos drives (vocal gritado) da vocalista Lacey Mosley (na época, atualmente adotou o nome de casada: Lacey Sturm) chamava (e ainda chama) muita atenção. Mais do que
apenas uma banda, Flyleaf é o reflexo da mudança de vida de Lacey, que me
motivou a colocar aqui sua história... porque me comove. Não dá pra
explicar, mas você reconhece nos olhos uma pessoa que deu uma guinada de 180
graus na vida. No caso de Lacey, isso salvou sua vida, como vocês podem ver no vídeo abaixo onde ela mesma conta um pouco de sua história:
As composições do
Flyleaf tinham participação pesada de Lacey: letras como "Justice and
Mercy" é perfeita e de uma teologia impecável como se vê em poucas bandas
cristãs, a crueza poética de letras como "Cassie" (sobre o massacre
de Columbine), músicas como "Treasure" ou "Circles" envolvem pela forte emotividade, além de canções sobre sua
própria história pessoal como "Much Like Falling" (sobre o dia em que
planejava se suicidar e que terminou por lhe dar uma nova vida) ou "Dear My
Closest Friend" sobre a morte de seu primo de 3 anos espancado pelo padrasto.
Nenhuma
composição artística por mais elaborada que seja tira o poder e o mérito da verdade de quem viveu o que canta. O mais
bonito de tudo isso é que, apesar de ter saído da banda pra cuidar do pequeno
Jack e ter uma vida pacata junto com seu marido (sério, achei isso lindo!) é
como Lacey conseguiu transmitir sua despedida da banda no lindo clipe de
"New Horizons", o último álbum de que participou. Vou deixar na expectativa. Procurem no YouTube.
Claro que Lacey não
era a banda, os caras tocam muito e são bem criativos (a primeira vez que vi
alguém tocar guitarra com um arco de violino foi numa apresentação do Flyleaf
que vi no youtube), e Kristen May, a nova vocalista, é bastante competente, mas
Lacey era a alma da banda. Continuo acompanhando o Flyleaf... mas timidamente.
Engraçado como a história de pessoas que você nunca conheceu podem ter um peso
muito grande em sua vida. Confesso que devo alguns bons momentos a Lacey e ao
Flyleaf e a história de como a banda nasceu. Histórias assim fazem você ter mais fé. E pra alguns isso é tudo que
resta.
Ok, admito, essa matéria é reblogagem pura e descarada! Mas devo confessar que odiei que, no finado site tozco.com, tenham escrito isso ANTES DE MIM!
Tenho a exata mesma opinião dos caras a respeito do Brothers Of Brazil. Já mencionei a mistura bizarra do Huaska entre Samba e Metal, mas Punk com Bossa e/ou Rock-a-Billy com Samba é uma mistura tão bizarra (e com ótimo resultado) quanto no caso do Huaska.
Ponto pro tozco.com que publicou a matéria original (velha), mas eu curti relembrar a banda (ouvindo agora):
também conhecidos como Supla e João Suplicy: "The Brothers of Brazil"
Eu já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha escutado as músicas da dupla e nem visto os dois se apresentando. Rolou um amostra grátis ontem no Programa do Jô e sabe o que mais? Eu gostei! Bastante até! Mas eu sou suspeita pra falar pois já gostava do Supla na época de pérolas como "Menina de família safadinha", "Encoleirado" e "Você só pensa na fama", que aliás nem sei se chama assim mesmo pois faz teeeempo. Achei meio caída aquela época de "Green Hair" (Japa girl), mas desta vez a combinação aparentemente estranha do aparentemente certinho João Suplicy com o punk-glam-showman-esdrúxulo-besourosuco Supla (afinal eles têm os mesmos genes, não é?) teve um equilíbrio surpreendente! As músicas são bacanas, conservam a ironia e a linguagem do Supla só que bem mais elegantes. Acho que o terno anos 50 e o penteado que João envergava no Programa do Jô deixou-o com a cara do Tom Jobim, que compunha com muita elegância. Inspiração ou sessão espírita? Supla, como todos devem ter notado, tem parentesco próximo com Beetlejuice. Muito próximo!
