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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Covercraft


Já ouviram falar de crise de meia-idade? Pois é meu amigo, se você ainda não teve, acredite em mim... vai ter. E vai parecer que você tem 10 telas de TV ligadas em canais diferentes na sua cabeça, todas exibindo, ao mesmo tempo, versões alternativas suas se você tivesse tomado decisões diferentes na sua vida!
Como tudo que é bom ressuscita ao terceiro dia... ou, no caso desse blog, bem depois do terceiro dia, billytoindie retorna das trevas do Hades (e não me refiro à marca de suco) para te questionar: Que diabos você está fazendo da sua vida?

Eu explico: Chega um certo momento na sua vida musical (quando você tem um mínimo de noção do que é isso... e não, não é aquilo que você assiste no "Ídaluz", nem na parte engraçada nem na que ganha o concurso!), em que você se questiona: seriam meus ídolos tão bons assim ou estou superestimando os caras e gritando como um retardado no meio do show?


E mais, você que tem a mínima noção do que é uma melodia com cadência de tempo e rimas que façam sentido, começa a se perguntar, bem no interior desta latrina que você chama de cérebro: teria eu, um mero mortal, chance de me tornar um músico competente se eu tivesse mandado todos para aquele lugar quando riam ao ouvir falar de faculdade de música? Daqueles que te menosprezaram quando quis montar uma banda? Aqueles que enchiam sua mente de dificuldades quando você dizia que não, nunca iria tocar arrocha, axé, pagode, sertanejo, nem funk (muito menos funk!), nem nada que possa ser usado para disfarçar os sons que você produz enquanto está de visita no banheiro da casa de um colega...


E se você tivesse usado rolhas de champagne nos ouvidos quando seus pais te perguntaram: "E isso dá dinheiro?" É quando você começa a se questionar: teria eu condições de conquistar um espaço honesto ao sol que ilumina tantos viciados e prostitutas e lhes proporciona tantos ridículos direitos autorais e salários que matariam a fome de todas as criancinhas da África?

Pois é! Assim como na banda fictícia dos Simpsons no 8.º episódio da 26.ª temporada (todo mundo ama Simpsons!), as crises de meia-idade são o melhor momento para juntar seus amigos que, assim como você, fogem do trabalho para fazer versões caseiras das bandas que aprenderam a amar! 



Nessas férias, comecei a tocar algumas coisas em casa por mera diversão e com a ajuda dos amigos Guga (guitarrista) e Zinho do StudioZ (baixo, bateria e mixagem) surge o nosso próprio COVERCRAFT! Conheça nosso som pelo Telegram.



Então, faça algo da sua vida que não seja criticar quem produz alguma coisa dizendo o quanto são amadores e divirta-se tentando dar algo útil à sociedade. E não estou falando do seu trabalho porque todos sabem que adultos saudáveis não gostam de trabalhar! ;-)

Créditos das mixagens de "H3ll D0n't N33d M3" e "My Pr0m1s3" para StudioZ (clique para conhecer).


terça-feira, 17 de junho de 2014

Demon Hunter

Demon Hunter é uma banda que acompanho desde o primeiro álbum de 2002 e devo dizer que muita coisa mudou nesses mais de 10 anos pra cá...


A começar pelo vocal de Ryan Clark: claro que seu "drive" continua sendo um som bastante "ameaçador", mas o vocal cantado dos coros ou pontes das canções, um tanto "grave" para os padrões do metalcore (onde temos um número de vocais tenores quase tão grande quanto o metal melódico) tem baixado cada vez mais de tom. No álbum "Storm The Gates of Hell", de 2007, as canções "Fading Away" e "Lead Us Home" me fizeram pensar que Ryan clarck fosse tenor. Acabei mudando de opinião e classificando o cantor como barítono a partir das performances ao vivo e do material novo da banda, como no clipe abaixo da canção "I Will Fail You".


Outro ponto interessante é o grande número de baladas numa banda de heavy metal: "My Throat is An Open Grave", "My Heartstrings Come Undone", "The Tide Began To Rise", "Carry Me Down", "Driving Nails", "Dead Flowers" e a atual "I Will Fail You". Quem checasse a discografia apenas pela minha indicação poderia pensar que sai uma por álbum, mas não é bem assim, porque há canções com apenas trechos de vocais agressivos, aumentando o número de canções "não pesadas" por álbum. Todavia, minha favorita, entre as baladas, acabou sendo "Tomorrow Never Comes", canção que eu só percebi que estava no álbum "True Defiance" muito tempo depois de eu ter deixado a banda de escanteio. Costumo passar por alguns casos de "encanto póstumo" com algumas bandas.

