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terça-feira, 17 de junho de 2014

Demon Hunter

Demon Hunter é uma banda que acompanho desde o primeiro álbum de 2002 e devo dizer que muita coisa mudou nesses mais de 10 anos pra cá...


A começar pelo vocal de Ryan Clark: claro que seu "drive" continua sendo um som bastante "ameaçador", mas o vocal cantado dos coros ou pontes das canções, um tanto "grave" para os padrões do metalcore (onde temos um número de vocais tenores quase tão grande quanto o metal melódico) tem baixado cada vez mais de tom. No álbum "Storm The Gates of Hell", de 2007, as canções "Fading Away" e "Lead Us Home" me fizeram pensar que Ryan clarck fosse tenor. Acabei mudando de opinião e classificando o cantor como barítono a partir das performances ao vivo e do material novo da banda, como no clipe abaixo da canção "I Will Fail You".


Outro ponto interessante é o grande número de baladas numa banda de heavy metal: "My Throat is An Open Grave", "My Heartstrings Come Undone", "The Tide Began To Rise", "Carry Me Down", "Driving Nails", "Dead Flowers" e a atual "I Will Fail You". Quem checasse a discografia apenas pela minha indicação poderia pensar que sai uma por álbum, mas não é bem assim, porque há canções com apenas trechos de vocais agressivos, aumentando o número de canções "não pesadas" por álbum. Todavia, minha favorita, entre as baladas, acabou sendo "Tomorrow Never Comes", canção que eu só percebi que estava no álbum "True Defiance" muito tempo depois de eu ter deixado a banda de escanteio. Costumo passar por alguns casos de "encanto póstumo" com algumas bandas.

Em algumas entrevistas, Clark já deixou claro que ouve de tudo e não é bitolado no metal (um grande diferencial). Sem falar nas letras que tratam da vida humana e da fé numa perspectiva ora teológica, ora existencialista. Não é o tipo de banda sem cérebro que você pode se dar ao luxo de não saber o que está dizendo.

A performance ao vivo da banda não deixa pra menos, mas tem um energia totalmente diferente dos acústicos: nos shows, o vocal de Clark pende pro grave, nos acústicos ele não agrava a voz ao ponto que se ouve nas pontes de "I Will Fail You" ou "I am a Stone", por exemplo. De qualquer forma, uma grande banda, um vocal que foge aos padrões do gênero, se é que se pode dizer, a essa altura do campeonato, que ainda se trata de uma banda de Metalcore ou Death Melódico. 


Pra mim, Demon Hunter se tornou algo mais...

Discografia e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/

domingo, 9 de março de 2014

[1999] Metallica S&M

2014 mal começou e me deu a excelente ideia de postar alguns dos shows mais legais que estão no youtube, nacionais e internacionais, para divulgar coisas que realmente vale à pena ouvir. Mas, com a preguiça das férias e a porcaria do carnaval, estou pelo menos 2 meses atrasado. Pra compensar só mesmo com um show duplo. 

Com vocês: Metallica e a Orquestra de São Francisco! Show duplo e completo. Aproveitem!


Just keep rocking! \m/

domingo, 16 de junho de 2013

HIM (Venus Doom)

Taí uma banda que eu resisti por um tempo postar aqui no blog. Motivo? Diferenças ideológicas.

Capa de Venus Doom
A ideologia do HIM e suas metáforas teológicas sobre o diabo mescladas com clichês românticos não me agradam. Eu até sei que a proposta do HIM era fazer uma mescla de BlackSabbath com Chris Isaak, mas (cá entre nós) eu sempre preferi o Chris Isaak. A idéia de falar de forma não-histórica de religiões ou ritos macabros sempre me pareceu suspeita porque beira a apologia. Então por que o HIM está aqui?

Bom, pra começar porque nem tudo que eles fazem é podre (embora eu deva confessar que os clipes são de um mau gosto incrível, um exemplo clássico é o clipe de Killing Loneliness, uma música excelente estragada por um clipe imbecil, apelativo e piegas). Enfim...