Mas e quanto às músicas? Então, entrei no site deles para ouvir mais dos irmãos, pois só assisti "Samba around the clock" e "Brothers of Brazil" (que gruda na cabeça, mas de um jeito bom) no programa. Adorei! Mesmo "Remind You" que parece não ter nada a ver com o resto me lembra o Supla oldschool. Inrotulável mas algo como Joey Ramone com Beatles com pitadas meio bregas geniais. Vale muito a pena ouvir todas! Eu não vou ficar aqui tentando definir o som não porque eu não sou crítica de música e depois o povo vai me tacar pedra, mas a boa é conferir os dois ao vivo. Eu vou!
Day of Fire é uma banda de Rock americana bastante minimalista. No geral as melodias são simples e fáceis de tocar, interessante pra quem está começando um instrumento. Mas não confunda simplicidade com má qualidade!
Tendo lançado o primeiro álbum em 2004, a banda tem um trabalho muito bem elaborado nas letras e no som. A banda está atualmente em hiato, mas o último álbum contou com participação do vencedor do American Idol, Chris Daughtry.
O vocalista Josh Brown, ex Full Devil Jacket, já havia feito turnê com Nickelback e Creed, quando Josh sofreu uma overdose de heroína (clichê)... Ao invés de morrer como um grande e patético imbecil, Josh conheceu a fé cristã, formou o Day Of Fire, começou a cantar sobre sua fé e está vivo até hoje. Me corrijam se eu estiver errado, mas ele me parece bem melhor agora (até musicalmente) do que quando era um rockeiro drogado idiota.
Após a descoberta
do site Metal Em Português (In Memorian), pensei em trazer algumas bandas brasileiras que
CANTAM EM PORTUGUÊS.
Uma
particularmente interessante que eu descobri é uma banda de São Paulo chamada
Huaska. A proposta da
banda é muito interessante: mesclar o metal com música brasileira. O
interessante é que a parcela da música brasileira escolhida foi justamente o
samba e a bossa nova!
Eu sei que até o
Sepultura já usou elementos de música brasileira e já gravou bossa nova, mas
NÃO É ESSE O CASO AQUI! A proposta do Huaska é uma FUSÃO entre samba, bossa
nova e metal! Isso é um passo além do que qualquer banda brasileira já fez!
Vamos por partes: A mistura é uma
característica que aparece timidamente em Mimosa Hostilis, o 1.º trabalho da banda
(que mais parece um álbum do Deftones em português) na faixa "Voyeur"
- um excelente cd aliás. Os dois trabalhos seguintes da banda são
intermediários em que a banda experimentava formas de unir metal + letras em
português + mpb (pra sermos sinceros nem sempre deu certo nesses álbuns). Mesmo
eu não considerando o "É Chá de Erva Doce" um álbum com vocais bem
trabalhados a canção "Minha Alma Fede" é soturna e boa de ouvir,
"Sua Beleza Me Faz Mal" tem uma letra até interessante, apesar de não
ser a melhor interpretação do vocalista Rafael Moromizato; já "Bossa
Nenhuma" é musicalmente muito mais
bem trabalhado em instrumental e nos vocais, e é justamente nesse álbum que a
mistura entre samba, metal e bossa nova se torna constante e consistente, mas
peca em algumas letras como e.li.sa (puro tapa buraco do álbum), todavia, foi
justamente uma canção desse álbum que me fez gostar e procurar mais trabalhos
da banda: O Machete - canção emblemática baseada no conto homônimo de Machado
de Assis, uma canção tensa com o uso de um machete contra um violoncelo
embalada com distorções de guitarra num clipe que lembra muito uma das minhas
bandas favoritas: Deftones. O som ficou incrível e o vocal está perfeito. Pra
quem não conhece o conto de Machado de Assis a letra parece confusa, mas ao
lê-lo você descobre exatamente do que a letra está falando e, confesso que me
surpreendi. Recomendo MUITO!
No novo álbum
"Samba de Preto" as coisas chegam a um nível de profissionalismo
invejável, as letras amadureceram tanto nesse álbum quanto o som havia evoluído
do 2.º para o 3.º álbum da banda harmonizando palavra e melodia. O novo álbum
conta com a participação pra lá de especial de Eumir Deodato (que já produziu
nomes como Bjork e Tom Jobim) e Elza Soares! Confira entrevista:
Obs.: A
introdução de "O Mar" chega a lembrar o estilo de uma outra banda
excelente: Apocalyptica; a banda fez uma regravação de Tom Jobim em versão rock
na faixa "Chega de Saudade"; "Foi-se" e "Samba de
Preto" são canções de luto com peso e letras intensas. São
esses apenas alguns destaques. Vou deixar vocês se surpreenderem com o resto
sozinhos. Aqui vai um pouco do trabalho do Huaska pra vocês apreciarem, e
acreditem: SAMBA DE PRETO é muito bom!