Em algumas entrevistas, Clark já deixou claro que ouve de tudo e não é bitolado no metal (um grande diferencial). Sem falar nas letras que tratam da vida humana e da fé numa perspectiva ora teológica, ora existencialista. Não é o tipo de banda sem cérebro que você pode se dar ao luxo de não saber o que está dizendo.

A performance ao vivo da banda não deixa pra menos, mas tem um energia totalmente diferente dos acústicos: nos shows, o vocal de Clark pende pro grave, nos acústicos ele não agrava a voz ao ponto que se ouve nas pontes de "I Will Fail You" ou "I am a Stone", por exemplo. De qualquer forma, uma grande banda, um vocal que foge aos padrões do gênero, se é que se pode dizer, a essa altura do campeonato, que ainda se trata de uma banda de Metalcore ou Death Melódico. 


Pra mim, Demon Hunter se tornou algo mais...

Discografia e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

sábado, 5 de abril de 2014

[1990] Faith No More - Live at the Brixton Academy

Abril chegou, e pra começar muito bem, um dos melhores shows disponíveis no youtube: Faith No More ao vivo na Brixton Academy, em Londres!

Just keep rocking! \m/

domingo, 9 de março de 2014

[1999] Metallica S&M

2014 mal começou e me deu a excelente ideia de postar alguns dos shows mais legais que estão no youtube, nacionais e internacionais, para divulgar coisas que realmente vale à pena ouvir. Mas, com a preguiça das férias e a porcaria do carnaval, estou pelo menos 2 meses atrasado. Pra compensar só mesmo com um show duplo. 

Com vocês: Metallica e a Orquestra de São Francisco! Show duplo e completo. Aproveitem!


Just keep rocking! \m/

sábado, 17 de agosto de 2013

O mestre SUPREMO do violão



Não raras vezes tive surpresas com performances inusitas de violonistas no youtube, desde africanos tocando de formas impensáveis até verdadeiros homens-banda, como Andy Mckee, o jovem prodígio Sungha Jung, ou mesmo Miyavi que tem o hábito de tocar slap, que é uma técnica de baixistas experientes, no violão. Pra economizar postagens, tá tudo em hyperlink, mas o prodígio de hoje é o mestre do violão Jon Gomm com a performance de Passion Flower, em que, sozinho, simula distorção de guitarra, muda a afinação das cordas enquanto toca, faz a percussão e canta ao mesmo tempo uma canção que é de composição própria dele mesmo! Yngwie Malmsteen que me perdoe, mas pra mim o conjunto da obra de Jon Gomm superou todos os anteriores.

Just keep Chucking Norris!

domingo, 30 de junho de 2013

Confraria da Costa

Provavelmente uma das indicações mais bizarras que já passou por esse blog: Confraria da Costa (ou, como eu gosto de chamar, CONFEITARIA da Costa, sempre com as melhores massas salgadas, doces, aceitamos encomendas pelo 0800-Pirata Alma Negra) - uma banda nacional que canta em português (e hoje em dia isso não é pleonasmo) canções de pirata com uma pitada de rock, apareceu na minha vida por indicação de uma amiga (oi de novo Herz! XD) e eu achei muito legal!

Enjoy:


Just keep traveling the world and the 7seas! \m/

sábado, 22 de junho de 2013

Misfits (Project 1950)

Misfits - Project 1950


Recentemente, fiz uma postagem inaugural no blog sobre "batalha de bandas" com o Misfits e o Grave Robber.

O caso é que eu descobri, há poucos dias, um álbum do Misfits que eu não conhecia chamado "Project 1950". Algum de vocês consegue imaginar do que se trata?

Quem apostou em Misfits tocando versões de clássicos do rock-a-billy anos 50 em horror punk acertou em cheio!

Deixo a playlist abaixo para vosso deleite, é simplesmente sensacional!



Destaque para todas as faixas, com menção honrosa a um dos maiores clássicos do rock-a-billy de todos os tempos: "Great Balls of Fire" do ainda vivo (mas não por muito tempo! Wuar Wuar Wuar! *risada maligna*) Jerry Lewis.

