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segunda-feira, 17 de março de 2014

Punk Goes!

Como na pastagem anterior falamos de canções cagadas sendo salvas (ou não) pelo metal, resolvi divulgar uma coleção de álbuns que me chamou a atenção desde seu lançamento. Trata-se da coleção "Punk Goes".


É verdade que, em alguns casos, as próprias bandas já haviam lançado covers bizarros em suas discografias por humor ou como estratégia de vendas; já em outros, eram convidadas a participar do projeto com regravações que reconstruíssem a canção numa espécie de "e se isso tivesse sido um hit hardcore/punk, como a música seria?"

O conceito chama atenção porque nem todas as canções originais eram ruins. Algumas coisas interessantes como Depeche Mode, REM e The Cure tiveram suas canções reconstruídas. O repertório também inclui grande variedade: a coleção inclui covers punks de clássicos do metal, rap, pop, classic rock, one hit wonders anos 80, anos 90 e até versões acústicas de canções que você com certeza já ouviu... Mas não DESSE jeito.

Vale (muuuuito) à pena conferir.

Just keep rocking motherfucker!

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Gallows




Todo mundo tem uma noção do que seja algo "punk": roupas rasgadas, cabelo moicano, piercings, tatuagens e um som cru característico em que músicas de 3 acordes são executadas rapidamente, com muito barulho de bateria. Pelo menos era assim.

O punk teve uma de suas cenas mais importantes na Inglaterra da década de 1970, mas ao chegar nós EUA na década de 80 passou a ser mais rápido e agressivo, passando a ser denominado hardcore, um som característico um tanto mais percursivo e complexo. Bandas de hardcore como, por exemplo, Living Sacrifice tem muito a ver até com a cena metal. Então surge algo chamado crossover: uma fusão entre o heavy metal e o hardcore.
 
O nome "punk" não poderia ser mais apropriado, geralmente apresentando uma proposta social anarquista (mal interpretada, diga-se de passagem. Quem quiser saber o que realmente é anarquista tem que ler Errico Malatesta), a palavra "punk" significa "encrenqueiro". E os "encrenqueiros" do Gallows não poderiam ter surgido de um país mais apropriado: trata-se de uma banda britânica, assim como os pioneiros do punk: Sex Pistols, apesar que o Pistols tinha um caráter mais bem humorado nas letras.

Nas idas de 2000 o hardcore e o punk se tornaram um tanto manjados, algo comercial até, por meio de bandas internacionais como Blink 182, Green Day e nacionais como CPM 22, Detonautas e outros. Acho que foi por isso que tive uma surpresa extrema ao descobrir Gallows!

O som tem uma alma punk característica no vocal rasgado e gritado de Frank Carter, como num protesto de rua, mas com muita influência de metal sendo praticamente uma versão alternativa ou simplificada do heavy metal sem perder o cuidado com a atmosfera do som nem com os solos de guitarra. As mudanças de tempo nas canções, o cuidado com a distorção mostram que a proposta da banda é totalmente nova: soa mais limpo do que o hardcore comum e que o crossover, mas sem perder nada em peso, o que por si torna o estilo de Gallows algo como um new punk com super força e laser saindo dos olhos!

Só tem um pequeno probleminha: quem entende um pouquinho de inglês vai ter a impressão que Frank Carter tem "síndrome de tourete" já que a palavra "fuck" e derivados costuma aparecer MUITO e até fora de contexto nas letras (excetuando, obviamente, a história de John Casanova, cantada em "Orchestra Of Wolves", por razões óbvias pra quem conhece a história desse sujeito). Enfim, ossos do ofício no punk talvez... O triste é que, apesar do som ser vibrante, as letras quase sempre falam dos horrores da guerra, pobreza, sofrimento e descaso com o humano. Mesmo sendo uma banda punk, as canções destoam das letras. O som do Gallows é o tipo de coisa que você ouve num dia feliz ou pra recuperar o ânimo, os temas geralmente não batem com a melodia, como se um dissesse o oposto do outro, exceto talvez em "Staring At The Rude Bois", um cover do The Rutz' que o Gallows interpreta com participação especial do rapper Lethal Bizzle.

A discografia essencial da banda é pequena, já que entraram em atividade no ano de 2005 ainda tendo rendido 3 álbuns e 2 EPs, com direito a alguns singles onde consta até um cover do Ironmaiden que saiu melhor que a encomenda e que, particulamente, gosto mais que o original: Wrathchild. Desses, o último álbum e o último EP já não contavam com Frank Carter nos vocais, que saiu da banda por diferenças de opinião sobre qual direção o som deveria trilhar.

E por falar em som, quando comparamos, por exemplo, o primeiro álbum, "Orchestra Of Wolves", de 2006, com o segundo "Grey Britain" de 2009, a direção do som do Gallows muda ao passar a incorporar elementos eruditos (WTF?!) no som com muita prudência. De fato, mesmo no "Orchestra Of Wolves" já havia uma música punk com piano e vocais limpos ao fim: "Rolling with the Punches", dando a direção para o próximo trabalho da banda. Grey Britain uniu punk e erudito numa harmonia perfeita, apesar do antagonismo, tornando Gallows algo totalmente novo uma segunda vez. Destaques para "Queensberry Rules", "Crucifucks", "The Vulture (Acts I & II)" e "Misery". 

Gosto bastante da interpretação intensa de Frank Carter e preferia que tivesse permanecido na banda. Não me senti à vontade para acompanhar a banda desde então. Mas pra quem tiver curioso, fica a dica.


Discografia (com Frank Carter):

Álbuns de Estúdio:
2006 - Orchestra Of Wolves
2009 - Grey Britain

EPs:
2007 - November Coming Fire

Fonte: Wikipédia


Just keep rocking \m/

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Billy Idol

Billy Idol não envelhece!   

Engraçado a extinta MTV (extinta pra mim que tenho antena parabólica, aliás, não me faz falta) certa feita fez um Top Top com os 10 maiores fiascos da música e entre eles estava Billy Idol em uma posição qualquer por causa do fracasso comercial do álbum Cyberpunk. Mas, porém, entretanto, todavia, mais uma vez a MTV fez uma propaganda enganosa do trabalho de um cara realmente criativo por conta de um incidente isolado. Me dei ao trabalho de fuçar a discografia básica de Billy Idol e descobri que gostava desde pequeno de uma série de canções dele que não sabia quem tocava, entre elas temos "Eyes Without A Face", "Rebell Bell", "Sweet Sixteen" (é uma história bem triste, uma letra a se conferir), "White Wedding", "Flesh For Fantasy" e, é claro, "DANCING WITH MYSELF"!
 


 
Depois dessa descoberta creio que resta uma lição para todos nós: nunca confie na MTV! Mesmo com mais de 30 anos de carreira, este cinquentão ainda se esbarrou pelo hardcore (World Comin' Down), Americana/Western music (John Wayne) e até pelo Heavy Metal melódico (New Future Weapon). De fato, Billy Idol sempre foi um Punk com um pé no Hard Rock desde o início de carreira, o que torna seu som realmente bem interessante.
Ouçam por vocês mesmos e tirem suas conclusões na nossa pequena seleção do Billy Idol e alguns covers dignos de nota de bandas influenciadas por ele (não se preocupem, o Supla não entrou na lista! Kkk).


Just keep rocking! \m/
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