Eu sei o que
vocês devem estar pensando: "depois de todas aquelas bandas estranhas por
que diabos o cara resolve falar de Capital Inicial"? Tem dois motivos
principais:
1 - É Nacional
2 - Tem coisa boa
por aí
Na ativa desde
1986, o som do Capital passou por algumas transformações nos primeiros anos e
desde então adquiriu uma forma de pop rock bem estável.
Boa parte das
letras do Capital Inicial tiveram um ou mais dedos de Renato Russo, finado
vocalista do Legião Urbana. Nas palavras do próprio Dinho Ouro Preto no CD/DVD
Ao Vivo da Banda para o Multishow, em 2008:
"Há muito
tempo atrás numa terra distante, havia uma banda chamada 'Aborto
Elétrico'" (...)
O "Aborto
Elétrico" tinha integrantes que mais tarde se dispersariam em duas bandas:
Legião Urbana e o próprio Capital Inicial. Parte das composições passaria a
cada um dos lados nesse "divórcio musical", além de algumas canções
terem interpretações comuns às duas bandas (como a clássica "Que País é
Esse?").
O caso é que é
muito comum ouvir, especialmente dos fãs do Legião, que (apesar da história
comum), o Capital Inicial é inferior ao que o Legião foi, se não musicalmente,
letristicamente. Esse é o ponto em que é preciso citar pelo menos 2 trabalhos
do Capital Inicial, sem os dedos de Renato Russo, que realmente valem à pena
pelas LETRAS: O álbum "Gig Ante" de 2004 e o atual "Das
Kapital" de 2010.
As composições
são da própria banda e letristicamente empregam um recurso muito similar ao que
o Engenheiros do Hawaii usavam nas suas canções: boas doses de filosofia, jogos
de palavras e referências a ditados populares e afins. De certa forma, algo
nesse sentido já havia aparecido no trabalho de 2002, "Rosas e Vinho
Tinto", mas acabou ofuscado pelo sucesso de "A Sua Maneira" (um
cover da música "De Música Ligera" da banda argentina Soda Estereo).
Em "Gig
Ante" temos destaque para "Instinto Selvagem" num grande
manifesto de "vamos chutar o pau da barraca", "Respirar
Você" com a melhor dica de todos os tempos pra esquecer uma dor de
cotovelo: "vou fingir que nunca te vi, vou viver sem ter onde ir, até
cansar de respirar você" (sério mesmo,funciona!), a sensacional "Não
Olhe Pra Trás" com sua jogada lógica e pitadas de filosofia faz você pensar
com frases como "se o que era errado ficou certo as coisas são como elas
são" e "inteligência ficou cega de tanta informação" só perde
(na minha opinião) pra "Insônia" (algo que eu já tive bastante) já
que essa canção específica não se parece em nada que o Capital te há feito até
hoje com um experimentalismo inusitado tanto na diferença instrumental quanto
vocal (mal dá pra reconhecer que seja o Capital Inicial nessa música).
Em "Das
Kapital", os jogos de lógica à
semelhança de "Não Olhe Pra Trás" continuam em "Vivendo e Aprendendo"
e "Como se Sente?" com frases que lembram muito as composições do
Engenheiros como "os dias são sempre iguais, o mesmo filme em todos os
canais" e "sempre presente o medo de falar na frente dos outros o que
ninguém quer escutar", além das tradicionais histórias de romance que toda
banda brazuca não abre mão como em "Depois da meia-noite" (passamos
muito tempo sentados na calçada falando e
não dizendo nada) e dilemas existenciais com uma pitada de romance em
"Melhor".