Detalhe: Quem está no vocal é o único membro da formação original do Misfits, o baixista da banda, Jerry Only.


Enjoy:


Just keep scaring me! \m/ 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Misfits x Grave Robber

Em clima de horror rock desde a saga do Inferno de Dante, chegou a hora de um duelo de bandas no billytoindie!

De um lado com uma discografia de 8 álbuns de estúdio, com 3 formações em épocas distintas e vocalistas diferentes, os caras que inventaram a base do que seria o rock de horror e seus derivados (death rock, horror punk, horror hardcore): The Misfits.

No outro canto, com 3 álbuns de estúdio gravados, uma contraparte que pleiteia o trono no Misfits: Grave Robber.

Duas bandas com características similares: base de punk rock, letras contando contos de terror com espiritualismo e ficção científica e um baita visual de halloween. De fato, tanto em matéria de voz quanto a pegada, são muito similares. Dá pra confundir as bandas se você não conhecer o repertório, mas com duas diferenças fundamentais:

a) Misfits, por ser horror punk mais clássico, no geral tem uma batida mais lenta e chega a ser menos pesado, em comparação, que o Grave Robber, embora (confesso) seja um pouco difícil perceber.

b) Grave Robber é uma banda de horror punk cristã (Sim, isso existe e é bem original! São metáforas de horror dentro dos conceitos teológicos cristãos. Não que o Misfits também não o fizesse, afinal o conceito de diabo, por exemplo, é um conceito cristão. Porém, o Grave Robber aborda essa temática a partir da ótica cristã. Outras bandas, como Demon Hunter, também seguem o conceito, como na letra de "Storm The Gates of Hell").

Dois trabalhos das bandas são épicos nessa batalha:
a) O clássico "American Psycho" do Misfits, lançado em 1997 com Michael Graves nos vocais, representando a melhor fase da banda (que, por intrigas infantis dos membros, acabou não contando com a participação de Graves justamente quando fizeram a primeira turnê que passou pelo Brasil). As letras eram basicamente contos de terror com direito a homenagens a filmografia de Vicent Price (Abominable Dr. Phibes) alusões a literatura a exemplo de George Orwells: Guerra dos Mundos (em Mars Attacks) ou ao Frankestein de Mary Shelley até nos apelidos dos integrantes da banda (o guitarrista era conhecido como Doyle Wolfgang von Frankenstein), além de canções sobre ataques zumbis (Day of The Dead) e muito mais! Halloween total com selo de aprovação de Jack Pumpkin Head.

b) Um álbum igualmente notório competindo de igual pra igual com "American Psycho" é o "Be Afraid" do Grave Robber. Falando de exorcismo (The Exorcist), caça às bruxas (Burn Witch, Burn!), psicopatia (Skeletons), contra o aborto (aliás, numa das melhores canções do álbum: "Screams of The Voiceless"), esquizofrenia (Schizofiend), zumbis (I, Zombie), com direito a jargões médicos como o que dá título à canção "Rigor Mortis" (termo em latim comum em necrópsia já que se trata do enrijecimento do corpo cadavérico poucas horas após a morte, usado em perícia criminal como referência para dar a hora estimada da morte em estilo CSI). 

Como o cristianismo é um religião bastante gótica (diga-se de passagem: tem coisa mais gótica que um Deus que morre torturado no lugar da criação pra evitar sua destruição e volta dos mortos com juras de vingança contra as forças do mal? Aliás, tem muito disso na canção Golgotha), há conceitos bizarros como "morrer para o pecado" e "nascer de novo" representado em ritos como o batismo representando mudança de vida, comportamento, visão de mundo, etc, que implicam em deixar Deus matar o mau dentro de você a cada dia... Tudo isso muito em evidência e falado de forma bem humorada, por exemplo, na canção I Wanna Kill You Over and Over Again", além de uma abordagem pra lá de halloween do juízo final em "Bloodbath" ("banho de sangue" como dupla alusão: morte de Cristo e sua vingança final).


É uma batalha de pesos pesados... Cá entre nós, eu apostaria em EMPATE POR DUPLO NOCAUTE!

