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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Firewind (The Premonition)


Que o metal - em inglês - é uma língua universal eu já sabia; o que eu não sabia é que existia alguma banda de metal oriunda da Grécia! O.o

Pra você que pensava que a Grécia tinha falido depois da morte de Aristóteles (384 a.C.- 322 a.C.¹ - descanse em paz velho amigo!), se enganou! ...Eu acho.

O fato é que a banda faz riffs muito interessantes e o destaque de hoje é para o álbum "The Premonition". Guitarras bem trabalhadas, som pesado, vocal razoavelmente agudo mas nem de longe como o da "musa nissei sansei", também conhecida como André Mattos (eca!).

O fato é que, depois que eu descobri que classificações vocais variam ligeiramente em cada país e que, a depender da necessidade, tanto na ópera quanto em corais, barítonos com facilidade pra cantar trechos mais agudos acabam sendo considerados tenores e tenores fazendo vocal fry (técnica pra cantar grave) podem substituir barítonos, a coisa ficou meio difícil de classificar.

Pra ser bem sincero, não creio que o então vocalista Apollo Papathanasio seja, de fato, tenor (talvez baritenor). A voz soa como um agudo técnico, não totalmente natural, ao mesmo tempo que não há canto em falsete (obrigado Jesus!) o que, na minha humilde opinião, soaria como se o pobre Apollo cantasse durante uma Orquiectomia. 😂

Todas as faixas são excelentes mas, particularmente, tenho uma queda por "Angel's Forgive Me". E por falar nas faixas do álbum, a melhor parte é o épico cover de Michael Sembello da canção tema do filme Flashdance², "Maniac"³, que ganhou uma versão metal com muita dignidade!

 "The Premonition" é um álbum pra ouvir sem enjoar por muuuuito tempo!

Just keep dancing! XD

Referências: 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Echo Hollow


 

Diferenças musicais, ideológicas, casamento, família, estudos, novas oportunidades de trabalho, brigas, cansaço, enfim... Há dezenas de motivos pra uma banda se separar. Esse é um trecho da história de uma dessas bandas.

Echo Hollow começou como um projeto dos ex-integrantes do gigante do metal cristão Tourniquet: Guy Ritter e Gary Lenaire, mas só durou 2 álbuns:

  1. Diet of Worms (1998)
  2. Superficial Intelligence (2004)



O caso é que a banda encerra-se no mesmo tempo em que uma coisa inusitada acontece: depois de 15 anos atuando no meio cristão, não apenas em bandas como Tourniquet e Echo Hollow mas em projetos de caridade, de direitos dos animais e estudos teológicos, o GUITARRISTA Gary Lenaire (participante também de vocais agressivos estilo drive - aqueles berros engraçados - em algumas canções antigas do Tourniquet) simplesmente se cansou de ser julgado por suas roupas e cabelo comprido e, ao invés de procurar apoio numa congregação cristã menos déspota na questão da aparência (ou simplesmente cortar a droga do cabelo... Afinal, quem viver muito vai perder cabelo quer queira quer não...) achou por bem virar ateu e ainda botar a culpa na... bíblia?!

Francamente Lenaire, me poupe!

Guy Ritter desfez a banda quando a situação de diferenças ideológicas se tornou insustentável.

Irônico pensar que o 1.º trabalho da banda foi justamente em homenagem à revolta de Lutero contra a fé de aparências sem respaldo bíblico da igreja católica medieval e a revolução ideológica que ele iniciou em direção à bíblia...

Enfim, o som é bom, as letras são boas e Lenaire não é problema meu. (1Ts 5:21 e Ec 3:17)


"Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao seu ventre; e com palavras suaves e lisonjas enganam os corações dos inocentes." (Romanos 16:17-18).

Fontes:

Just keep believing! \m/

sábado, 11 de maio de 2013

Tourniquet



Esta é uma das principais bandas de Thrash Metal cristão da história. Tourniquet está na ativa desde 1990. Formada na cidade de Los Angeles (EUA),  tem influências  muito incomuns para uma banda de Thrash Metal: música clássica! De certa forma, Tourniquet apresenta um estilo progressivo de fazer metal, não fosse o fato que o thrash é um gênero de metal extremo.

Musicalmente falando, se você assistir o documentário Headbanger's Journey é feito um paralelo entre a ESTRUTURA do metal e da música clássica. O fato é que, distorções à parte, o heavy metal de qualidade e a música clássica são muito similares e virtuosistas.

Nas palavras da wikipédia:

"A banda faz uma mistura de thrash metal, speed metal, metal progressivo, heavy metal, hard rock, hardcore, influênciados por compositores clássicos, como por exemplo, Beethoven e Bach, espiritualidade com perspectiva bíblica, recheadas por inspirações de jargões médicos, de Edgar Allan Poe e narrativas do velho testamento."

A banda passou por várias formações das quais o único membro permanente, principal compositor e, me permitam dizer, "alma da banda", é o BATERISTA sr. Ted Kirkpatrick. Em termos vocais, houve duas eras: a era speed/thrash com Guy Ritter (que se tornou vocalista do Echo Hollow, banda cristã de hard rock hoje inativa) e a era Luke Easter, que começou muito semelhante ao Anthrax na época que John Bush era o vocalista, mas se tornou algo além. O atual guitarrista, Aaron Guerra, é outro capítulo à parte: extremamente competente! 