Depois dessa
matéria e de acompanhar um pouco mais do som e das letras do Capital Inicial eu
não posso afirmar nem que o som nem que as letras pioraram, de fato, o que me
parece é que a visibilidade da banda diminuiu. É comum que as pessoas que tanto falam do "auge" e da decadência do
rock nacional sejam as mesmas pessoas que não acompanham os trabalhos das boas
bandas ainda na ativa preferindo viver de passado. Apesar da era da internet o
público ainda é levado pelos ventos da mídia. As boas bandas nacionais
continuam boas, a mídia é que não liga muito pra elas.
Switchfoot é o
tipo de banda que dá orgulho divulgar. Apesar de ter uma
pegada Pop Rock eles fazem bem mais que isso. Eles escrevem letras que prestam
(afinal, letras sobre sexo, drogas e sobre o quanto rock and roll é
"legal" não nos tornam melhores que fãs de arrocha, pagode, sertanejo
universitário, funk ou coisa pior, se é que é possível que exista algo pior que
funk...).
Formada em 1996
em San Diego Califórnia, Switchfoot (graças a Deus) não é uma banda de Hardcore
californiano, pelo contrário, estão mais próximos em alguns momentos do Hard
Rock misturado ao Grunge (de alguma forma eles tornaram isso possível).
O que mais chama
atenção é quando você procura entender as influências musicais e letrísticas da
banda. Vide um trecho extraído da Wikipédia:
"É evidente nas
suas canções as alusões ao trabalho de filósofos como, Søren Kierkegaard e
Agostinho de Hipona, nas canções: "Sooner or Later (Soren's Song)" e
"Something More (Augustine's Confession)", respectivamente.
"Meant to Live", o sucesso do conjunto, foi inspirado pelo poema de
T. S. Eliot, "The Hollow Men", enquanto "Stars", o single
do álbum, Nothing is Sound, brevemente vê as coisas de uma perspectiva do
Descartes, de acordo com Jon. "Nós nunca nos encaixamos em nenhum tipo de
lista de gêneros de música", diz Jon na entrevista dada ao VH1 (rede de
TV). Jon acredita que a diversidade da banda é o forte deles. Eles acreditam
que extraem tanto do Police e James Taylor, quanto dos Beatles e Stevie Wonder.
Nós nunca cabemos em nenhum gênero de música. Compositores como Bono, Bob Dylan
e Johnny Cash inspiraram nas letras das canções de Jon. O Switchfoot também foi
objeto de inspiração para o livro "Sangue de Anjos", segundo seu
autor, Reed Arvin."
As letras são um
deleite para quem gosta de um bom livro de filosofia. Se a ideia era fazer o
ouvinte pensar, funcionou comigo. A propósito, Switchfoot é uma banda cristã.
Tá aí uma dupla/banda sensacional que descobri num filme. Aliás, um filme excelente: Número 23. Pra quem quiser saber a resenha da história basta clicar no nome do filme. Muito similar ao
Interpol nos vocais, mas ao mesmo tempo mais cru em sua sonoridade
instrumental.
O som é
fortemente influenciado por grupos e artistas dos anos 1980 como Prince,
Bauhaus, Erik B and Rakim, Joy Division, New Order, The Cure, Danse Society,
The Psychedelic Furs, Depeche Mode, Suicide e The Sisters of Mercy.
Formada em Los
Angeles, Califórnia, no ano de 2005, lançaram em 2006, cujos singles obtiveram
razoável sucesso. O videoclipe de "Tear You Apart", dirigido pelo
ator porto-riquenho Joaquin Phoenix, foi bastante exibido em canais musicais. A
vocalista do grupo Garbage, Shirley Manson, aparece no videoclipe de
"These Things". O segundo álbum da dupla, This Is Forever, foi
lançado em 9 de outubro de 2007.
Não dá pra falar
de Ashton Nyte sem mencionar sua carreira no The Awakening, banda gótica e
cristã da África do Sul com um vocal grave pra danar (sim, você acabou de ler
isso).
Apesar do extremo
peso e sombriedade gótica nas canções, os trabalhos solo do cantor são
diferentes do The Awakening.
Por exemplo: The Slender
Nudes, de 2000, flerta com o eletrônico, mas fortemente influenciado por David
Bowie.
*Dirt Sense, de 2002 é mais minimalista e difícil de se enquadrar em qualquer
estilo existente, lembrando a sonoridade de "Cover" e "The
Other Garden" do The Awakening, mas com canções que dariam a direção do
álbum seguinte com uma marcação típica do trip-hop na faixa "Automation"
e em "New Messiah Of The Week" (uma das letras mais incríveis que já
ouvi dentro do tema do próprio título).