Discografia de Misfits:

 *Static Age (1978)
 *12 Hits From Hell (1980)
 *Walk Among Us (1982)
 *Earth A.D./Wolfs Blood (1983)
 *American Psycho (1997)
 *Famous Monsters (1999)
 *Project 1950 (2003)
 *The Devil's Rain (2011)

Discografia de Grave Robber:

*Exhumed (2011)
*Inner Sanctum (2009) 
*Be Afraid (2008)


Fontes:


Just keep horrorocking! \m/ 


Brothers of Brazil


Ok, admito, essa matéria é reblogagem pura e descarada! Mas devo confessar que odiei que, no finado site tozco.com, tenham escrito isso ANTES DE MIM!
também conhecidos como Supla e João Suplicy: "The Brothers of Brazil"



Eu já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha escutado as músicas da dupla e nem visto os dois se apresentando. Rolou um amostra grátis ontem no Programa do Jô e sabe o que mais? Eu gostei! Bastante até! Mas eu sou suspeita pra falar pois já gostava do Supla na época de pérolas como "Menina de família safadinha", "Encoleirado" e "Você só pensa na fama", que aliás nem sei se chama assim mesmo pois faz teeeempo. Achei meio caída aquela época de "Green Hair" (Japa girl), mas desta vez a combinação aparentemente estranha do aparentemente certinho João Suplicy com o punk-glam-showman-esdrúxulo-besourosuco Supla (afinal eles têm os mesmos genes, não é?) teve um equilíbrio surpreendente! As músicas são bacanas, conservam a ironia e a linguagem do Supla só que bem mais elegantes. Acho que o terno anos 50 e o penteado que João envergava no Programa do Jô deixou-o com a cara do Tom Jobim, que compunha com muita elegância. Inspiração ou sessão espírita? Supla, como todos devem ter notado, tem parentesco próximo com Beetlejuice. Muito próximo!

Mas e quanto às músicas? Então, entrei no site deles para ouvir mais dos irmãos, pois só assisti "Samba around the clock" e "Brothers of Brazil" (que gruda na cabeça, mas de um jeito bom) no programa. Adorei! Mesmo "Remind You" que parece não ter nada a ver com o resto me lembra o Supla oldschool. Inrotulável mas algo como Joey Ramone com Beatles com pitadas meio bregas geniais. Vale muito a pena ouvir todas! Eu não vou ficar aqui tentando definir o som não porque eu não sou crítica de música e depois o povo vai me tacar pedra, mas a boa é conferir os dois ao vivo. Eu vou!

Brothers of Brazil -dia 22 de maio às 21h no Cinemathéque
R. voluntários da Pátria ,56 – Botafogo – Rio de Janeiro

Just don't keep the samba dies! \m/ 

domingo, 16 de junho de 2013

HIM (Venus Doom)

Taí uma banda que eu resisti por um tempo postar aqui no blog. Motivo? Diferenças ideológicas.

Capa de Venus Doom
A ideologia do HIM e suas metáforas teológicas sobre o diabo mescladas com clichês românticos não me agradam. Eu até sei que a proposta do HIM era fazer uma mescla de BlackSabbath com Chris Isaak, mas (cá entre nós) eu sempre preferi o Chris Isaak. A idéia de falar de forma não-histórica de religiões ou ritos macabros sempre me pareceu suspeita porque beira a apologia. Então por que o HIM está aqui?

Bom, pra começar porque nem tudo que eles fazem é podre (embora eu deva confessar que os clipes são de um mau gosto incrível, um exemplo clássico é o clipe de Killing Loneliness, uma música excelente estragada por um clipe imbecil, apelativo e piegas). Enfim...

Quem já tiver ouvido falar da saga do Inferno de Dante, ou a Divina Comédia (duas alusões de nomes diferentes ao mesmo livro do poeta italiano Dante Alighieri) sabe da epopéia de Dante atravessando os 9 círculos do inferno para salvar sua amada após ter causado indiretamente sua morte ao traí-la durante as cruzadas para recristianizar Jerusalém (sim, é um conto num cenário histórico real - dá pra aprender alguma coisa com o livro). A cada círculo do inferno Alighieri traça uma crítica por meio de cada um (e mais um pouco) dos pecados capitais transgredidos sob patrocínio da igreja de Roma cometidos por Dante no enredo tendo suas ações levado à eterna danação pessoas de melhor caráter que ele próprio. O luto e o peso da consciência do protagonista além das próprias críticas históricas e mensagens subliminares no texto com críticas ao governo italiano contemporâneo do autor além de várias alusões à vida do mesmo (afinal, o protagonista e o autor tinham o mesmo nome) já são motivo de sobra pra ler. E o HIM musicou a história.