Quem já tiver ouvido falar da saga do Inferno de Dante, ou a Divina Comédia (duas alusões de nomes diferentes ao mesmo livro do poeta italiano Dante Alighieri) sabe da epopéia de Dante atravessando os 9 círculos do inferno para salvar sua amada após ter causado indiretamente sua morte ao traí-la durante as cruzadas para recristianizar Jerusalém (sim, é um conto num cenário histórico real - dá pra aprender alguma coisa com o livro). A cada círculo do inferno Alighieri traça uma crítica por meio de cada um (e mais um pouco) dos pecados capitais transgredidos sob patrocínio da igreja de Roma cometidos por Dante no enredo tendo suas ações levado à eterna danação pessoas de melhor caráter que ele próprio. O luto e o peso da consciência do protagonista além das próprias críticas históricas e mensagens subliminares no texto com críticas ao governo italiano contemporâneo do autor além de várias alusões à vida do mesmo (afinal, o protagonista e o autor tinham o mesmo nome) já são motivo de sobra pra ler. E o HIM musicou a história.


Basicamente é isso, nem tanto uma recomendação de HIM está mais para uma nova forma de conhecer e se interessar pela obra de Alighieri (o que eu penso sobre a banda - e todas as outras que seguem essa linhagem de letras - está bem delineado na minha série sobre o satanismo na música no meu outro blog, o Proibido Pensar). Todavia, verdade seja dita, os vocais de Ville Valo são quase sempre impecáveis. E, em termos de som, é o trabalho mais maduro da banda, o único em que as referências soturnas são desculpáveis já que são cenário da história. De qualquer modo, sinceramente, quando eu quero ouvir rock de terror, eu prefiro Misfits ou Grave Robber. HIM é romântico demais pra dar medo (nas boas canções) e não tem o bom e velho estilo de halloween quando tenta parecer do mal...

Fontes:

Just keep rocking! \m/ 

domingo, 3 de março de 2013

Amos


Que tal um pouco mais de underground pra aumentar sua culturinha? Volta e meia a gente descobre algo no underground que soa bem e que (quase sempre) você nunca teria oportunidade de ouvir no mainstream tv/rádio justamente por ser pouco comercial, apesar da qualidade. Normalmente as pessoas gostam de música ruim e eu desisti de tentar entender o motivo. Se esse não é o seu caso, conheça Amos.

Amos é um banda nacional com forte influência tanto do Heavy Metal tradicional quanto do universo gótico, mas o modo como incorporou essas duas tendências é um tanto novo. Solos de guitarra bem trabalhados, vocal grave, grooves, e tudo junto de uma vez só.

Aparentemente (e infelizmente, na minha opinião) a banda entrou em hiato depois de 2009 (maldito mainstream! Por que meu Deus? Por quê?!).

Detalhe: como o Amos não é uma banda fácil de achar na internet (e não tinha NADA deles no Grooveshark), postei as músicas deles que encontrei no youtube, mas vi que tem algumas coisas deles na Last FM também. Ah, a banda é cristã, e o nome Amos vem do nome do profeta Amós, autor do livro bíblico de mesmo nome.

Quem gostar curte aí!



Discografia:

Confort in Trouble (Demo - 1998)  
Gothic Soul (CD - 1999)  
A Matter of Time (CD - 2005)  
Lost Essence (EP - 2006)  
9408 (DVD - 2008)  
Acoustic (EP - 2009)


Fontes:

Just keep rocking! \m/


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Megadeth


Por mais que eu queira não dá pra falar de Megadeth sem falar de Metallica. Muitas pessoas encaram o Metallica como a eterna "melhor banda do mundo". Eu até concordo que o Metallica foi uma das mais importantes na história do Heavy Metal, mas vamos encarar a realidade, o Megadeth é bem melhor, e eu pretendo dizer o porquê: Só pra começo de conversa, a melhor fase do Metallica foi a que o fundador do Megadeth, Dave Mustaine, era o guitarrista principal. Isso por si só já diz muito.