*Sinister Swing, de 2003 é alguma coisa entre o jazz e o trip-hop mas com forte influência gótica. As
canções soam bastante "escuras".
*Headspace (2005)
- Mudando totalmente de rumo, o álbum é puro rock and roll/noise rock. Outra
vez, uma das canções dava a direção que seria seguida no álbum seguinte: "Like
Jimmy Dean", um claro caso de flerte do cantor com western music.
*The Valley (2009
South Africa, 2010 USA) - Último álbum lançado, tem uma sobriedade típica de um
álbum que seria a trilha sonora perfeita de um filme de faroeste protagonizado
pelo vilão. Mas é apenas pela densidade do som da voz de Ashton (de qualquer modo continuo
achando o falsete dele horrível, por exemplo, na canção que dá nome ao álbum).
"Medicine", uma das canções do álbum tem uma letra cristã da melhor
qualidade.
Fica abaixo uma playlist com as minhas canções preferidas do Ashton Nyte em carreira solo e algumas apresentações ao vivo do the Awakening de bônus:
Lembram que eu
mencionei certa feita que nem toda banda que atualmente está ruim
necessariamente era ruim no começo, mas pode ter feito coisas interessantes no
passado? Pois bem, agora
imagine que uma dessas bandas resolva retornar às origens? Boa notícia não?
Esse é o caso do
Panic At The Disco. A banda estreou em 2005 com o incrível álbum "A Fever
You Can't Sweat Out" mesclando uma dezena de elementos inexplicáveis pra
uma banda que começou a carreira fazendo cover do finado Blink 182 (pra lá de
previsível musicalmente). Panic incorporava instrumentos de música erudita
barroca, indie, elementos circenses, música eletrônica (dance, pra ser mais
exato) e dark cabaret. Sendo que a primeira parte do álbum era totalmente
dance/eletrônica enquanto que a segunda parte era totalmente vintage. Pra lá de
original!
Outro aspecto pra
lá de original eram as letras como Camisado que conta a luta do pai de Brendon
Urie contra o alcoolismo, "Lying Is the Most Fun a Girl Can Have Without
Taking Her Clothes Off" e "But It's Better If You Do": duas
canções retiradas diretamente do roteiro do filme "Closer: Perto
Demais" (recomendo o filme), "I Constantly Thank God For Esteban",
canção que trata diretamente de como o culto religioso em muitas tem se tornado
uma espécie de "show" onde a mensagem da fé em si tem pouca
importância, além de "I Write Sins Not Tragedies" com um emblemático
clipe que faz qualquer homem pensar duas vezes antes de casar com uma mina com
histórico de infidelidade. Os clipes feitos pela banda para promover as canções do primeiro disco eram outro capítulo à parte, extremamente teatralizados.
O caso é que,
depois de arrebanhar fãs mundo a fora, num acesso de criatividade (ou de falta
dela, nunca saberemos) a banda mudou totalmente a fórmula e lançou o
dolorosamente pop "Pretty Odd" em 2008, o que acerretou a perda do "!" no nome da banda, que passou de "Panic! At The Disco" para "Panic At The Disco". O novo trabalho foi uma decepção pra quem
esperava algo na mesma linha do 1.ª álbum. A banda havia se tornado mais uma
entre tantas bandas de pop suave sem nenhum diferencial criativo além de uma ou
outra letras bonitinhas. Se você ouviu esse álbum e teve a impressão que era de
música infantil, foi exatamente essa a impressão que tive ao ouvir
"Pretty Odd".