Basicamente é isso, nem tanto uma recomendação de HIM está mais para uma nova forma de conhecer e se interessar pela obra de Alighieri (o que eu penso sobre a banda - e todas as outras que seguem essa linhagem de letras - está bem delineado na minha série sobre o satanismo na música no meu outro blog, o Proibido Pensar). Todavia, verdade seja dita, os vocais de Ville Valo são quase sempre impecáveis. E, em termos de som, é o trabalho mais maduro da banda, o único em que as referências soturnas são desculpáveis já que são cenário da história. De qualquer modo, sinceramente, quando eu quero ouvir rock de terror, eu prefiro Misfits ou Grave Robber. HIM é romântico demais pra dar medo (nas boas canções) e não tem o bom e velho estilo de halloween quando tenta parecer do mal...

Fontes:

Just keep rocking! \m/ 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Day of Fire


Day of Fire é uma banda de Rock americana bastante minimalista. No geral as melodias são simples e fáceis de tocar, interessante pra quem está começando um instrumento. Mas não confunda simplicidade com má qualidade!

Tendo lançado o primeiro álbum em 2004, a banda tem um trabalho muito bem elaborado nas letras e no som. A banda está atualmente em hiato, mas o último álbum contou com participação do vencedor do American Idol, Chris Daughtry.

O vocalista Josh Brown, ex Full Devil Jacket, já havia feito turnê com Nickelback e Creed, quando Josh sofreu uma overdose de heroína (clichê)... Ao invés de morrer como um grande e patético imbecil, Josh conheceu a fé cristã, formou o Day Of Fire, começou a cantar sobre sua fé e está vivo até hoje. Me corrijam se eu estiver errado, mas ele me parece bem melhor agora (até musicalmente) do que quando era um rockeiro drogado idiota.





Discografia:

2004 - Day of Fire
2006 - Cut & Move
2010 - Losing All





Just keep rocking! \m/

Charon (Songs For The Sinners)


Um dos países mais conhecidos pela cultura musical vinculada ao heavy metal, principalmente ao Metal Gótico, é a Finlândia. E é justamente da Finlândia que surge Charon, no ano de 1992. A história musical do Charon é curiosa porque seu primeiro trabalho foi como uma banda de Death Metal. A mudança de direção para o Metal Gótico foi pra lá de audaciosa! 

Apesar de eu ter um apego muito forte por outros trabalhos do Charon como o álbum Downhearted de 2002 com 2 das canções mais poderosas da banda (na minha opinião): Bitterjoy e Erase Me; o destaque de hoje é justo o álbum de despedida da banda, com um nome emblemático que chama a atenção de imediato: Songs For The Sinners (ou "Canções para Pecadores"), de 2005. 


Com uma sonoridade forte e um vocal barítono com graves poderosos, Songs For The Sinners fala de amor, morte e sobre as cicatrizes que a vida deixa em nós com uma linguagem poética que lembra um conflito armado (como nas faixas Bullet, Colder e Rain).

Por se tratar de uma banda de metal gótico, vale informar que Charon é a versão em inglês de "Caronte", o barqueiro que carregava as almas dos mortos ao Hades (mundo dos mortos na mitologia grega), mas o mesmo termo também significa "ira divina" em hebraico. Se o historiador Diodorus Siculus estiver certo ambos os termos, hebraico e grego, tem origem egípcia e compartilham um significado: "ira". Em 2011 a banda encerrou as atividades fazendo seu último show em sua cidade natal Oulu. 

Discografia: 
Sorrowburn (1998) 
Tearstained (2000) 
Downhearted (2001) 
The Dying Daylights (2003) 
Songs for the Sinners (2005) 

Singles: 
"Little Angel" (2001) 
"In Trust of No One" (2003) 
"Religious/Delicious" (2003) 
"Ride on Tears" (2005) 
"Colder" (2005) 

Compilações: A-Sides, B-Sides & Suicides (2010) 

Vídeos: "November's Eve",  "Little Angel", "Colder", "Ride on Tears".   

Fontes: 

 Just keep rocking! \m/

domingo, 14 de abril de 2013

Huaska

 

Salve pessoal!
Após a descoberta do site Metal Em Português (In Memorian), pensei em trazer algumas bandas brasileiras que CANTAM EM PORTUGUÊS.