Ah, vc não sabia?! Dave Mustaine era guitarrista e compositor de boa parte do material do Metallica até a época do "Kill 'Em All" quando foi expulso por ser terrivelmente irresponsável. Apesar de guitarrista eficiente, à semelhança do Dr. House, Dave Mustaine era um grande "son of a bitch", chegou até a bater o furgão que a banda usava para as turnês porque estava chapado. Após ser expulso do Metallica, Mustaine decidiu, por puro desejo de vingança, montar uma banda mais rápida, mais pesada e melhor que o Metallica (e conseguiu), lançando o Megadeth com 2 épicos álbuns SEGUIDOS: "Killing Is My Business... And Business Is Good" e "Peace Sells... But Who's Buying?" em 1985, 1986. Entretanto, não vamos discutir a vida dos caras, mas a OBRA.


James Hetfield, guitarrista e vocalista do Metallica 
recebendo seu presente de dia dos pais

Metallica mudou pra agradar o mainstream, seu som hoje não se iguala em praticamente nada aos seus primeiros anos. Qualquer um que tenha ouvido qualquer coisa do Metallica depois de "Load", no ano de 1996, vai concordar. O Megadeth também já sofreu algumas mudanças, como na fase dos álbuns "Cryptic Writings" de 1997 e "Risk" em 1999, onde deixaram o thrash um pouco largado pra fazerem um som mais próximo do Hard Rock, mas eu não poderia culpá-los, acredito que qualquer pessoa depois de tocar ou ouvir um estilo só, por mais que goste do estilo, se CANSA às vezes. E, após desse "descanso" o Megadeth voltou com um excelente álbum "pós-férias": "The World Needs a Hero" de 2001. De lá pra cá, o som do Megadeth se tornou cada vez mais intenso e ao mesmo tempo obscuro, Mustaine adotava tons mais graves que caíram como uma luva pra voz característica (e que voz estranha do caramba, diga-se de passagem! Não é comum ouvir pessoas com um tipo de voz daquele). Outro fato interessante é o dá conversão de Mustaine (ex-vida loka) ao Cristianismo, que fica muito evidente em sua música de 2004 pra cá com o "The System Has Failed" em diante. Já era hora de Mustaine ter um pouco de juízo, não? As letras do Megadeth, e Megadeth=Dave Mustaine (vou explicar isso abaixo), já eram excelentes pela qualidade de questionamentos políticos, mas hoje temos ainda como dignas de nota as letras de "Washington Is Next", "Shadow of Death", "Truth Be Told" e "Blessed Are the Dead" abordando temas relacionados à fé cristã. Entretanto, devo um certo destaque particular ao trabalho musical do Megadeth numa (pasmem) canção de AMOR "The Hardest Part of Letting Go...Sealed With a Kiss". 


Um dos melhores álbuns do Megadeth, "Rust In Piece", de 1990, chegou a ser relançado na forma de show ao vivo em 2010, marcando um dos melhores desempenhos do Megadeth.

A banda teve diversas formações que sempre incluíam músicos profissionais, alguns com interesse de aprender a tocar da mesma forma inovadora (na época) de Mustaine. Entenderam agora porque eu disse que Megadeth=Dave Mustaine? O que nos leva a uma declaração que, apesar de não ser uma das declarações mais humildes do Guitarrista e vocalista do Megadeth (ao ser entrevistado no documentário sobre a história do Thrash Metal chamado "Get Thrashed"), é totalmente verdadeira:

"Isso soa arrogante, me desculpe, mas estou contando os fatos. Eu afetei 3 das 5 grandes bandas".

Dave Mustaine, falando sobre o "Big 5" (as cinco maiores bandas de Thrash Metal: Metallica, Megadeth, Anthrax, Slayer e uma quinta que, dependendo de pra quem você pergunta, pode ser Exodus, Testament, Pantera, etc) - Documentário "Get Thrashed" aos 22 minutos do documentário.


Fontes:



Just keep rocking! \m/

domingo, 10 de fevereiro de 2013

The Awakening



Imagine a dificuldade de formar uma banda na África do Sul. Agora imagine a dificuldade de achar uma banda gótica nesse cenário. Imagine agora a dificuldade em encontrar uma banda gótica cristã na África do Sul. Parece improvável não é? Mas existe!