Porém, ainda
havia esperança de redenção, contando agora apenas com 2 de seus membros
fundadores, o Panic se arrependeu de seus pecados e lançou "Vices & Virtues"
em 2011. Fui ouvir mais por curiosidade que por esperança de que tivessem feito
algo bom e que surpresa ao notar que, embora não fosse como o 1.ª álbum, havia
algo de retorno às raízes! O som novamente empregada elementos alternativos
mesclados do Indie, do lado eletrônico do Dark Wave e alguma sonoridade barroca
dentro do contexto do pop contemporâneo como se tivessem harmonizado os dois
primeiros trabalhos numa síntese bem coerente nesse 3.º álbum. Fiquei
satisfeito ao ouvir e pensei: por que não criar uma linha do tempo no Billy To
Indie que permitisse aos curiosos, decepcionados ou entusiastas do Panic
comparar os 3 trabalhos? E assim, aqui estamos nós! Confiram:
Engraçado a
extinta MTV (extinta pra mim que tenho antena parabólica, aliás, não me faz
falta) certa feita fez um Top Top com os 10 maiores fiascos da música e entre
eles estava Billy Idol em uma posição qualquer por causa do fracasso comercial
do álbum Cyberpunk. Mas, porém, entretanto, todavia, mais uma vez a MTV fez uma
propaganda enganosa do trabalho de um cara realmente criativo por conta de um
incidente isolado. Me dei ao trabalho de fuçar a discografia básica de Billy
Idol e descobri que gostava desde pequeno de uma série de canções dele que não
sabia quem tocava, entre elas temos "Eyes Without A Face",
"Rebell Bell", "Sweet Sixteen" (é uma história bem triste, uma letra a se conferir), "White Wedding",
"Flesh For Fantasy" e, é claro, "DANCING WITH MYSELF"!
Depois dessa
descoberta creio que resta uma lição para todos nós: nunca confie na MTV! Mesmo
com mais de 30 anos de carreira, este cinquentão ainda se esbarrou pelo
hardcore (World Comin' Down), Americana/Western music (John Wayne) e até pelo
Heavy Metal melódico (New Future Weapon). De fato, Billy Idol sempre foi um
Punk com um pé no Hard Rock desde o início de carreira, o que torna seu som
realmente bem interessante.
Ouçam por vocês
mesmos e tirem suas conclusões na nossa pequena seleção do Billy Idol e alguns
covers dignos de nota de bandas influenciadas por ele (não se preocupem, o
Supla não entrou na lista! Kkk).
Black Lab. Taí uma banda estranha. Pra início de conversa, nem era uma banda, mas uma dupla que virou um trio, que virou um quarteto. Chequem o site oficial e a Wikipédia.
Meu primeiro
contato com a banda foi através da sombria canção "This Night" num
episódio da série Dr. House. Acabei arrumando o álbum "Passion Leaves a Trace" de 2007.
Sinceramente,
como fã de She Wants Revenge e Interpol, achei que Black Lab fosse uma banda de
Dark Wave. Todavia, essa canção destoa da maior parte dos trabalhos da banda
nesse álbum. Mesmo com essa
pequenina decepção (eu realmente gosto muito de Dark Wave), consegui descobrir
coisas interessantes como "Gone" (a letra faz você pensar sobre o que
diabos realmente tem na mente de homens cafajestes), Pictures of People (uma
crítica à cultura de massa, TV e estereótipos), além de Sun and Moon (com uma
levada e alguns jogos de falsete entre oitavas que é bem gostosa de ouvir), tem até uma "pesadinha" chamada Broken Heart.
Uma boa
experiência pra quem gosta de Soft Rock. Ah, o resto do álbum é a cara dos
trabalhos do Keane, então quem curte Keane com certeza vai gostar.
Acontece que
bandas nem sempre começam uma bosta. Eu poderia
articular em defesa do 3 Cheers For Sweet Revenge, mas esse álbum vendeu muito
bem e teve boas críticas, mesmo sendo rotulado como "emo".
Vamos primeiro a
algumas informações sociológicas: bandas não formam tribos urbanas, fãs formam
ao tentar incorporar ideologias que acham convenientes a um tipo de roupa e
atitude que copiam de uma banda que gostam. Por isso você vê bandas como o
finado UnderOath que não queria ser taxado como "banda de crente", o
Sisters of Mercy que nunca se identificou como gótico e, finalmente o My Chemical
Romance, que sempre negou ser essa coisa que chamam de "emo".
O álbum que eu
escolhi para comentar é justamente o primeiro da carreira dos caras. Há algo especial no
primeiro álbum de uma banda: o esforço para criar uma identidade, o
experimentalismo, a força do som, o amadorismo, e a saudade que vem ao olhar pro
passado e perceber o que os caras queriam/podiam ter sido, o que nem sempre as
gravadoras permitem, ou mesmo brigas entre os integrantes buscando tocar algo
dentro de um "consenso da banda" (é camaradas, isso existe, a culpa nem sempre é
das gravadoras, só quem já tentou tocar em banda sabe... durma com essa hoje).