Uma particularmente interessante que eu descobri é uma banda de São Paulo chamada Huaska. A proposta da banda é muito interessante: mesclar o metal com música brasileira. O interessante é que a parcela da música brasileira escolhida foi justamente o samba e a bossa nova!

Eu sei que até o Sepultura já usou elementos de música brasileira e já gravou bossa nova, mas NÃO É ESSE O CASO AQUI! A proposta do Huaska é uma FUSÃO entre samba, bossa nova e metal! Isso é um passo além do que qualquer banda brasileira já fez!

Vamos por partes: A mistura é uma característica que aparece timidamente em Mimosa Hostilis, o 1.º trabalho da banda (que mais parece um álbum do Deftones em português) na faixa "Voyeur" - um excelente cd aliás. Os dois trabalhos seguintes da banda são intermediários em que a banda experimentava formas de unir metal + letras em português + mpb (pra sermos sinceros nem sempre deu certo nesses álbuns). Mesmo eu não considerando o "É Chá de Erva Doce" um álbum com vocais bem trabalhados a canção "Minha Alma Fede" é soturna e boa de ouvir, "Sua Beleza Me Faz Mal" tem uma letra até interessante, apesar de não ser a melhor interpretação do vocalista Rafael Moromizato; já "Bossa Nenhuma" é musicalmente  muito mais bem trabalhado em instrumental e nos vocais, e é justamente nesse álbum que a mistura entre samba, metal e bossa nova se torna constante e consistente, mas peca em algumas letras como e.li.sa (puro tapa buraco do álbum), todavia, foi justamente uma canção desse álbum que me fez gostar e procurar mais trabalhos da banda: O Machete - canção emblemática baseada no conto homônimo de Machado de Assis, uma canção tensa com o uso de um machete contra um violoncelo embalada com distorções de guitarra num clipe que lembra muito uma das minhas bandas favoritas: Deftones. O som ficou incrível e o vocal está perfeito. Pra quem não conhece o conto de Machado de Assis a letra parece confusa, mas ao lê-lo você descobre exatamente do que a letra está falando e, confesso que me surpreendi. Recomendo MUITO!



No novo álbum "Samba de Preto" as coisas chegam a um nível de profissionalismo invejável, as letras amadureceram tanto nesse álbum quanto o som havia evoluído do 2.º para o 3.º álbum da banda harmonizando palavra e melodia. O novo álbum conta com a participação pra lá de especial de Eumir Deodato (que já produziu nomes como Bjork e Tom Jobim) e Elza Soares! Confira entrevista:




Obs.: A introdução de "O Mar" chega a lembrar o estilo de uma outra banda excelente: Apocalyptica; a banda fez uma regravação de Tom Jobim em versão rock na faixa "Chega de Saudade"; "Foi-se" e "Samba de Preto" são canções de luto com peso e letras intensas. São esses apenas alguns destaques. Vou deixar vocês se surpreenderem com o resto sozinhos. Aqui vai um pouco do trabalho do Huaska pra vocês apreciarem, e acreditem: SAMBA DE PRETO é muito bom!


Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 6 de março de 2013

Capital Inicial


 Eu sei o que vocês devem estar pensando: "depois de todas aquelas bandas estranhas por que diabos o cara resolve falar de Capital Inicial"? Tem dois motivos principais:

1 - É Nacional
2 - Tem coisa boa por aí

Na ativa desde 1986, o som do Capital passou por algumas transformações nos primeiros anos e desde então adquiriu uma forma de pop rock bem estável.

Boa parte das letras do Capital Inicial tiveram um ou mais dedos de Renato Russo, finado vocalista do Legião Urbana. Nas palavras do próprio Dinho Ouro Preto no CD/DVD Ao Vivo da Banda para o Multishow, em 2008:

"Há muito tempo atrás numa terra distante, havia uma banda chamada 'Aborto Elétrico'" (...)

O "Aborto Elétrico" tinha integrantes que mais tarde se dispersariam em duas bandas: Legião Urbana e o próprio Capital Inicial. Parte das composições passaria a cada um dos lados nesse "divórcio musical", além de algumas canções terem interpretações comuns às duas bandas (como a clássica "Que País é Esse?").

O caso é que é muito comum ouvir, especialmente dos fãs do Legião, que (apesar da história comum), o Capital Inicial é inferior ao que o Legião foi, se não musicalmente, letristicamente. Esse é o ponto em que é preciso citar pelo menos 2 trabalhos do Capital Inicial, sem os dedos de Renato Russo, que realmente valem à pena pelas LETRAS: O álbum "Gig Ante" de 2004 e o atual "Das Kapital" de 2010.