The Awakening é uma BANDA GÓTICA CRISTÃ DA ÁFRICA DO SUL! Mais precisamente, de Johannesburg, e tem uma versatilidade pouco encontrada dentro do estilo. Não se trata de uma banda gótica nos moldes normais sinfônicos. Obs.: Não confundir com a banda de jazz nem com a de pop gospel de mesmo nome.

The Awakening tem uma trajetória que pode-se considerar "evolucionista": começaram pelo Dark Wave, passaram pelo Atmospheric, Avant-garde, Gothic Rock, Metal Industrial, Gothic Metal e agora estão numa linha puramente Dark.

Meu irmão chegou a definir Ashton Nyte como "o cara da voz cagada" na canção "Innocent", mas não percebeu que era o mesmo vocalista em "Razorburn". Nem todas as variações são belas, mas Ashton Nyte é um cantor de muitas vozes. Seus melhores vocais estão nos álbuns "Ethereal Menace", "The Fourth Seal Of Zeen", e do álbum "Roadside Heretics" em diante só tem melhorado. Além de que, uma das canções da banda tem uma das árias mais graves que já ouvi (a versão de "Amethyst" do álbum "The Fourth Seal Of Zeen"). Ponto pra eles pela originalidade e pelo cover de Simon & Garfunkel em "The Sounds Of Silence":



Sua discografia conta com 13 álbuns (até agora) lançados entre 1997-2009 soando como poucas bandas. A única que consegui como parâmetro de comparação foi o Sisters Of Mercy e mesmo assim a comparação só funciona nos álbuns de Dark Wave do Awakening.

O vocal de Ashton Nyte é outro capítulo à parte: ele é variável em cada álbum. Tecnicamente é um barítono que alterna entre vocais líricos, vocal fry, vocal operístico e falsete (o falsete mais horrível que já ouvi, mas não chega a ser desafinado, só esquisito).

Obs.: É a banda mais SOMBRIA que já ouvi até hoje. Faça o teste você mesmo ouvindo:

"We Fell"
"Precious"
"Prophet"
"Before I Leap (Sub Coma Mix)"
"Sacrificial (Lacerated Version)
"Marked", "Nostalgia"
"Cover"
"Heaven Waits" 

Algumas dessas canções nem estão em plataformas de streaming, mas vocês podem ouvir nossas recomendações clicando no canal do Telegram.

E se existir algo com o mesmo calibre vocal, deixem um comentário!

Para saber +: Wikipédia - Site Oficial - Last FM

Just keep rocking! \m/

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

The Gone Jackals (Full Throttle)

A maioria das crianças gasta horas por dia com seus videogames, fazem competições com os amigos, suplicam e manipular os pais pra terem o que querem e acabam se tornando amantes de jogos, sejam eles saudosistas ou amantes de gráficos realistas 3D ou afins.


Eu nunca tive um videogame e passei a descobrir o mundo dos jogos com um celular velho chamado Gradiente Vibe que rodada algumas coisinhas interessantes em java, daí fiz curso técnico de informática, descobri os emuladores no symbian, no pc e no android. E que surpresa boa é quando você descobre uma banda tão boa na trilha sonora de um game!


Essa foi minha história com o The Gone Jackals - seu álbum de 1995 "Bone To Pick" é a trilha sonora do melhor "point and click" de todos os tempos: Full Throttle. Como este artigo é sobre bandas e não sobre games, dêem uma olhada nesse link que diz tudo o que você precisa saber sobre o game.

Fonte: Wikipédia

Discografia:

  • Out and About with the Gone Jackals (de 1990, foi re-lançado em 1996)
  • Bone to Pick (1995) (trilha sonora do game Full Throttle)
  • Blue Pyramid (1998)
  • Faith Healer (1999, relançado em 2007)

Flertando entre o rock and roll, o heavy metal e o blues, The Gone Jackals é o tipo de banda "pé na porta e soco na cara" que não pode faltar na coleção de qualquer amante do rock. O fato de estarem longe do mainstream e a dificuldade de encontrar só tornam o achado mais interessante.

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