Entre tantos álbuns INCRÍVEIS (é uma das minhas bandas favoritas) escolhi destacar dois dentre os que considero os melhores álbuns da história do metal:

*Pathogenic Ocular Dissonance, de1992. Trata-se de álbum thrash com influências bizarras de doom  e death metal, combinações  sombrias de vocais graves muito graves e agudos muito agudos. É incrível como havia versatilidade nos vocais de Guy nessa fase.  Destaque para as faixas "Spectrophobic Dementia", "Exoskeletons",  "Theodicy On Trial, "En Hakkore" e a épica "The Skeezix Dilemma".

*Microscopic View of a Telescopic Realm, de 2000. Esse é outro álbum histórico com muita influência clássica, uso de órgão, flautas, pancadaria hardcore, solos de bateria, assobios e até influências de canto gregoriano, uma miscelânia que teve um resultado maravilhoso com excelentes canções como "Besprinkled In Scarlet Horror" (clique e confira a letra),"Drinking From The Poisoned Well",  "The Tomb Of Gilgamesh", "Erratic Palpitations Of The Human Spirit" e a continuação da história iniciada em Skeezix Dilemma em "The Skeezix Dilemma, Part II: The Improbable Testimony Of Pipsewah", igualmente épico!

É nesse ponto que eu faço uma reflexão: chega a ser clichê o quanto algumas das bandas de rock e heavy metal mais conhecidas tem letras e clipes de mau gosto e insistem nisso! O desgosto com esse fato me motivou ainda mais a mostrar o diferencial não só do que o Tourniquet tocava e toca, mas do que eles ESCREVEM. Aqui abaixo reservei o espaço para o clipe legendado em português da canção "Ark of Suffering", um épico do álbum Stop The Bleeding:


Sobre as bandas de metal que acham que glorificar a violência,  sexo ou rituais esquisitos, deixo as palavras de Bill Watterson na pessoa de seus personagens mais marcantes Calvin e Haroldo:



Se você também cansou dessa merda, Tourniquet é pra você!

Discografia e História da Banda: Wikipédia

Just keep rocking! \m/




Remadores do Último Porão



É impressão minha ou quanto mais bizarro o nome da banda mais original o som?

Remadores do Último Porão é uma banda de Goiás com uma proposta de som bastante inusitada: uma mescla de metalcore, teclados sintetizadores e flertes com death metal. Se isso já não é original por si só, adivinhem: ELES CANTAM EM PORTUGUÊS! Ah sim, eu mencionei que é uma banda cristã?

O primeiro EP da banda está disponível para ouvir aqui e temos 2 clipes bem interessantes no youtube que vocês podem checar aqui mesmo. Enjoy!


Mas se você é um mané de mente fechada que acha que nunca se deve misturar sintetizadores com outros instrumentos: não ouça a música, não veja o clipe e, por gentileza, procure outro blog que compartilhe das suas mesmas convicções musicais... Aliás, que diabos você veio fazer aqui? XD

Enfim, Remadores é muito bom!

Just keep remando! \m/ 
;- )

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

3 Days Grace


Tá aí uma banda que bem que poderia se chamar 3 Disgrace - não me entenda mal, curto muito o trabalho dos caras, mas as letras são densas e quase sempre analisam o lado mau da natureza humana, variando temas entre amores mau correspondidos, morte e até bullying. Terminei de ler o epílogo de Cartas do Inferno, chamado "O Brinde de Screwtape" ouvindo "Animal I Have Become" e devo admitir que esse tipo de leitura somado a essa letra específica do 3 Days Grace se casaram perfeitamente.


A banda não começou com esse nome, na verdade se chamava Groundswell e era beeeem grunge, resolvendo, posteriormente, tentar uma nova sonoridade, apesar de Groundswell  também ser uma banda interessante. Logo quando descobri meio que fiquei viciado numa das canções da fase Groundswell, chamada "Eddie".

O vocalista teve ainda algumas participações com o Apocalyptica que soaram muito boas! Confiram uma:




Uma característica interessante do aspecto vocal no 3 Days Grace é justamente o tipo voz de Adam Gontier, uma categoria entre o barítono e o tenor, tendo um aspecto rouco e encorpado. Falando sério, só dá pra saber que o cara não é barítono se você mesmo for um - independente de sua textura vocal dá pra sacar que o grave dele não é tão grave assim, mas o tipo de voz faz o som se destacar. Fora que o cara é sósia do vocalista do Snow Patrol! XD


Mais informações na Wikipédia.



Just keep rocking! \m/ 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Jay Vaquer


Momento Rock Nacional?! Rock? Bem... mais ou menos.
Jay Vaquer não é exatamente o que se poderia chamar de roqueiro, mas tem alguma coisa sombria na alma que é familiar a todos que querem uma música mais densa, mais séria, mais sóbria.


O som do Jay Vaquer transita entre a MPB e o Rock, até aí nada muito diferente das bandas nacionais... Não fosse o fato que suas letras são completamente distintas do que rola a nível nacional, mesmo entre os que fazem boa música.

Histórias trágicas cantadas/contadas, ora raivosas ora pensativas, reflexões sobre psicologia e sobre o lado negro da natureza humana além de falar também sobre isso que o resto da música brasileira, e por que não dizer mundial?, chama de "amor".

Não fosse o fato de cantar em português e ter um som não tão agressivo, você poderia compará-lo ao blues americano com suas denúncias e tristes histórias cantadas sobre uma sociedade injusta ou vida injusta, a amargura de tempos passados e as mazelas emocionais presentes nas letras das boas bandas de grunge ou mesmo a dissecação do lado negro da alma humana que é tão comum, por exemplo nas letras do 3 Days Grace (resenha em breve).

Pelo sinceridade das letras eu digo: Jay, muito obrigado!

Para mais informações, clique:

Just keep rocking! \m/ 
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