As composições são da própria banda e letristicamente empregam um recurso muito similar ao que o Engenheiros do Hawaii usavam nas suas canções: boas doses de filosofia, jogos de palavras e referências a ditados populares e afins. De certa forma, algo nesse sentido já havia aparecido no trabalho de 2002, "Rosas e Vinho Tinto", mas acabou ofuscado pelo sucesso de "A Sua Maneira" (um cover da música "De Música Ligera" da banda argentina Soda Estereo).

Em "Gig Ante" temos destaque para "Instinto Selvagem" num grande manifesto de "vamos chutar o pau da barraca", "Respirar Você" com a melhor dica de todos os tempos pra esquecer uma dor de cotovelo: "vou fingir que nunca te vi, vou viver sem ter onde ir, até cansar de respirar você" (sério mesmo,funciona!), a sensacional "Não Olhe Pra Trás" com sua jogada lógica e pitadas de filosofia faz você pensar com frases como "se o que era errado ficou certo as coisas são como elas são" e "inteligência ficou cega de tanta informação" só perde (na minha opinião) pra "Insônia" (algo que eu já tive bastante) já que essa canção específica não se parece em nada que o Capital te há feito até hoje com um experimentalismo inusitado tanto na diferença instrumental quanto vocal (mal dá pra reconhecer que seja o Capital Inicial nessa música).

Em "Das Kapital", os jogos de lógica  à semelhança de "Não Olhe Pra Trás" continuam em "Vivendo e Aprendendo" e "Como se Sente?" com frases que lembram muito as composições do Engenheiros como "os dias são sempre iguais, o mesmo filme em todos os canais" e "sempre presente o medo de falar na frente dos outros o que ninguém quer escutar", além das tradicionais histórias de romance que toda banda brazuca não abre mão como em "Depois da meia-noite" (passamos muito tempo sentados na calçada falando e  não dizendo nada) e dilemas existenciais com uma pitada de romance em "Melhor".



Depois dessa matéria e de acompanhar um pouco mais do som e das letras do Capital Inicial eu não posso afirmar nem que o som nem que as letras pioraram, de fato, o que me parece é que a visibilidade da banda diminuiu. É comum que as  pessoas que tanto  falam do "auge" e da decadência do rock nacional sejam as mesmas pessoas que não acompanham os trabalhos das boas bandas ainda na ativa preferindo viver de passado. Apesar da era da internet o público ainda é levado pelos ventos da mídia. As boas bandas nacionais continuam boas, a mídia é que não liga muito pra elas.

Fontes:

Just keep rocking! \m/

domingo, 3 de março de 2013

Amos


Que tal um pouco mais de underground pra aumentar sua culturinha? Volta e meia a gente descobre algo no underground que soa bem e que (quase sempre) você nunca teria oportunidade de ouvir no mainstream tv/rádio justamente por ser pouco comercial, apesar da qualidade. Normalmente as pessoas gostam de música ruim e eu desisti de tentar entender o motivo. Se esse não é o seu caso, conheça Amos.

Amos é um banda nacional com forte influência tanto do Heavy Metal tradicional quanto do universo gótico, mas o modo como incorporou essas duas tendências é um tanto novo. Solos de guitarra bem trabalhados, vocal grave, grooves, e tudo junto de uma vez só.

Aparentemente (e infelizmente, na minha opinião) a banda entrou em hiato depois de 2009 (maldito mainstream! Por que meu Deus? Por quê?!).

Detalhe: como o Amos não é uma banda fácil de achar na internet (e não tinha NADA deles no Grooveshark), postei as músicas deles que encontrei no youtube, mas vi que tem algumas coisas deles na Last FM também. Ah, a banda é cristã, e o nome Amos vem do nome do profeta Amós, autor do livro bíblico de mesmo nome.

Quem gostar curte aí!