O primeiro álbum
do My Chemical Romance é tudo, menos emo. Há sim uma influência da
"pegada" Hardcore, mas também tem muito (sim) METAL no cd, distorção,
velocidade e noise!
Não há diferença
estilística real entre o primeiro álbum do My Chemical Romance e os 2 primeiros
álbuns da banda de Metalcore/Death Melódico Still Remains. De fato, cheguei a
confundir "Honey, This Mirror isn't Big Enough" com Still Remains
numa playlist antes da voz do Gerard Way sair! "Our Lady Of Sorrows"
é porradaria pura, "Drowning Lessons" é contagiante, apesar do resto
do cd ser mais leve ainda há muito flerte com riffs típicos de Metal mesmo...
Nessa mesma época a banda lançou um cover hilário de Mariah Carey da música
"All I Want For Christmas Is You", e a atitude nessa interpretação
lembra a irreverência do Sex Pistols pois a canção é interpretada como se a
banda estivesse tendo um ataque cardíaco coletivo ao tentar tocar a canção e
correr a "Maratona de São Silvestre" ao mesmo tempo (sério, é uma das
coisas mais hilárias que ouvi desde Graforréia Xilarmônica!) além de um cover em
conjunto com o The Used interpretando "Under Pressure" (que no
original era David Bowie e Queen). O álbum é tão espontâneo e amador (no bom
sentido da palavra) que parece um show ao vivo de banda de garagem. Rockeiro
desde pequeno que sou, chamar algo assim de ruim seria pecado. Se fosse pra
nomear o estilo eu nomearia como "Punk Metal"... qualitativamente essa formação do
My Chemical tocava melhor que os caras do Protest The Hero (que eu também
conheci o trabalho desde antes do Kezia quando a banda apenas sonhava aprender
a tocar hardcore).
Concordo que
depois de "The Black Parede" o My Chemical Romance ficou cada vez
mais pop e o som se tornou comum demais sabe lá Deus porque motivos, o que é uma pena, mas não
dá pra dizer que eles não começaram direito, porque isso seria artisticamente
desonesto e mentiroso.
"I Brought You My Bullets, You Brought Me Your
Love" é um dos meus cds pra salvar do incêndio.
Silverchair começou
no final dos anos 90 com o bom e velho grunge e, com o passar do tempo,
adquiriu letras encorpadas, psicológicas e densas, com harmonias audaciosas e
muitas vezes fortemente impactantes ou depressivas.
É do conhecimento
geral de quem acompanhou a banda no auge (porque algumas de suas canções
tocaram muito, como "Miss You Love" e "Ana's Song" que
virou um hino contra a anorexia) que as letras soturnas acompanharam um período
em que o vocalista Daniel Johns lutava contra uma anorexia nervosa e uma
depressão que quase o levaram à morte... Superada essa
parte complicada, a música da banda mudou (Johns era o principal compositor,
além de guitarrista, pianista e vocalista da banda). Era de se esperar, afinal
o artista é a obra e vice-versa. Mas o som perdeu aquela veracidade, aquela
intensidade e, a meu ver, a genialidade dos anos escuros.
O mais engraçado
(ou não) de tudo é que, após se recuperar da anorexia e da depresão a esposa de
Daniel Johns, a também cantora Nathalie Imbruglia, o deixou e, quando você
aguarda um retorno sombrio e cheio de ódio o Silverchair surge com o
ultra-fofinho "Young Modern" e você ouve e pensa: "que p*&%a
é essa?!" Onde está o Silverchair de "Freak Show" com letras
como as de "Abuse Me", "Cemetery" ou a ira de "Learn
To Hate" (a eterna melhor de todas pra mim), ou o Silverchair de
"Neon Balroom" com épicos como "Emotional Sickness" e
"Black Tangled Heart"?
Mas o caso talvez
seja mais complicado do que parece... É como diz aquela letra do Marillion
"We don't have to live in a world
Where we give bad names to beautiful things". As músicas do "Young Modern" são
bonitas até, mas não agradaram muita gente, incluso eu. O que dá uma certa
culpa ao pensar que provavelmente foram compostas na fase feliz do autor, a
fase curada. Faz você pensar um pouco sobre as pessoas que somos e como muitas
vezes somos mesquinhos com a arte das pessoas ou quando nossos ícones resolvem
mudar por decisão ou acabam mudando de pouquinho na vida até perceber que não
são mais quem eram antes. Como diria Humberto Gessinger: "Só a mudança é
permanente".