Discografia:

Confort in Trouble (Demo - 1998)  
Gothic Soul (CD - 1999)  
A Matter of Time (CD - 2005)  
Lost Essence (EP - 2006)  
9408 (DVD - 2008)  
Acoustic (EP - 2009)


Fontes:

Just keep rocking! \m/


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Megadeth


Por mais que eu queira não dá pra falar de Megadeth sem falar de Metallica. Muitas pessoas encaram o Metallica como a eterna "melhor banda do mundo". Eu até concordo que o Metallica foi uma das mais importantes na história do Heavy Metal, mas vamos encarar a realidade, o Megadeth é bem melhor, e eu pretendo dizer o porquê: Só pra começo de conversa, a melhor fase do Metallica foi a que o fundador do Megadeth, Dave Mustaine, era o guitarrista principal. Isso por si só já diz muito.

Ah, vc não sabia?! Dave Mustaine era guitarrista e compositor de boa parte do material do Metallica até a época do "Kill 'Em All" quando foi expulso por ser terrivelmente irresponsável. Apesar de guitarrista eficiente, à semelhança do Dr. House, Dave Mustaine era um grande "son of a bitch", chegou até a bater o furgão que a banda usava para as turnês porque estava chapado. Após ser expulso do Metallica, Mustaine decidiu, por puro desejo de vingança, montar uma banda mais rápida, mais pesada e melhor que o Metallica (e conseguiu), lançando o Megadeth com 2 épicos álbuns SEGUIDOS: "Killing Is My Business... And Business Is Good" e "Peace Sells... But Who's Buying?" em 1985, 1986. Entretanto, não vamos discutir a vida dos caras, mas a OBRA.


James Hetfield, guitarrista e vocalista do Metallica 
recebendo seu presente de dia dos pais

Metallica mudou pra agradar o mainstream, seu som hoje não se iguala em praticamente nada aos seus primeiros anos. Qualquer um que tenha ouvido qualquer coisa do Metallica depois de "Load", no ano de 1996, vai concordar. O Megadeth também já sofreu algumas mudanças, como na fase dos álbuns "Cryptic Writings" de 1997 e "Risk" em 1999, onde deixaram o thrash um pouco largado pra fazerem um som mais próximo do Hard Rock, mas eu não poderia culpá-los, acredito que qualquer pessoa depois de tocar ou ouvir um estilo só, por mais que goste do estilo, se CANSA às vezes. E, após desse "descanso" o Megadeth voltou com um excelente álbum "pós-férias": "The World Needs a Hero" de 2001. De lá pra cá, o som do Megadeth se tornou cada vez mais intenso e ao mesmo tempo obscuro, Mustaine adotava tons mais graves que caíram como uma luva pra voz característica (e que voz estranha do caramba, diga-se de passagem! Não é comum ouvir pessoas com um tipo de voz daquele). Outro fato interessante é o dá conversão de Mustaine (ex-vida loka) ao Cristianismo, que fica muito evidente em sua música de 2004 pra cá com o "The System Has Failed" em diante. Já era hora de Mustaine ter um pouco de juízo, não? As letras do Megadeth, e Megadeth=Dave Mustaine (vou explicar isso abaixo), já eram excelentes pela qualidade de questionamentos políticos, mas hoje temos ainda como dignas de nota as letras de "Washington Is Next", "Shadow of Death", "Truth Be Told" e "Blessed Are the Dead" abordando temas relacionados à fé cristã. Entretanto, devo um certo destaque particular ao trabalho musical do Megadeth numa (pasmem) canção de AMOR "The Hardest Part of Letting Go...Sealed With a Kiss". 


Um dos melhores álbuns do Megadeth, "Rust In Piece", de 1990, chegou a ser relançado na forma de show ao vivo em 2010, marcando um dos melhores desempenhos do Megadeth.

A banda teve diversas formações que sempre incluíam músicos profissionais, alguns com interesse de aprender a tocar da mesma forma inovadora (na época) de Mustaine. Entenderam agora porque eu disse que Megadeth=Dave Mustaine? O que nos leva a uma declaração que, apesar de não ser uma das declarações mais humildes do Guitarrista e vocalista do Megadeth (ao ser entrevistado no documentário sobre a história do Thrash Metal chamado "Get Thrashed"), é totalmente verdadeira:

"Isso soa arrogante, me desculpe, mas estou contando os fatos. Eu afetei 3 das 5 grandes bandas".

Dave Mustaine, falando sobre o "Big 5" (as cinco maiores bandas de Thrash Metal: Metallica, Megadeth, Anthrax, Slayer e uma quinta que, dependendo de pra quem você pergunta, pode ser Exodus, Testament, Pantera, etc) - Documentário "Get Thrashed" aos 22 minutos do documentário.


Fontes:



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