Silverchair "do bem"
Ao contrário da
teoria da evolução, Silverchair tem um elo perdido... Ou achado: Diorama. Foi
nesse álbum que a banda conseguiu fundir o que era antes ao que iria se tornar
sem fazer feio! Melodias complexas, algumas pesadas com um que soturno como
"One Way Mule", algo de quase doentio no som de "Too Much of Not
Enough", uma balada fofinha em "Luv Your Life", flertes com o
clássico (com piano e tudo) em "After All These Years" e "Across
The Night", a depra batendo na sua porta em "My Favourite Thing"
e por aí vai...
Enfim... Daniel
Johns acabou fundando o The Dissociatives, outra banda na linha do "Young
Modern" e está na ativa desde então, enquanto o silverchair parece ter se aposentado pra sempre. Seja feliz, Daniel!
Essa é uma pergunta bem comum e, se a pessoa com quem vc estiver falando tiver um mínimo de educação, serve até de quebra-gelo. Mas o que fazer se vc não tem uma banda favorita?
É o meu caso. Cheguei num ponto da vida em que não dá mais pra responder essa pergunta. Por quê? Porque eu conheço bandas demais! Ultimamente divido as bandas em: bandas que eu ouço muito, bandas que ouço pouco, bandas que já ouvi melhores, bandas que no geral não gosto (afinal, elas podem ser boas ou não) e bandas que eu não conheço.
Mas Chevelle, essa marcou época (não o carro da Chevrolet, a banda). Já foi a minha favorita e mesmo eu ouvindo menos, ainda ouço bastante. Motivo? Bem, eles sabem fazer belas canções melancólicas sem ser piegas ou falar de amor, conseguem fazer canções pesadas sem ser trolls, conseguem ser sombrios sem ter nada de góticos, pop sem ter nada de californianos, e de quebra tem letras interessantes como "Emotional Drought" que é uma crítica ao sistema escolar, "Panic Prone" que é sobre a parábola do filho pródigo, "Family System" que tem um significado especial se você souber um pouco de psicologia, "Skeptic" fala sobre ceticismo, e mesmo eu acreditando piamente que os melhores trabalhos do Chevelle são os primeiros álbuns (Point #1, Wonder What's Next e This Type of Thinking) não consigo desgostar dos novos álbuns porque não perdeu a qualidade lírica ou musical, apesar de estarem faz tempo numa direção que não era a que um fã que acompanha a banda desde o começo esperaria.
É por isso que,
mesmo achando que eles poderiam estar mais interessantes, ainda ouço e
recomendo Chevelle.
Tá aí uma banda que
bem que poderia se chamar 3 Disgrace - não me entenda mal, curto muito o
trabalho dos caras, mas as letras são densas e quase sempre analisam o lado mau
da natureza humana, variando temas entre amores mau correspondidos, morte e até
bullying. Terminei de ler o epílogo de Cartas do Inferno, chamado "O
Brinde de Screwtape" ouvindo "Animal I Have Become" e devo
admitir que esse tipo de leitura somado a essa letra específica do 3 Days Grace
se casaram perfeitamente.
A banda não começou com esse nome, na verdade se chamava Groundswell e era beeeem grunge, resolvendo, posteriormente, tentar uma nova sonoridade, apesar de Groundswell também ser uma banda interessante. Logo quando descobri meio que fiquei viciado numa das canções da fase Groundswell, chamada "Eddie".
O vocalista teve ainda
algumas participações com o Apocalyptica que soaram muito boas! Confiram uma:
Uma característica interessante do aspecto vocal no 3 Days Grace é justamente o tipo voz de Adam Gontier, uma categoria entre o barítono e o tenor, tendo um aspecto rouco e encorpado. Falando sério, só dá pra saber que o cara não é barítono se você mesmo for um - independente de sua textura vocal dá pra sacar que o grave dele não é tão grave assim, mas o tipo de voz faz o som se destacar. Fora que o cara é sósia do vocalista do Snow Patrol! XD